Garantia de Miguel Paiva, presidente do Conselho de Administração
“2017 foi o melhor ano de sempre do Hospital de S. João da Madeira”
11-01-2018 | por António Gomes Costa
Segundo o director do Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga, o ano passado parece ter sido o melhor ano de sempre na história do Hospital de S. João da Madeira, quer ao nível do investimento, quer em termos de actividade. Reconheceram que a forte afluência não esperada nos dias 1 e 2 e a falta de médicos complicou a Urgência do Centro Hospitalar.
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“2017 foi, provavelmente, o melhor ano de sempre da história do Hospital de S João da Madeira”, desde que está integrado no Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga (CHEDV), tanto no “investimento” como em termos de “actividade”. Esta é a garantia de Miguel Paiva, presidente do Conselho de Administração desta estrutura, no decorrer de uma visita guiada, que decorreu ao final da manhã da passada segunda-feira, dia 8, às obras em curso desta unidade de saúde, a pedido de deputados e autarcas da coligação PSD/CDS-PP.
O ano parece ter sido “muito bom” a todos os níveis, pois a aposta é visível dentro e fora do edifício. Dos vários investimentos, Miguel Paiva lembrou o grande investimento na recuperação da infraestrutura, com a total reabilitação, já feita, na enfermaria do piso 3, a requalificação da morgue e capela mortuária, cuja obra já está concluída e cuja reabilitação aconteceu em todo o edifício - telhado, paredes interiores e exteriores, substituição de caixilharias, substituição da instalação eléctrica e a substituição das loiças da casa de banho.  

Obras da Urgência muito atrasadas

A decorrer continuam ainda as obras no Serviço de Urgência “que estão muito atrasadas”, uma vez que “estamos a trabalhar com uma empresa incumpridora. O empreiteiro não cumpriu com a sua palavra”. Assegurou que o assunto está a ser tratado e acompanhado com “calma” para evitar que o assunto não tenha que chegar à Justiça. Mas a primeira fase da obra, relacionada com as condições para a admissão e saída de doentes, está “praticamente concluída”. Miguel Paiva não escondeu o seu descontentamento relativamente ao atraso desta obra, que tem provocado algum “desespero e revolta”, reconheceu.
Relativamente à obra do edifício administrativo, que decorre desde Novembro de 2017, orçada em 145 mil euros, o CHEDV definiu que o mesmo será um pólo de actividades, em parceria com instituições da comunidade, como sejam as autarquias locais, as associações de doentes, organizações não governamentais e outras, para desenvolver iniciativas de formação e de prevenção de doenças e sensibilização para estilos de vida saudável.

Resultados extraordinários

Miguel Paiva sublinhou ainda que, a juntar a todas estas intervenções, foi possível apostar no investir em recursos humanos e em equipamento, especialidades médicas, destacando, por exemplo, o número de cirurgias feitas em S. João da Madeira, que rondaram, o ano passado, as cinco mil.
O presidente do Conselho de Administração garantiu também, durante a visita aos elementos da coligação que concorreram coligados nas últimas eleições autárquicas, que o Hospital sanjoanense “tem um serviço de Urgência de enorme eficiência com resultados extraordinários” e disse estar  “orgulhoso” com o serviço de Urgência dos três hospitais. Este responsável vai ainda mais longe: “mostrem-me, no Serviço Nacional de Saúde, uma Urgência com melhor capacidade de resposta”. Miguel Paiva referiu que irá accionar em breve uma medida prevista no protocolo de saúde nacional para a época mais forte do vírus da gripe, recorrendo a camas em unidades privadas e sociais para o internamento destes doentes de forma a não sobrecarregar o Centro Hospitalar, em especial o Hospital S. Sebastião.

“Não consegui reforçar as equipas no início do ano”

Por sua vez, Anabela Canhola, directora do CHEDV assumiu que os dois primeiros dias do ano foram especialmente difíceis, pois “não estávamos preparados para um tal aumento de afluxo à urgência. Não esperávamos tantos” e, por ser o dia que era, “eu não consegui reforçar as equipas”, pois “ninguém quis vir trabalhar” por ser o primeiro dia do ano. Mas, garantiu, “nenhum doente de grande gravidade teve de esperar seis horas para ser atendido” e, os de maior gravidade, “nem saíam da ambulância, iam de imediato para o Hospital da Feira”.
A directora lembrou ainda que, nestes dias, o serviço esteve sob influência do que apelidou “Escala das Festas” da quadra natalícia, sublinhando que são sempre datas onde existe sempre uma “guerra”, uma vez que são datas “onde ninguém quer trabalhar”, enfatizou.
Questionada relativamente a um “plano 0 (zero)” para estas situações, assegurou que o mesmo existe, mas “as pessoas não estavam disponíveis” e, como toda a gente, os médicos “também adoecem e ficam de baixa”, situação que lhe retirou profissionais nestes dias. “Não posso obrigar as pessoas a virem trabalhar” e, mesmo recorrendo a uma “requisição civil”, esta obriga ao cumprimento de prazos.
O plano de contingência da gripe já se encontra activo no Centro Hospitalar. “Está a funcionar muito bem, apesar da grande afluência, a equipa está muito empenhada”, assegurando que as coisas “têm corrido melhor e temos aprendido com os erros”.
Esta responsável assegura que cada vez mais as unidades de saúde do CHEDV recebem doentes de localidades dos concelhos de Espinho, Gaia, Ovar e Castelo de Paiva, pois sabem que a “rapidez no atendimento” é uma das características destas unidades.
Relativamente ao serviço de Urgência de S. João da Madeira, as equipas “foram reforçadas com médicos de maior experiência e uma mais diferenciação” e é assim que continuará.

PSD sempre defendeu investimento no Hospital    

Paulo Cavaleiro, presidente da Comissão Política Concelhia do PSD de S. João da Madeira, assumiu aos jornalistas, no fim da visita, que o seu partido sempre defendeu “investimentos no Hospital e tentámos encontrar uma solução” e que o mesmo se mantivesse relevante no centro hospitalar e na região.
O também vereador do município sanjoanense reconheceu que agora “passou a haver investimento no Hospital”, sublinhando que tal foi “o que defendemos sempre”.
Para Paulo Cavaleiro, “o Hospital de S. João da Madeira é uma peça importantíssima na resposta de saúde desta região”.
Cavaleiro mostrou-se também preocupado com o atraso nas obras da Urgência, assegurando que, depois de concluídas, este espaço irá permitir uma maior resposta num serviço que sempre “defendemos, independentemente” das cores políticas. O vereador lembrou também que também que foi o Governo PS que retirou a Urgência que existia neste Hospital e que, “hoje, mais do que nunca, se provou que foi um erro”, concluiu.

Comentários
Anónimo | 11-01-2018 16:44 Será verdade?
2017 foi o melhor ano de sempre do Hospital de S. João da Madeira.

É um grande disparate o titulo e a "crença". Durante estes anos o Hospital perdeu: a Urgência Cirúrgica; a ortopedia, a cirurgia; a oftalmologia; a gestão etc, etc.

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