EB2/3 de S. João da Madeira
Cobertura de fibrocimento num dos pavilhões deverá ser retirada nos próximos dias
18-01-2018 | por António Gomes Costa
Em S. João da Madeira, apenas a EB2/3 possui placas de fibrocimento, material que contém amianto, uma substância considerada perigosa para a saúde. Apesar do esforço dos responsáveis pelo Agrupamento João da Silva Correia, este material está a ser retirado de forma lenta. Nos próximos dias está prevista a remoção deste material num dos pavilhões da EB2/3.
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As obras há muito que estão adjudicadas, deveriam ter começado em Dezembro de 2017, mas as condições climatéricas não permitiram a remoção da cobertura de fibrocimento num dos pavilhões na EB2/3 de S. João da Madeira durante o período de férias de Natal dos alunos.
Mota Garcia, presidente do Agrupamento João da Silva Correia, refere que, para já, será removido “apenas parte das placas”, que contemplará nesta fase apenas um bloco.
O certo é que a preocupação com o amianto nesta escola há muito que é motivo de preocupação para os encarregados de educação, professores e funcionários, pois, apesar das obras já ali realizadas, ainda ficaram por retirar cerca de “três quartos da escola” com coberturas de fibrocimento, substância cancerígena.
Recorde-se que a Escola EB2/3 de S. João da Madeira é a única do concelho que possui este tipo de material que contém amianto, uma substância considerada perigosa para a saúde, quando as partículas ficam expostas ao meio ambiente.
Apesar de as obras não serem da competência municipal, o presidente do Agrupamento João da Silva Correia reconhece o interesse do município em ajudar a resolver esta situação junto da tutela, bem como a colaboração da Associação de Pais da Escola, que “percebem a dificuldade que a Escola tem” em resolver este problema, que se arrasta há vários anos, já que “todos sabem que o amianto não deve lá estar”. Nesse sentido, unidos, têm vindo a unir esforços junto das instâncias superiores para tentar remover os telhados de fibrocimento, prejudiciais à saúde, aguardando há vários anos pela remoção total deste material. Aquele responsável acredita ainda que a Direcção Geral de Educação possa enviar “mais verbas ou novo empreiteiro para remoção total deste material”, enfatiza.
Mota Garcia explicou-nos que “parte das obras já começou”, mas para retirar este material “não pode estar ninguém na Escola”, que conta com um universo de mais de 700 alunos e aproximadamente 80 docentes. Este responsável garante, no entanto, que as obras ainda não se realizaram, uma vez que “o tempo não tem permitido” e as mesmas vão decorrer “durante um fim-de-semana, mal as condições atmosféricas o permitam”, concluiu.
Recorde-se que, em Junho de 2017, o Bloco de Esquerda de S. João da Madeira abordava este assunto e garantia a importância do Governo, em articulação com a Câmara Municipal, para juntos encontrarem uma estratégia para a remoção do amianto em todos os equipamentos e edifícios públicos do concelho.
Dados tornados públicos revelam que a exposição prolongada ao amianto é factor de risco de um único cancro, que é o cancro da pleura. Nesse sentido, em Outubro de 2015, foi realizada, por uma empresa especializada, uma avaliação da qualidade do ar em zonas de habitação social de S. João da Madeira, mandada efectuar pela Câmara Municipal, face às dúvidas suscitadas pela questão do amianto. O estudo revelou não haver razões para preocupações, como foi noticiado pelo jornal ‘O Regional’’.
Nessa altura, dávamos conta dos resultados da avaliação da qualidade nestas zonas, face às muitas dúvidas suscitadas pela questão do amianto e do eventual impacto na saúde das pessoas. Carlos Pedro Ferreira, da Sondar, a empresa responsável por esta avaliação, garantia, assim, que os moradores destes bairros “podem estar descansados”.

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