Que exemplos tão bonitos!...
30-11-2017 | por Maria der Lourdes
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No meio deste mundo  tão marcado pelo sofrimento,  há exemplos  muito marcantes, muito bonitos que, se fossem seguidos, mesmo contrariando o comodismo e a indiferença que por vezes se instala no coração humano, iriam fazer sorrir e secar muitas lágrimas nos rostos de quem padece.
Sigamos o exemplo do  nosso Presidente da República, o professor Marcelo. Ele despoja-se da sua cadeira de poder, senta-se no chão com os Sem Abrigo, ouve-os, dá-lhes esperança, promete-lhes que vai envidar esforços para lhes arranjar casa. Mas não se fica por aqui: calça umas luvas, veste um colete reflector, um avental e ajuda mesmo a confeccionar as refeições. Além disso, pega nos caixotes de fruta e também nas taças com a comida e vai ele próprio distribuir. Faz o mesmo na cidade do Porto. Aqui, fez também questão de sentir na pele o frio do chão, o laje do duro das pedras. Ele quis colaborar com o Centro de Apoio aos Sem Abrigo «CASA» e com a Comunidade Vida e Paz. Esta atitude do nosso Presidente foi bebida com o leite materno, pois ele ia, com a mãe, aos bairros pobres levar e prestar ajuda a quem precisava.  Numa outra ocasião, e ao passar por uns senhores, também a viver com dificuldades, que vendiam a revista Cais para remediar as suas carências, ele pega num monte dessas revistas e, igualmente, começa a vendê-las a quem passava. A venda, essa, foi então um enorme sucesso...
Um outro exemplo que quero aqui deixar aos meus queridos leitores, pois também é muito bonito, passou-se no Vaticano, com o nosso Papa Francisco, no dia 19 de Novembro da passada  semana. Nesta data, celebrou-se o dia mundial do pobre, que o Papa quis incluir no ano da Misericórdia. Reuniu na Basílica do Vaticano 1500 pobres. Celebrou a eucaristia para eles e, após a celebração, sentou-se à mesa  no meio deles, na sala Paulo VI,  preparada para o efeito, para que saboreassem uma apetitosa refeição. Que alegria sentiram com este gesto do Papa! Tão próximos dele, que até lhe podiam tocar...   Durante a missa e no momento da  homilia,  bebiam as palavras do Papa, pois com voz firme o Santo Padre dizia: - Ninguém pode ser descartado. Ninguém pode virar a cara para o outro lado, quando o irmão está em necessidade. Não se pode dizer o problema não é meu, a culpa é da sociedade...
Disse também que os favoritos de Deus são o doente, o recluso, o faminto, o abandonado, o sofredor e de que, de maneira nenhuma, se podiam excluir, ou pôr de parte.
Este despojar do Papa Francisco, esta humildade, esta disponibilidade para estar com os mais pobres levou a que um grupo de médicos e enfermeiras montassem  um hospital de campanha, para que estes pobres pudessem fazer análises, consultas de ginecologia, dermatologia e despiste de outras doenças, a fim de serem tratados gratuitamente.
Toda a refeição com os pobres foi abrilhantada  pela banda da guarda do Vaticano e pelo coro La Dolce Vita.
Não é a primeira vez que o Papa se preocupa com os pobres. No passado mês de Outubro, foi à ONU e aí denunciou a atitude de indiferença a nível pessoal, a nível das instituições, a nível do estado em relação a quem morre de fome ou sofre de má nutrição.
Na nossa terra, o dia mundial do pobre também foi celebrado, depois da missa, com um almoço oferecido aos mais carenciados. Foi confeccionado no largo do patronato e servido bem fresquinho. O senhor padre Álvaro fez-lhes o convite e, radiantes, eles aceitaram. Estiveram presentes na eucaristia e no fim foram com alegria saborear a refeição.                         
A todos os que contribuíram  para que tal fosse possível, os  meus maiores agradecimentos.  Bem-haja, Padre Álvaro.
Que estes exemplos nos levem a seguir o mesmo caminho pois, se o fizermos, a nossa vida valerá a pena ser vivida, será uma vida bela.

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