O orçamento “logo se vê”!
11-01-2018 | por Pedro Nuno Gual
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Nos últimos dias de dezembro, a Assembleia Municipal discutiu a proposta de orçamento para a Câmara Municipal para o ano 2018 (e seguintes), o primeiro desde que o PS assumiu os destinos da cidade. Se tivesse de dar um título ao documento apresentado escolheria “O orçamento logo se vê”, um orçamento pouco ambicioso, ficando aquém das expetativas criadas pelo Partido Socialista durante a campanha eleitoral e que, apesar do aumento da receita, prima pela ausência de inovação e de visão de futuro.
Na verdade, o que encontramos na proposta de orçamento é uma continuidade na estratégia já defendida e iniciada pela coligação PSD/CDS, no anterior mandato, onde os investimentos já haviam sido bem negociados e reforçados no âmbito do PEDU (recordo o reforço do PEDU por boa execução em 750 mil euros). Falamos num valor que ascende a mais de 10 milhões de euros, onde se inclui o PEDU, com projetos importantes de reabilitação urbana, como são os casos da reabilitação de 4 fogos no Bairro do Orreiro, nos espaços da Cooperativa 11 de outubro, na rua de Arouca, na Rua Alberto Pacheco, também na Rua José Régio, em frente à Escola Serafim Leite, na Rua Milheirós de Poiares, no Parrinho, tudo intervenções que já  estavam previstas. Ainda dentro do PEDU, encontramos os projetos relacionadas com a mobilidade elétrica, o mercado, entre outros. Consta, ainda, deste orçamento a renovação da Escola Serafim Leite, a terceira fase do Parque Urbano do Rio Ul ou o evento Hat Weekend, compromissos que se iriam iniciar e, alguns, concluir já em 2018.
Excluindo estes projetos, tudo o resto se baseia no “logo se vê”... Permitam-me dar alguns exemplos… a intervenção na Praça Luís Ribeiro, projeto que foi aprovado por unanimidade pelo anterior executivo e que estava previsto começar de imediato porque estavam reunidas as condições necessárias para tal acontecer, está agora num impasse e “logo se vê” se se vai iniciar em 2018; a falta de resposta para resolver o estado de degradação que as atuais piscinas estão a atingir, para o qual havia uma solução através de um projeto inovador e diferenciador que previa, com financiamento garantido de pelo menos 3 milhões de euros, a construção de umas novas piscinas - o projeto rejeitado pelos vereadores e destacados membros do Partido Socialista - e que agora “logo se vê” como se há-de arranjar o financiamento necessário. Sobre a modernização da linha do Vale do Vouga ou a beneficiação da Estrada Nacional 223, investimentos estratégicos para a nossa região, “logo se vê” como estes temas serão abordados com o governo central - claramente uma falta de visão de futuro para a região e para a cidade.
Noutras áreas, mais do mesmo: em que condições será oferecido uma viatura à PSP? “Logo se vê”. Como será implementado o programa de intercâmbio escolar Erasmus Municipal? “Logo se vê”. Como será a ação do Provedor dos Animais? “Logo se vê”. Como vai articular a Câmara Municipal e a Junta de Freguesia a gestão do Parque N. Sra dos Milagres? “Logo se vê”. Políticas de juventude? “Logo se vê”... a lista é bastante extensa e poderiam ser citados muitos mais exemplos que mostram a impreparação do atual executivo na gestão dos problemas do munícipio.
Assumindo uma oposição construtiva e positiva, com S. João da Madeira e com os Sanjoanenses sempre em primeiro lugar, a coligação PSD/CDS apresentou um conjunto de propostas concretas para serem inscritas no Orçamento para 2018, propostas bem fundamentadas e com soluções de financiamento viáveis, que resultaram do trabalho de proximidade e de compromissos assumidos pelo anterior executivo: melhoria das condições de ensaio para a Tuna d’Os Voluntários, intervenção urgente na sede do Agrupamento de Escuteiros 1282 de S. João da Madeira, adaptação do Palacete dos Condes para instalação da Universidade Sénior, sede do Rotary Club e espaço adaptado para o projeto Sopa Solidária, pequenas obras de melhoramento na Casa das Associações, obras para adaptação da sede da Banda de Música, obras de reparação climatização do Auditório Municipal, arranjos exteriores no Centro de Dia da ACAIS, obras de adaptação das salas da Creche Albino Dias Fontes Garcia, obras de reabilitação Academia de Música, reparação e recuperação de vários tanques públicos e a realização de um estudo e desenvolvimento de um projeto para intervenção integrada no parque Nossa Senhora dos Milagres.
Os deputados municipais eleitos pela coligação PSD/CDS estarão sempre disponíveis para trabalhar por S. João da Madeira e pelos Sanjoanenses e será sempre com esse espírito que farão oposição, uma oposição positiva e construtiva, e que, de forma coerente, não deixarão de apresentar propostas que, seguramente, serão uma mais-valia para a cidade.

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