Futebol
Campeonato de Portugal - Série B - 20.ª Jornada
Carnaval, sinónimo de futebol em S. João da Madeira
15-02-2018 | por António Santos
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Sanjoanense, 1 - Espinho, 1

11 inicial ADS: Cristiano, Ken, Pedro Santos, Serginho, Castro, Pedro Tavares,Teles, Syshi  Júlio (cap.), Tiago Borges e Mailó
Jogaram ainda: Murilo (57’) Igor Santos (68’) Leo Almeida (80’)
Treinador: Fernando Pereira

11 inicial Espinho: Leo, José Santos, Bruno Gomes, Sérgio Ministro, Leonardo Silva, Samu Silva, João Ricardo, João Pinto, Carlitos, Bruno Moraes e Paulinho
Jogaram ainda: Vab Zeller (46’) Gilson Varela (67’) Rui Lopes (76)

Disciplina: Amarelos para a ADS - Sergiy Syzyi (26’), Teles (58’), Diogo Castro (65’). Vermelhos para a ADS - Pedro Santos (90’+3’), Ken (90’+8’)
Treinador: Rui Quinta
Árbitro de Portalegre, Pedro Ramalho

A equipa de Fernando Pereira controlou o jogo e quase ganhava a batalha, sobretudo no meio campo, onde foi uma “luta” intensa.
Mesmo assim, o ascendente que se viu no jogo intermédio não se traduziu numa grande superioridade de oportunidades, sobretudo na primeira parte. Ambos os guarda-redes não estavam a ter muito trabalho na primeira parte, ainda que não o suficiente para se dizer que esse período merecia golos.
Fernando Pereira escolheu mais uma vez Mailó para o ataque, só que foi presa fácil para um Espinho que, na sua retaguarda, procurou estabilizar com uma defesa bem organizada. Foram, isso, sim, Pedro Tavares e Pedro Santos os que estavam em perfeita sintonia e adivinhava-se que algo viesse a acontecer, até lá, era tudo escasso.
O encontro começou assim mesmo: com o Espinho, formação comandada por Rui Quinta, a procurar colocar a bola no ataque com rapidez e a Sanjoanense a fazer o mesmo, com ligeira superioridade no critério. O conjunto alvinegro teve finalmente um elo de ligação e melhorou, sem dúvida. Só que, se significou mais bola, nem por isso trouxe frutos.
Segui-se depois uma fase de maior fulgor, a ADS precisava de ir à procura da resposta e viram o adversário recuar, mas com segurança nesse processo. Compacta, a equipa de Rui Quinta resistiu às investidas para a área e ia segurando o 0-0.
A dualidade de critérios era evidente por parte do juiz da partida nas faltas do Espinho, que punham o técnico alvinegro e os adeptos com os nervos em franja. A Sanjoanense, numa luta muito competitiva perto da zona de despromoção da tabela e a pensar em todos os jogos como uma final; o Espinho, empenhado em manter a liderança, assim decorria o jogo.
A Sanjoanense tentava enervar a equipa da Costa Verde e, na sequência de bola parada, o Espinho acabou por sofrer o golo. Pedro Tavares coloca a bola ao segundo poste e de cabeça Pedro Santos bate Leo ao minuto 40’.
Dessa forma, com o golo assumiu as rédeas do jogo, com a equipa que encontrou o caminho para o golo, por intermédio de Pedro Santos, que aproveitou um erro de da defensiva aurinegra para bater o guarda-redes forasteiro.
Foi, sem dúvida, um jogo muito disputado, onde a ADS tinha de que ser muito forte para conseguir os três pontos. Ao intervalo, a vantagem antevia que o castelo não se ia desmoronar.
A segunda parte inicia com muito samba e algum fado, com os dois clubes históricos de futebol, e eis que surge uma mão cheia de boas oportunidades para a equipa da casa ampliar a vantagem. Primeiro, foi Castro, depois, Tiago Borges, isolados, não foram felizes. Desta forma, a Sanjoanense limpava a má exibição do encontro de Canelas.
Ainda assim passou por um susto, quando, na sequência de um pontapé de canto, a bola entrou na baliza de Cristiano, mas o lance foi invalidado pelo árbitro, por empurrão pelas costas a Pedro Santos ,daí a falta atacante do Espinho.
A equipa de Fernando Pereira foi incapaz de concretizar nos momentos chave e começou a sofrer muitas contrariedades, ou por ações faltosos da equipa adversária, ou pelas lesões, que o obrigaram a mexer na equipa. Os ânimos exaltaram-se quando Castro se lesiona, gera-se aí a confusão entre jogadores e técnicos envolvidos em discussões, que originaram as expulsões dos dois técnicos, que assistiram depois ao jogo na bancada.
Os tigres pressionavam com a Sanjoanense muito recuada e fisicamente um pouco desgastada e, sem se saber por quê, o árbitro dá nove minutos de compensação, perante o protesto dos alvinegros.
É nesse período de descontos que no melhor pano caiu a nódoa. Serginho sofre falta, o árbitro de Portalegre, Pedro Ramalho, nada assinala e dá-se o caso do jogo. Na sequência desse lance, Serginho sofre falta e de seguida Pedro Santos evita o golo do Espinho com a mão. Primeiro, o árbitro marca a falta sobre Serginho, depois recebe indicação do seu fiscal de linha e assinala grande penalidade.
Mais protestos. Pedro Santos é expulso (90’+3’) e Bruno Moraes converte a grande penalidade, 1-1. O Espinho sabia onde estava a brecha para desmoronar o castelo. Aos (90’+8’) Ken recebe ordem de expulsão e a Sanjoanense fica com nove elementos, pouco depois termina o jogo com o resultado final, 1-1.
 No próximo domingo, a Sanjoanense desloca-se a Coimbrões para defrontar a equipa local.

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