Questões da nossa Cidade DCCLII
14-12-2017 | por Adé
Estatísticas

1564 Visualizações

Outras Acções
Comentar Imprimir Aumentar Diminuir Restaurar

I - Sem o benefício da dúvida
Afinal não há razões para dar o benefício da dúvida ao executivo municipal presidido pelo Dr. Jorge Sequeira, relativamente à iluminação escolhida para a cidade nesta quadra natalícia. Sabe-se que a escolha foi da total responsabilidade do novo executivo, que pagou pela referida iluminação 30.000 euros e mais 16.500 euros pelo carrocel que se vê na Praça. Quantia que é, por muita gente, considerada elevada, atendendo ao facto de avaliarem a iluminação colocada como de fraca qualidade e de curta abrangência territorial!  
Fez mal, a autarquia e a empresa contratada para o efeito,  em não terem aproveitado as árvores existentes nos separadores centrais e nos passeios laterais em artérias, como a avenida do Dr. Renato Araújo, por exemplo - pelo menos da rotunda do Hospital até ao supermercado Lidl - bem como as janelas dos edifícios que rodeiam a Praça, incluindo o do Parque América, para uma mais bonita e atractiva iluminação nesta fase de festejos de Natal e Ano Novo. E deveria ter ido mais longe até, pedindo a colaboração geral da população são-joanense, para enfeitarem as respectivas varandas e janelas das suas habitações e estabelecimentos, com iluminação alusiva a esta quadra natalícia, como forma de engalanar ainda mais a nossa querida cidade. Seria uma forma de atrair mais gente para a rua, inclusivé um maior número de  visitantes das localidades circunvizinhas, que estão sempre à espera, em particular nesta quadra festiva, que S. João da Madeira os surpreenda com algo de qualidade diferenciadora, relativamente ao que é costume ver-se nas suas próprias localidades! E o nosso comércio e a indústria hoteleira tirariam provavelmente disso algum proveito!

II - Obras no nosso Hospital
Li, n’O Regional do dia 30 de Novembro p.p que tinham começado com mais obras no nosso Hospital, que se estenderá ao edifício administrativo, à morgue, às paredes (interiores e exteriores), ao telhado e caixilharias. E fiquei admirado por não terem mencionado também obras no muro lateral e do lado poente do Hospital - junto à ex-Escola Secundária João da Silva Correia - muro que se encontra em estado de notória degradação e provável colapso!  E a situação é bem visível pelas rachas existentes no muro e pela sua denunciada inclinação, que  motiva cuidados redobrados. E se tivermos em conta a chuva que por aí vem, que tornará todo aquele terreno anterior ao muro ainda mais pesado pelo encharcamento da água, haverá certamente um problema grave provocado por um muro em total dificuldade de sustentação. Daí a nossa chamada de atenção. E como diz o ditado, “mais vale prevenir que remediar”.

III - Confiar em quem?
Vai para três semanas que li, neste jornal,  que tinha havido uma reunião no edifício dos Paços da Cultura, entre as CPCJ’s - Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de S. João da Madeira, Arouca, Espinho, Santa Maria da Feira e Castelo de Paiva. E nessa reunião saiu a seguinte frase proferida pela senhora (Dr.ª?) Micaela Marques: “As CPCJ’s não são um bicho papão”. Mais à frente e no mesmo discurso, a referida senhora disse que o objectivo da reunião era desmistificar o trabalho desenvolvido, dando a conhecer o outro lado das CPCJ’s, muitas vezes deturpados pela comunicação social!
Coincidentemente, no mesmo dia (23 de Novembro de 2017) em que li isto e tudo o resto, passou numa das nossas estações televisivas um programa em que se falava precisamente de uma CPCJ a sul de Lisboa, que tinha aceite o acolhimento de uma criança a pedido da jovem mãe, que se queixava de estar impossibilitada de visitar o filho, uma vez que só o poderia fazer aos fins de semana, porque trabalhava na zona do Porto; e que, nos fins de semana, não eram permitidas visitas aos próprios filhos acolhidos naquela instituição. Mais: e que os avós maternos, que viviam próximos da localidade onde estava a criança, estavam proibidos de visitarem o neto.
No mesmo programa  televisivo, fiquei a saber que as CPCJ’s são organizações não governamentais e que recebem do estado dois mil euros (!!!) por cada criança internada ou acolhida! E que muitas das crianças recolhidas não são voluntariamente entregues pelas mães, mas sim retiradas com base em discutíveis critérios de avaliação, por denúncias anónimas e pelo facto de se ser pobre. E eu pergunto: desde quando é que os pobres não podem ser pais? Se ser pobre é aquele que tem um emprego, mas não tem uma moto, um carro ou casa própria, então temos muitos milhões de pessoas que não podem ter filhos no país e, se os tiverem, correrão o risco de os perder para engordar o orçamento de uma qualquer instituição que se diz de solidariedade social.
Porque não há uma instituição governamental para realizar uma avaliação rigorosa e independente, que decida se a criança necessita ou não ser acolhida pelas CPCJ,s? Retirar uma criança do seio familiar pela mesma instituição beneficiária dos tais dois mil euros,  apenas porque os pais são pobres, defenderá o total interesse da criança? Quem é que na verdade defende essas pessoas a quem retiram os filhos com a justificação de serem pobres? Por que não apoiar as famílias em vez de as separar? Antes do 25 de Abril de 1974, havia muito mais pobres no país! E os filhos desses pobres andam por aí e já têm os seus próprios filhos! Não lhes foram retirados à força! E agora, que estamos em plena liberdade e em democracia, nascem como cogumelos estas chamadas IPSS (Instituições Particulares de Solidariedade Social) que resolvem  retirar descriminadamente, com passividade dos governos, os filhos dos pais ditos pobres para, ao que parece, engordar orçamentos próprios.
Sem querer acusar a quem quer que seja, tenho a impressão - e julgo não estar sozinho nisto - que há muita gente a aproveitar-se da dita solidariedade social, para retirar dividendos! E o caso da Rarissíma, a confirmar-se o que foi dito e mostrado na reportagem da TVI, é uma prova de que há muita gente a servir-se indevidamente dos subsídios do Estado e dos donativos privados que devem ser encaminhados para a verdadeira solidariedade social.  
Ser ou não papão, depende daquilo que as CPCJ’s realmente fazem, de bom e de mau!




             
        
     
      

     
      
      

Comentários
Anónimo | 16-12-2017 23:14 O apoiante laranjinha ao ataque
Olha o senhor Adé, o chuta na relva, o socialista laranjinha a atacar o PS. Uma no cravo quatro na ferradura. Reforme-se senhor Adé. O senhor jcansa toda a gente.
José Pacheco Ferreira

Comentar

Anónimo