Futebol
Campeonato de Portugal - Série B - 11.ª jornada
Da terra do ouro vieram, do Dias Garcia o ouro levaram
30-11-2017 | por Augusto Lopes
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Sanjoanense, 1 - Gondomar, 2


Sanjoanense: Cristiano; Teles, Igor, Almeida e Pedro Tavares; Miccoli, Júlio e Esteves; Murilo (cap), Andrade e Mateus
Ainda utilizados: Prazeres por Mateus (59’), Edi por Miccoli (67’) e Leo por Esteves (73’)
Não utilizados: Ivo, Ken, Rochinha e Super
Treinador: Fernando Pereira

Gondomar: Cavadas; Bruno Sousa, Tiago Graça, Gomes e Portilho; Issouf; Francisco Sousa, Manuel José (cap) e Pedro Nunes; Camará e Kiko
Ainda utilizados: Ari por Issouf (28’), Rui Filipo por Francisco Sousa (77’) e Domingos por Pedro Nunes (82’)
Não utilizados: Luís Monteiro, Maiti, Generoso e Jiang
Treinador: José Alberto

Marcadores: Júlio (19’), Francisco Sousa (51’) e Pedro Nunes (66’)
Disciplina: cartões amarelos – Igor (56’), Francisco Sousa (70’), Pedro Nunes (72’), Andrade (90’+02), Gomes (90’+2’), Bruno Sousa (90’+4’) e Cavadas (90’+4’)

As estatísticas valem o que valem, mas certo é que mostram sempre alguma coisa e isso mesmo foi por nós comentado antes do início do jogo na Rádio Regional Sanjoanense (88.1 FM). Dizíamos na altura que este Gondomar, apesar da sua precária classificação, devido principalmente a não ter conseguido nenhuma vitória em casa, tinha, no entanto, nos cinco jogos efetuados fora de casa e até chegar ao Conde Dias Garcia, uma única derrota e em casa do então líder, Cesarense.
Em S. João da Madeira não foi diferente, os homens da localidade do ouro voltaram a fazer excelente resultado e conseguiram com isso igualar pontualmente os alvinegros, fazendo também com que estes averbassem a primeira derrota em casa neste campeonato, num jogo em que uma boa exibição na primeira parte por parte da Sanjoanense até ganhou uma magra vantagem.
O Gondomar pouco ou nada fez neste período em termos ofensivos, tendo sido os locais a mostrarem algum bom futebol; o grande problema foram os segundos 45 minutos.
Com apenas 19 minutos jogados, a Sanjoanense chegou à vantagem com uma bem desenhada jogada pela direita, onde Murilo endossou a bola a Teles, este foi até à linha de fundo fazendo um cruzamento rasteiro para a zona da marca da grande penalidade. Aí, Júlio aparece em velocidade e remata para inauguração do marcador.
Continuando a praticar um futebol agradável, os alvinegros mantinham o comando do jogo, com boa circulação de bola, embora a dinâmica não fosse por vezes a melhor, mas era sem dúvida a suficiente para impor respeito ao adversário, que só uma vez importunou mais seriamente a baliza à guarda de Cristiano, estavam decorridos vinte e cinco minutos.
Sem alguns habituais titulares, casos de Castro, Marcus e até Edema, o técnico da Sanjoanense teve de “inventar”, como, por exemplo, Teles no lugar de lateral direito (e que bom jogo realizou) e Murilo mais encostado na extrema-direita. O certo é que, apesar de algumas ausências, o futebol praticado até estava a ser bastante positivo, criando várias situações de perigo, obrigando o adversário a não ter tempo para pensar em muitas veleidades ofensivas e são até os alvinegros que ficam mais perto de fazer o dois a zero, estávamos no minuto 43. Murilo, na direita, faz um cruzamento preciso e rasteiro; na área, Andrade remata para fazer o golo e, já sem o guardião na baliza, é Gomes que aparece como que milagrosamente e consegue afastar a redondinha do sítio para que esta estava encaminhada, o golo.
 O segundo tempo foi completamente diferente, com o Gondomar mais dinâmico e a operar a reviravolta no resultado, perante uma Sanjoanense que, apesar de muita esforçada, mas sem discernimento, acabou castigada, até porque a equipa deu uma pálida ideia daquilo que mostrou na primeira parte, ainda que, se dividirmos os períodos de jogo, como que se poderia dizer que a divisão de pontos era a mais consentânea.
Os visitantes entraram para o jogo depois do intervalo com a crente disposição de rapidamente atingirem a igualdade e isso assim aconteceu com somente seis minutos jogados neste recomeço. Cruzamento da direita e, junto à pequena área, Francisco Sousa, sem qualquer estorvo e de cabeça, faz o golo da igualdade, era a confirmação do aviso feito quatro minutos antes, na marcação de um pontapé-livre à entrada da grande área. Cristiano voou e com uma defesa magistral evita nessa altura o golo do empate.
É ainda Cristiano que, aos 13 minutos, em mais um pontapé-livre marcado por Manuel José, faz outra extraordinária defesa, evitando o segundo golo do Gondomar, mas era mais um aviso para o golo que surgiu oito minutos depois, com Pedro Nunes na área a tirar dois homens do caminho e, depois, com um pontapé não muito forte mas em jeito, a fazer o golo que daria a vitória aos visitantes.
Bem mexeu na equipa o técnico da Sanjoanense e isso serviu para espevitar um pouco a equipa, os alvinegros voltaram a crescer em busca de pelo menos um ponto mas, verdade seja dita, que coração foi coisa que sobrou, discernimento foi coisa que sempre faltou.
O juiz de campo, que veio de Viseu, teve durante o jogo alguns erros mas de somenos importância. Há, no entanto, um detalhe muito importante e que ocorreu já no tempo de compensação, na área do Gondomar. Andrade prepara-se para receber a bola e nas suas costas surgem as mãos de Gomes a empurrar e derrubar o número nove alvinegro, grande penalidade que João Almeida não sancionou.
 

Domingo, dia 3/11 | 15h00
Sousense - Sanjoanense

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