Reversejar
30-11-2017 | por F.S.L.
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Natal… mais um…


Gostava de ser poeta,
Não para escrever poesia,
Mas para tirar da gaveta
A alma que sempre escondia.

E então no Natal sorrir,
Com as almas de toda a gente
Para com elas poder sentir
O amor, mas mais consciente.

Só assim a minha mente
Transbordava de alegria;
Sentir a música dolente
a afogar o que sentia.

Aquela dor permanente,
Quando a esperança está na mira,
E afinal a gente sente
Mentira que a alma não queria.

Mentir… mentira é tudo
No nosso quotidiano,
Afinal um surdo-mudo
(ao que se diz ao que se ouve)
Do princípio ao fim do ano.

Mais um ano de fugidas,
Nesta rota peregrina,
De mais ilusões perdidas
Na esperança de triste sina.

A quadra? Um privilégio
De natais que quando vêm
Só p’ra os de berço mais régio,
Que os outros jamais os têm.

 

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Anónimo