Mais de 1600 participantes no Carnaval das Escolas
Um Carnaval de se lhe tirar o chapéu
08-02-2018 | por António Gomes Costa
Ritmo, cor, folia e muita animação marcaram o Carnaval das Escolas de S. João da Madeira que, mais uma vez, juntou muitos curiosos, ao longo de algumas das principais avenidas da cidade. A 37.ª edição destacou-se pelos muitos “chapéus” e, segundo a organização, o evento foi um “grande sucesso”, sendo que a escolha da Praça Luís Ribeiro, para o final do desfile, “confirmou” as expectativas do Município.
Estatísticas

1085 Visualizações

Outras Acções
Comentar Imprimir Aumentar Diminuir Restaurar
Mais fotos

Heróis de banda desenhada, marinheiros, cogumelos foram algumas das figuras escolhidas pelas crianças que desfilaram da Avenida da Misericórdia à Praça Luís Ribeiro, no passado sábado, dia 3, no tradicional Carnaval das Escolas de S. João da Madeira.
O Chapéu foi o tema para a 37.ª edição, que juntou mais de 1600 participantes e, ao contrário de anos anteriores, começou à hora marcada.
Este adereço de moda, uma das grandes marcas da cidade, apresentou-se de várias formas e feitios no desfile, que é um dos principais neste género em toda a região e que chegou à cidade pouco depois do 25 de Abril.
Entre as novidades da edição deste ano, o destaque caiu para a presença dos Caretos de Podence, famosos personagens mascarados da aldeia de Podence, em Macedo de Cavaleiros, que contagiou miúdos e graúdos.
Foram cerca de duas horas de alegria, num encontro que, além das crianças das escolas, envolve ainda muitos jovens e as famílias.
O desfile arrancou, como vem sendo habitual, na Rua dos Bombeiros Voluntários (entre a Santa Casa da Misericórdia e a ACAIS), seguindo pela Avenida da Misericórdia (junto ao Hospital) e, daí, pela Avenida Dr. Renato Araújo. Antes da actuação final, os grupos passaram junto à bancada instalada em frente ao Mercado Municipal e ali, perante as autoridades locais (presidente da Câmara e vereadores eleitos, para além das direcções das escolas e instituições), e do público, apresentaram as suas coreografias.
Neste ponto, o percurso foi alterado em relação aos anos anteriores, com os participantes a subirem a Avenida Eng. Arantes e Oliveira, em direcção à Rua Oliveira Júnior, e tiveram como ponto de chegada a Praça Luís Ribeiro.

“Foi um grande sucesso”

Jorge Vultos Sequeira, presidente da Câmara Municipal de S. João da Madeira, assumiu aos jornalistas que o evento foi “um grande sucesso” e a escolha da Praça Luís Ribeiro para o final do desfile “confirmou” as expectativas do Município, que assumiu, desde sempre, que esta alteração “seria uma excelente opção, quer ao nível do convívio e do espectáculo, quer em termos logísticos”. Para o chefe máximo do executivo, a “imagem da Praça”, cheia de animação e público, “ficará certamente como um dos momentos mais altos do nosso Carnaval”.
O município pretende “melhorar o evento de ano para ano e, em articulação com as escolas, dotá-lo de novos atractivos, como aconteceu agora com a participação especial dos Caretos de Podence, o que permitiu às nossas crianças e jovens contactarem com uma das manifestações mais tradicionais do carnaval no nosso país”, assume.  
O autarca deixou também uma palavra de reconhecimento à criatividade dos participantes, que, no seu entender, “souberam tirar excelente partido” de um tema que diz tanto à cidade, como é o “Chapéu e que tão bem foi integrado nas fantasias deste ano”.
Aos jornalistas reconheceu ainda o envolvimento de todos os professores, auxiliares, alunos, pais, voluntários, funcionários da Câmara Municipal e representantes de todas as instituições que se envolveram no evento, incluindo os Bombeiros da cidade e a PSP.
As opiniões dividem-se quanto às alterações da 37.ª edição do Carnaval das Escolas. Pela primeira vez, o encerramento do evento não terminou no Estádio Conde Dias Garcia como era tradição. Mas a ideia parece não ter agradado a alguns populares, que afirmaram a ‘O Regional’ terem faltado “bancadas na Praça para se visualizar a chegada do corso”, já que “a multidão impedia essa visibilidade”. Por outro lado, encontrámos alguém que defendia que este centro da cidade “necessita de vida” e que o fim do cortejo “não tem nada para ver, pois as coreografias são feitas e acompanhadas durante todo o percurso”, o que não acontece, “por exemplo, com as marchas onde as crianças desfilam no fim”.

Comentar

Anónimo