Reversejar
07-12-2017 | por F.S.L.
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A vizinha do lado
Quem será esta a tal vizinha ao nosso lado?
De quem nos fala o cineasta ou o poeta;
Não se dá conta, é como o tema e como o fado,
É sina nossa o centro alvo, ponta de seta.

Vizinha do lado, coisa de nada sem qualquer monta,
Mas que nos segue a qualquer parte onde se vá
Connosco acerta nos passos nossos que não têm conta
Marca-os nos espaços de um andar de lá para cá.

É vai e vem, respira o ar que nos sustenta,
Esbaforida, até suave em seus ponteiros,
Revela a sós na mesa que a sua ementa
É exclusiva e está para além dos cozinheiros.

Vai cozinhando o menu que serve a todos,
Quantos no mundo sofrem a fome dos mais vencidos
Que abrem as fauces na mimica de tantos modos,
Quando já não há ingredientes conhecidos.

Deixa vaguear a mente do conhecimento,
Deixa-nos a sós com a nossa consciência,
E não ensina e não aprende de qualquer momento
As tais lições do errar do homem de ciência.

Falo daquela que connosco gémea nasce,
A companheira sempre eterna mas esquecida,
E que aos poucos vai-nos enchendo depois desfaz-se
Quando o corpo de uma alma está de partida.


 

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