Questões da nossa Cidade DCCL
30-11-2017 | por Adé
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I - Iluminação natalícia nos bairros de habitação social
Foi anunciada como inovação a decisão do executivo municipal  levar até aos bairros sociais a iluminação alusiva à quadra natalícia! E eu pergunto? Vai haver descriminação ou os bairros sem habitação social, “colados” aos ditos bairros de habitação social, também irão beneficiar dessa dita inovação? Sim, porque os bairros sociais na nossa cidade, e ao contrário do que é visto na maioria das  cidades do país, não estão isolados mas sim integrados nos mesmos lugares onde se vêm vivendas geminadas e não geminadas,  como no Parrinho, na Mamoinha, em Fundo de Vila e no Orreiro, numa socialização sem discriminação!
Por isso fiquei admirado como o anúncio dessa dita inovação da iluminação natalícia nos bairros sociais foi feita. Soou como se de um favor do novo executivo se tratasse! Soaria de forma natural, se tivessem anunciado que a iluminação iria ser levada até aos bairros e lugares periféricos da cidade. Porque os lugares e bairros periféricos da cidade é que devem beneficiar desta dita inovação “luminosa”, independentemente de existirem  ou não apartamentos de habitação social. Todos somos são-joanenses, independentemente do lugar ou do bairro onde cada um de nós vive. Benefícios para todos e não apenas para os “coitadinhos” dos bairros sociais. Deve haver um certo cuidado na comunicação, de forma a não soar a discriminação!
Seria bom que este novo executivo, e ao contrário do que era hábito com o anterior, se preocupasse não apenas nesta altura do Natal, mas sim no decorrer de cada ano civil do respectivo mandato, com todas as situações de carência dos respectivos bairros onde pensam levar a iluminação natalícia, como a limpeza e corte de relva, o cuidado com espaços verdes, dos parques, da iluminação deficiente em algumas ruas e do incentivo constante à reciclagem do lixo que muitos, infelizmente, continuam a não fazer. Ainda há quem, repetidamente, vai deitando vidro, metal, papel e plásticos misturados com o restante lixo e deitados no contentor do chamado lixo doméstico. E, já agora, por que não se aumenta o número de locais para a recolha de óleo doméstico usado, de forma cobrir um maior espaço territorial do concelho?
E já agora também e aproveitando esta fase de inovações que o novo executivo quer levar a cabo, gostaria de perguntar o seguinte: por que motivo as luzes alusivas à quadra natalícia não privilegiam, em toda a sua extensão, a emblemática avenida Dr. Renato Araújo, iluminando-a até ao seu limite a sul? E a rua Oliveira Júnior, por que não iluminada até à fronteira com Arrifana? Não são estas duas vias e mais a Avenida da Liberdade que representam as três mais importantes vias de entrada e saída da cidade? E que, por isso, devem ser caprichadamente iluminadas?

II - Ainda sobre os WC’s do Cemitério N.º 3 e não só (sanitários da igreja fechados)
Na passada semana, ficámos a saber que havia no Cemitério N.º 3, sete WC’s que, nos dias de aperto, nos funerais duplos ou no dia de Todos-os-Santos não são postos à disposição da população, o que obriga a que muitas pessoas tenham que urinar nos recantos do interior do referido cemitério.
Ficámos também a saber que os arquitectos dizem cumprir sempre com as determinações dos políticos eleitos para o executivo municipal e que, por isso, são os arquitectos a ficarem com as culpas das más decisões do políticos, como foi o caso dos estacionamentos na rua da Liberdade, próximo da Padaria Souto, como me disse a senhora arquitecta Luísa Coutinho.
Contudo, encontrei algumas situações que são da exclusiva responsabilidade dos arquitectos.Vejamos: o tal passeio a que me referia, na avenida Vale do Vouga, junto à linha férrea e do lado contrário ao Centro de Saúde, onde se pode ver um passeio com um desenho que me parece desajustado com um “alarga e estreita”, que pode parecer bonito no papel mas completamente difícil para a mobilidade das pessoas e seus bens!
Sobre esse passeio, disse-me a senhora arquitecta que a sua colega, a autora desse projecto, tinha deixado espaço suficiente para a mobilidade das pessoas e seus bens, porque o passeio tinha mais de metro e meio nas partes estreitas! Ora eu não concordei, porque os carros estacionados ali, normalmente, encostam os pneus de frente ao passeio e retiram dois palmos de passeio aos peões com a frente do carro. E quando isso acontece na parte estreita do passeio... resta pouco para um cruzar de pessoas e carrinhos de compras! Bonito, mas nada prático! Mas ainda há mais!!!! Quando o forgão é dos longos ou é carrinha de caixa aberta - como acontece muitas vezes - tem que subir para cima do passeio, ocupando a totalidade do seu espaço, se for na parte estreita; e da metade dele, se for na parte larga, para não ficar com a traseira dentro da faixa de rodagem! E aí só resta uma alternativa ao peão: caminhar em cima da relva e, se a mesma estiver molhada, ficar com sapatos, meias e pés encharcados! Esclareço que o projecto deste passeio foi da inteira responsabilidade de uma arquitecta e sem interferência de políticos.
Encontrei ainda um outro exemplo que denuncia que nem sempre os políticos levam a melhor sobre os arquitectos municipais. Na Escola Conde Dias Garcia, junto ao quartel velho dos bombeiros, quando chove e está frio, como agora, os porteiros da dita escola ficam ali no portão a cumprir com o dever, ao frio e à chuva. No passado e com os dois anteriores executivos, os aquitectos não deram um parecer favorável para ali ser colocado um resguardo para os porteiros, invocando a defesa da estética do edifício! E nem o Dr. Castro Almeida nem Ricardo Figueiredo conseguiram demover os arquitectos para o encontrar de uma solução que minimizasse o sofrimentos daqueles porteiros.
Não haverá uma forma de colocar uma protecção provisória nos tempos de chuva, ou mesmo uma guarita amovível, para proteger os porteiros da dita escola, ou há apenas má vontade por parte do ou dos arquitectos municipais para este pequeno mas incómodo problema?
Como se constata, umas vezes são os políticos que tomam as más decisões e outras vezes são os arquitectos que obstruem as boas decisões.

III - Por problemas de espaço no jornal
Como sabem, o jornal tem que limitar o espaço destas crónicas para minimizar os custos. E por isso temos que respeitar este princípio. Fica assim para a semana os assuntos relacionados com os dois já conhecidos candidatos à presidência da Concelhia Socialista e aos novos doutores da Junta de Freguesia.
 

Comentários
Anónimo | 30-11-2017 17:19 Rua da Pedra Verde
Caro amigo falar só da sua zona e das centrais também não está correcto. Já lhe falei , assim bem como a muitos dos elementos da anterior câmara, nos passeios desta rua que faz parte da zona industrial nº1 e convido mais uma vez a visitar a mesma.

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Anónimo