Aprovado empréstimo para construção de central de gases medicinais
Santa Casa aprovou orçamento e plano de actividades para 2018
07-12-2017 | por António Gomes Costa
A Santa Casa da Misericórdia de S. João da Madeira aprovou, por unanimidade, o orçamento e plano de actividades para 2018. Num ano em que se antevê a continuação de algumas “dificuldades”, a instituição não desiste dos sonhos e promete manter em funcionamento todas as 20 respostas sociais. A Misericórdia vai ainda avançar com a instalação de um PT e de uma central de gases medicinais.
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O Plano de Actividades e Orçamento para 2018 da Santa Casa da Misericórdia de S. João da Madeira (SCM) foram aprovados unanimemente. Apesar das “dificuldades” esperadas para o próximo ano, José Pais Vieira, provedor da SCM, garante que o orçamento de investimentos que a Mesa apresenta “é deveras ambicioso”, uma vez que prevê “muitas acções que sabemos serem necessárias, algumas para dar cumprimento a imposições da Segurança Social e da ARS, e outras para melhorar e rentabilizar a nossa acção”.
Na assembleia-geral ordinária, que decorreu quinta-feira, dia 30, no Salão Nobre da Instituição, José Pais Vieira assumiu que “dificilmente alguns destes investimentos terão concretização no próximo ano”, já que “dependem de linhas de financiamento externo e o equilíbrio económico-financeiro da instituição será sempre salvaguardado com um dos principais desígnios do presente mandato”.
O orçamento para o próximo ano prevê um resultado líquido negativo na ordem dos 179 mil euros, com EBIDTA positivo de 186 mil e meios libertos igualmente positivos, de cerca de 168 mil euros. O “volume de negócios” estará próximo de 5 milhões de euros. O resultado líquido orçamentado para 2018 estima uma melhoria expressiva face ao resultado líquido das últimas contas encerradas, de 2016, desagravando-se em cerca de 50 por cento.

Manter o equilíbrio dos serviços

Apesar de reconhecer as dificuldades para o próximo ano, José Pais Vieira mostra-se optimista e garantiu que a instituição pretende, em 2018, “manter em funcionamento todas as 20 respostas sociais e vamos procurar, cada vez mais, elevar a qualidade” dos seus serviços. O «Trapézio com Rede 2» também deverá encerrar em Maio de 2018. “Temos um público diário, entre a infância, a juventude, a terceira idade, os doentes e os economicamente carenciados de mais de 1000 utentes. Connosco colaboram mais de 230 trabalhadores, 35 prestadores de serviços e cerca de duas dezenas de voluntários”, lembrou o provedor.
Neste momento, entre verbas da cantina social, complementos salariais do pessoal docente, complementos de dependência, vagas sociais, úlceras de pressão, consignação social e IVA a receber, a instituição tem por receber aproximadamente 200 mil euros. “É muito dinheiro e o seu atraso causa-nos graves transtornos na tesouraria”, referiu o provedor.

Investimentos

Da ordem de trabalhos constava ainda a autorização para a contratação de um empréstimo de 130 mil euros para a criação de uma central de gases medicinais para a Unidade de Cuidados Continuados (que a instituição está a comprar e, com a instalação desta central, passará a produzir) bem como a de um posto de transformação de eletricidade, de média tensão para baixa tensão especial. As contas feitas para estes dois investimentos permitem, segundo o provedor, “amortizar o investimento” em pouco mais de três anos o que no futuro passará a gerar uma “mais-valia superior a 30 mil euros” anuais para a instituição. “Estes investimentos vão dar-nos mais autonomia, mais qualidade e no futuro permitirá” melhorar as contas da instituição.
O Conselho Fiscal deu parecer favorável quer ao orçamento e plano de atividades para 2018 quer ao financiamento solicitado, sendo aprovados por unanimidade.

 

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