Questões da nossa Cidade DCCLVI
11-01-2018 | por Adé
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I - A actividade partidária do PS e PSD desactivada?
Sem os comunicados que, por hábitos, os dois maiores partidos políticos locais, PS e PSD,  costumam publicar nos jornais, pouco ou quase nada se sabe sobre a actividade política das respectivas concelhias. Ambas quererão dar a impressão de estarem a hibernar, mas não é verdade.
A concelhia do PS vai aproveitando este estado de graça, motivado pelo excelente desempenho do governo e da vitória na eleição autárquica local, permanecendo sem actividade relevante nesta altura. Se tem tido actividade, ela não é visível no exterior. Não tem desavenças políticas por resolver e, nesta altura, saberá já que dificilmente haverá alguém a discutir o lugar da presidência da concelhia, pois a hipótese levantada por mim semanas atrás, em que haveria alguém interessado na disputa do lugar,  parece não ter pernas para avançar, infelizmente. Mas é estranho que a concelhia não aproveite o momento favorável para exercer política propagandista.
Já o PSD local, que se apresenta bastante dividido por desavenças políticas internas, terá motivos para estar em alerta permanente, quando se aproxima uma eleição para a escolha do líder nacional do partido. A escolha por maioria local já foi feita, pois o apoio de dois dos três grupos (do  Dr. Cavaleiro e do Eng. Fernandes) vai para o Dr. Rui Rio; o terceiro grupo, liderado por Olindo Costa, não apoiará nenhum dos dois opositores, porque está apenas focado na urgente união dos militantes da concelhia do PSD local, uma vez que a eleição para uma nova direcção poderá acontecer entre Fevereiro e Abril. E se o partido não conseguir, através de uma reflexão profunda dos seus militantes mais activos, chegar à conclusão de que os interesses do PSD e do Concelho de S. João da Madeira devem estar acima dos interesses individuais de quem quer que seja, o PSD sujeita-se a fazer um longo percurso na oposição política local, se entretanto o PS não desbaratar o capital político conseguido, nem cometer erros de palmatória na gestão política do município!
Vamos indo e vamos vendo e ouvindo!

II - Atropelamentos na cidade
Infelizmente, mais um atropelamento na avenida Dr. Renato Araújo, a mais emblemática da cidade. E desta vez foi vítima uma senhora, que é  esposa, mãe, sogra e avó de gente amiga, que ia a atravessar numa das passadeiras junto às bombas de combustíveis nas traseiras do Hospital.
É verdade que já não estamos no período mais negro dos atropelamentos de peões em cima de passadeiras, como aconteceu na nossa cidade de 2001 a 2010! Mas ainda vão acontecendo e a Câmara Municipal parece continuar a ignorar que em algumas passadeiras e em alguns troços das nossas ruas e avenidas da cidade são necessárias as colocações de pequenas lombas que chamem a atenção do condutor na aproximação às passadeiras.
Se a Câmara Municipal não fizer a sua parte neste processo de minimizar os riscos de atropelamentos em algumas das passadeiras indentificadas como perigosas, tudo vai continuar a ser como até aqui. Já chega de dar facilidades aos automobilistas em prejuízo dos peões.
Nos últimos 16 anos, foram apenas colocadas duas grandes lombas em avenidas e ruas da cidade: uma na avenida do Espadanal, curiosamente junto à moradia de um dos antigos assessores do Dr. Castro Almeida (o presidente na altura dessa colocação) e outra junto à Santa Casa da Misericórdia, na avenida dos Bombeiros Voluntários, mandado colocar pelo presidente Ricardo Figueiredo. Muito pouco para o elevado número de atropelamentos que aconteceram na cidade nesses 16 anos! Entretanto, muitas das lombas colocadas no tempo do sr. Cambra foram retiradas: na Av. da Liberdade, na Av. João de Deus e na Av. Dr. Renato Araújo. Porquê?
Sr. presidente da Câmara Municipal, inverter esta situação depende apenas da sua vontade.

III - Quem não deve, do que teme?
Há indícios de que pelo menos uma das pessoas mencionadas por mim no artigo da semana passada, relacionado com a empresa que faz a recolha do lixo na cidade, tenha ficado melindrado. Não faço ideia da razão desse melindre, uma vez que eu não fiz nenhuma acusação. Apenas usei do meu direito de liberdade de expressão para sugerir ao executivo do município para dar a devida explicação sobre a razão da não realização de um concurso público para as empresas interessadas na recolha do lixo sólido na cidade, como forma de evitar as habituais especulações. E, para melhor exemplificar a razão do meu comentário, evoquei os nomes das pessoas que, por relações profissionais anteriores e actuais, poderiam motivar as tais especulações.
Para refrescar memórias, devo recordar que, quando o anterior executivo anunciou que iria abrir concurso público para encontrar uma empresa para fazer manutenção da rede de distribuição de energia eléctrica na cidade e na prorrogação do contrato para a recolha do lixo sólido, fui eu quem, neste mesmo espaço, sugeri que o anterior executivo deveria deixar a resolução dos dois casos para o executivo que estava para assumir o cargo e não pelo executivo que estava de saída, como forma de se evitar as possíveis especulações sobre favores de conveniência. E ainda bem que o anterior executivo assim o entendeu!
Daí a minha dificuldade em compreender  o melindre de quem quer que seja, quando a intenção não foi o de ofender nenhuma das pessoas mencionadas.
Há um ditado que diz: quem não deve não teme! E eu pergunto: quem não deve, do que teme?

Comentários
Anónimo | 12-01-2018 01:14 Força nisso!
Vale a pena ler as suas crónicas Sr. Adé sempre as aprovo.. Continue por favor, se alguém teme e fica melindrado com as suas palavras, que mude de forma de actuar. Eu pessoalmente já deixei de acreditar em políticos carreiristas. as políticas que adoptam tem tudo como meta, menos servir a população que os elege.
Anónimo | 11-01-2018 17:03 Quem não deve, do que teme?
Meu caro, o senhor é "cada cavadela uma minhoca". Por via de regra insulta um sanjoanense por semana. Tenha juízo caro senhor. O senhor parece um adolescente irreverente mas na verdade não passa de um velho rezingão sem ideias e com uma única vontade que é querer diminuir o trabalho e o bom nome de gente de bem. VOCÊ É ANTI-SANJOANENSE! Vade·-retro! Abrenúncio!

"vade-retro", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/vade-retro [consultado em 11-01-2018].

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