Encontro intermunicipal juntou comissões de cinco municípios
“As CPCJ não são um bicho papão”
23-11-2017 | por Joana Gomes Costa
Desmistificar o trabalho das Comissões de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ), mostrando “o outro lado” do trabalho de intervenção, foi o mote do encontro intermunicipal que, esta quarta-feira, reuniu nos Paços da Cultura, as CPCJ de S. João da Madeira, Arouca, Castelo de Paiva, Espinho e Santa Maria da Feira. “As CPCJ não são um bicho papão” sublinhou Micaela Marques, presidente da CPCJ de S. João da Madeira.
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A CPCJ de S. João da Madeira organizou, esta quarta-feira, dia 22, um encontro intermunicipal intitulado «A (In)Visibilidade das CPCJ», juntando no Auditório dos Paços da Cultura, as suas congéneres dos municípios de Arouca, Castelo de Paiva, Espinho e Santa Maria da Feira.
Na abertura do encontro, Micaela Marques, presidente da CPCJ de S. João da Madeira, apontou duas razões para a realização deste encontro. Se, por um lado, visou assinalar o 28.º aniversário da Convenção sobre os Direitos da Criança, por outro deu resposta ao repto lançado pela Coordenação Regional do Centro da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Protecção das Crianças e Jovens no sentido de “estreitar laços” entre as comissões do Norte do Distrito de Aveiro.
“Desmistificar” o trabalho desenvolvido, dando a conhecer “o outro lado das CPCJ”, muitas vezes deturpado pela comunicação social, foi um dos objectivos apontados por Micaela Marques que esperava neste evento apresentar “uma óptica positiva do bom trabalho” e “esforço” das comissões. “Todos e cada um de nós tem responsabilidade social quando se trata de garantir o superior interesse das crianças”, defendeu Micaela Marques, reconhecendo que “é fácil criticar o trabalho das CPCJ”, mas “difícil ajudar”, pelo que considera que devemos “envolver para que todos se envolvam”.
“As CPCJ não são um bicho papão”, concluiu a presidente da CPCJ de S. João da Madeira.
Hélio Ferreira, Coordenador Regional do Centro da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Protecção das Crianças e Jovens, manifestou a sua satisfação por ver que o repto foi bem recebido pelas comissões e teve consequência prática neste evento, do qual destacou o “surpreendente título” que considera suscitar “duas reflexões”: a “importância da prevenção” e da promoção dos direitos das crianças e jovens; e sobre a “intervenção das CPCJ”, vertente que, “por força da lei”, é “mais invisível”, mas que em certas situações “se torna visível por maus motivos”.  
O presidente da Câmara Municipal de S. João da Madeira, Jorge Sequeira, garantiu na sessão de abertura que o município assume “que a cooperação com a CPCJ é um aspecto essencial da sua missão”, defendendo que “os poderes públicos existem para proteger os mais vulneráveis e desprotegidos”.
“Quem trabalha com crianças e jovens são guardiões do futuro”, disse Jorge Sequeira, reconhecendo o “papel absolutamente importante” das CPCJ e, lembrando que a vereadora Paula Gaio já coordenou a comissão de S. João da Madeira e integra actualmente a Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Protecção das Crianças e Jovens, garantiu que o executivo está sensibilizado para esta matéria.
Jorge Sequeira abordou ainda algumas das medidas que pretende concretizar, no âmbito do “programa ambicioso para a educação e juventude”, propondo-se implementar “medidas inovadoras”, como a criação da Assembleia Municipal Jovem, do balcão para troca de manuais escolares ou o Erasmus Municipal, entre outras, anunciando ainda a intenção de, no próximo ano lectivo, procurar “moldar as AEC’s de modo diferente”, introduzindo uma “componente de voluntariado”.
O programa do encontro estendeu-se ao longo de todo o dia, com vários painéis que contaram com a participação das diferentes CPCJ, com partilha de experiências, boas práticas, desafios e testemunhos.

Comentários
Anónimo | 23-11-2017 22:13 A CPCJ é um grande bicho papão!!!!
Está mais que provado que a CPCJ não executa um trabalho limpo! Há muito dinheiro dm jogo e imensas dúvidas sobre a seriedade do trabalho realizado por essa ONG, que chega a ser desumano!
Aliás, curiosamente o 1º canal da RTP deu um programa hoje, dia 23 de Novembro, (Linha da Frente) sobre as CPJC, que se pode ver em www.rtp.pt/play ! Um programa que ajusta quem o vê. Incrível como se pode tirar uma criança dos seus pais apenas porque é pobre! TRISTEZA!Q!!!!

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