Rua dos Combatentes da Grande Guerra
Sem-abrigo deixaram o local
30-11-2017 | por António Gomes Costa
Não foram expulsos, mas a pressão que sentiram na última semana poderá ter contribuído para que os três homens que dormiam no vão de umas escadas de um prédio na Rua dos Combatentes da Grande Guerra tenham abandonado o local. Desconhece-se o paradeiro dos indivíduos.
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Já ninguém dorme na Rua dos Combatentes da Grande Guerra. Não se sabe ao certo a razão que levou os três homens, com idades a rondar os 30 anos, a abandonarem o local que tinham escolhido para habitarem, um vão de umas escadas de um prédio junto a um infantário e a uma clínica na cidade.
Uns falam de apoio, outros de expulsão, existe quem descreva a presença da PSP e de ‘O Regional’ como “intimidatória”, mas ninguém sabe ao certo o que terá levado os indivíduos a abandonarem o local.
O certo é que quem ali vive, ou frequenta, considera que foi a “melhor coisa que poderiam ter feito”, apesar de reforçarem “que não faziam mal a ninguém”.
Como noticiámos na última edição, as condições em que estes sem-abrigo viviam há muito tempo naquele espaço citadino, e as condições em que se encontravam, revoltavam populares e comerciantes, que lidavam diariamente com o problema.
Conseguimos apurar que responsáveis pelo infantário ali localizado há muito que mantinham contactos com a PSP e com os serviços da Acção Social do Município para que, juntos, encontrassem uma solução para que estes jovens, ao abandonarem o local, não voltassem para a rua e que fossem ajudados pelas entidades responsáveis.
Apesar de reconhecerem que os mesmos nunca foram “mal-educados ou agressivos”, reforçam que em causa estava uma situação de “saúde pública”, já que era possível encontrar no local várias mantas, cartões e embalagens de vinho e um cheiro “muito desagradável e nauseabundo”, dado que faziam neste local as necessidades fisiológicas, em frente a todas as pessoas.
Recorde-se que o assunto dos sem-abrigo existentes na cidade é um dos objectivos prioritários do autarca sanjoanense, que já defendeu que se o município tem planos para processos como licenças, obras e outros, havendo “pessoas a viver em condições inadmissíveis, também devem ser objecto de tratamento institucional e medidas formais destinadas a resolver a situação”.

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