Obras na urgência atrasadas devido a alterações no projecto
Investimento estende-se ao edifício administrativo, morgue e casa mortuária
30-11-2017 | por António Gomes Costa
Arrancaram, recentemente, mais duas obras no Hospital de S. João da Madeira. Além dos trabalhos de requalificação no Serviço de Urgência, começaram os trabalhos no edifício administrativo, morgue e capela mortuária. Na última segunda-feira, o Serviço de Urgência atendeu 144 utentes, 13 deles foram transferidos para o Hospital S. Sebastião.

Requalificação do edifício administrativo orçada em 145 mil euros
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Quem passa pelo Hospital de S. João da Madeira rapidamente se apercebe da transformação que este está a ser alvo. Além das obras que decorrem no Serviço de Urgência Básica do Hospital de S. João da Madeira, o Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga (CHEDV) deu início, nos últimos dias, a mais duas obras “importantes” de beneficiação desta unidade de saúde, que se estendem agora à reabilitação do edifício administrativo que, segundo Miguel Paiva, presidente do Conselho de Administração do CHEDV, deverá ficar concluída no primeiro trimestre de 2018.
A decorrer estão também as obras de requalificação da morgue e capela mortuária, empreitada orçada em 20 mil euros e que deverá ficar concluída nos primeiros dias do próximo mês de Dezembro. Segundo apurámos, a reabilitação será em todo o edifício - telhado, paredes interiores e exteriores, substituição de caixilharias, substituição da instalação eléctrica e a substituição das loiças da casa de banho.
Relativamente à requalificação do edifício administrativo, orçada em 145 mil euros, o CHEDV definiu que o mesmo será um pólo de actividades em parceria com instituições da comunidade, como sejam as autarquias locais, as associações de doentes, organizações não governamentais e outras, para desenvolver iniciativas de formação e de prevenção de doenças e sensibilização para estilos de vida saudável. “Uma das primeiras áreas na qual iremos avançar é na realização de acções de formação para cuidadores informais, uma área na qual pretendemos apostar fortemente, permitindo que os doentes possam, logo que tenham condições para tal, fazer a sua convalescença no seio familiar, garantindo que quem os apoia tenha a adequada formação para o efeito”, deu conta à nossa reportagem Miguel Paiva.
Este responsável garante ainda que tem mantido um “frutuoso diálogo com algumas associações de doentes, que nos têm apresentado projectos de grande interesse, que poderão vir a ser concretizados naquele espaço, fazendo daquele espaço um símbolo da interligação da instituição hospitalar com a comunidade”.

Obras atrasadas na Urgência

As obras de requalificação em curso no Serviço de Urgência do Hospital de S. João da Madeira passam essencialmente pela intervenção e manutenção da fachada, com pintura integral, conservação do telhado e coberturas e será também substituída a caixilharia de todos os espaços interiores. Miguel Paiva relembra que as mesmas vão com algum atraso face à programação inicial. “Isso deriva da necessidade de introduzir alterações ao próprio projecto, face a aspectos que só foram possíveis identificar quando se procedeu à demolição de algumas paredes”. Esse facto, segundo este responsável, obrigou a que o “arquitecto tivesse de elaborar as referidas alterações, o que, acrescido o tempo que os procedimentos de contratação pública demora, levou a esta situação”. Apesar deste atraso, assume que a obra está a seguir o seu curso e “espera-se que a parte mais significativa da mesma, ou seja, a total reformulação da zona de admissão e espera de doentes, a criação de uma nova sala de triagem e a criação de uma área de observação de doentes esteja concluída até ao final do ano”, enfatizou Miguel Paiva. A empreitada da Urgência, orçada em aproximadamente 200 mil euros, é totalmente financiada por fundos próprios do hospital.

Utentes satisfeitos com o atendimento

Apesar das obras que decorrem neste serviço, a procura por parte dos utentes continua a ser grande. Só na última segunda-feira, dia 27, o serviço de urgência atendeu 144 utentes. “Terá sido um dos dias com mais procura nos últimos tempos”, assegurou fonte do CHEDV, adiantando ainda que, dos utentes atendidos, “13 foram transferidos para o  Hospital Sebastião, na Feira”. A média de espera rondou os 30 minutos.
Maria de Fátima Jesus, de Carregosa, esperava pela sua chamada. Na sala de espera, revelou-nos que era a primeira vez que se dirigia àquele serviço de urgência. “Sei que por norma é rápido e dizem que é eficaz para situações não muito graves”. O movimento das obras não a incomodava. “Para que as coisas fiquem bem, as mesmas têm que ser realizadas”, garantiu. Dez minutos depois da sua inscrição, o seu nome era anunciado para se dirigir a um dos gabinetes médicos.
Luís Alberto veio de César. “Não sou muito de recorrer a hospitais”, mas a dor que sentia nas costas obrigaram-no a recorrer àquele serviço. “Não tenho nada a apontar. Acho que tem vindo a melhorar muito e depois das obras isto vai ficar bom”, anunciou. Quanto ao tempo de espera, diz que é rápido o atendimento, garantindo não acontecer no serviço de Urgência do Hospital da Feira. “Já esperei mais de seis horas por uma consulta no São Sebastião. Saímos de lá mais doentes do que aquilo que entrámos”, confessou. António Lino dirigiu-se ao hospital sanjoanense para acompanhar um familiar. “Venho cá com alguma regularidade. O serviço não é mau. As obras depois de concluídas vão dar maior conforto a quem aqui se dirige, como a todos estes profissionais”, assegura este sanjoanense.
Entre médicos, enfermeiros, administrativos, técnicos superiores de saúde e assistentes operacionais, o serviço é assegurado por cerca de 30 pessoas contratadas, que, desde Janeiro deste ano, reforçam o Serviço de Urgência Básica nesta unidade, além de vários equipamentos. O serviço dispõe, ainda, de todos os meios complementares de diagnóstico adequados e a presença de dois médicos durante 24 horas.

 

O que dizem os utentes
Para que as coisas fiquem bem, as obras têm que ser realizadas
Já esperei mais de seis horas por uma consulta no São Sebastião
Não tenho nada a apontar. Acho que tem vindo a melhorar muito
Não sou muito de recorrer a hospitais

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