Questões da nossa Cidade DCCXLVIII
16-11-2017 | por Adé
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I - Bandeiras verdes nas escolas
Li, no jornal da passada semana, que as escolas do nosso concelho tinham sido contempladas com bandeiras verdes, como símbolo ligado ao estudo ambiental.
Ora, como sabemos,  nas praias, quando o tempo está bom e o mar calmo, também se colocam bandeiras verdes como indicação de não haver perigo para os que queiram banhar-se. Já as bandeiras azuis, igualmente  colocadas em algumas praias, indicam que a água do mar daquela praia está despoluida e em condições de ser utilizada sem perigo  pelos banhistas.
Sendo assim e comparando com os procedimentos utilizados nas praias, o que nós gostariamos de ver nas nossas escolas eram bandeiras azuis, indicadoras que as escolas estavam libertas de qualquer material poluente e perigoso para a sua saúde. E, como sabemos, isso não é, por enquanto,  possível. Pois, como sabemos todos, algumas das nossas escolas continuam a ter na cobertura das suas salas de aulas, nos passadiços e nos pavilhões gimnodesportivos, material que contém amianto e que é considerado cancerígino! E é por esta razão que não entendo o silêncio da autarquia, das associações de pais, dos professores e do pessoal auxiliar sobre este melindroso assunto.
Há uns meses atrás, quando escrevi sobre este mesmo assunto, pessoa conhecida disse-me que eu era um obcecado pelo amianto. E, para justificar a minha preocupação, contei-lhe o seguinte: em quatro pessoas da nossa cidade que trabalhavam há trinta e mais anos no interior do mesmo Pavilhão Desportivo, que tem um duplo tecto coberto com placas de fibro-cimento e que, supostamente, tem amianto, foi-lhes diagonosticado cancro. Duas dessas pessoas morreram! Em um dos que ainda vivem, que sou eu, foi-me diagnosticado dois tumores malignos: um no intestino e outro no timo - órgão que fica entre os dois pulmões! Ambos os tumores foram retirados no espaço de dois meses e alguns dias: 20 de Junho (Hospital S. António, Porto) e 2 de Setembro (Hospital A. Santos Silva, Gaia) do ano de 2013. Não acham que tenho mais que motivos para estar preocupado com todos aqueles meninos e adultos que estudam e trabalham, tendo por cima de suas cabeças um teto com um material que está classificado como potencialmente perigoso?
Pensem nisso, os que me criticam por insistir no assunto do amianto nas escolas.

II - Politicamente está tudo muito calmo!
Há dias, em conversa de amigos, manifestei a minha estranheza pela calma na actividade política local. Foi me respondido que o PS estaria ainda em “lua de mel” e que muito em breve haveria reunião da Comissão Política local e depois uma assembleia de militantes. Pois o partido necessita aumentar o seu número de militantes pagantes e nada melhor que aproveitar o momento que se está no poder local e nacional.
Já quanto ao PSD, foi-me respondido que, depois da “banhada” que levou nesta última eleição autárquica, estaria em “coma induzido”, de forma a manter os sinais vitais sustentáveis, para, depois de recuperado, começar por fazer a sua “caminhada no deserto”! O problema está em saber se vai ou não haver mudanças na direcção da concelhia, se vai ou não haver eleição antecipada, a exemplo do que irá, supostamente, acontecer na concelhia do PSD na vizinha Feira, onde o PSD ganhou.
Neste momento, há muitas facções internas no PSD. E isso não é vantajoso para o partido! Quando se está no poder é tudo muito bonito para todos! Quando se perde o poder... há que arranjar culpados, mesmo que seja entre inocentes!
 
III - Verdadeira lástima
Há muito que se ouvia falar nos arbustos que impediam a satisfatória mobilidade das pessoas e de seus bens na rua de Cucujães, no passeio do lado poente, junto à nova e esplendorosa fábrica da Sinflex! E, por isso, resolvi passar por lá na terça-feira passada. Encontrei tudo limpo e ainda lá andava o pessoal da jardinagem do município, que dava os últimos toques. Muito bem, mais vale tarde que nunca!
Entretanto, enquanto subia a rua do Marco Divisório, que delimita a fronteira entre o concelho de S. João da Madeira e a freguesia de Cucujães (Oliveira de Azeméis), constatei a sujidade da rua junto ao passeio pertencente ao nosso concelho, que está imundo de lixo de meses, apenas disfarçado pelos carros ali estacionados e pertencentes aos funcionários da Faurecia e da Sinflex.
Está situação é o espelho da forma como se não se faz a limpeza em alguns locais da preferia da cidade, que contrasta com a limpeza feita em outras zonas industriais do concelho. Sinceramente, fiquei envergonhado com o que vi!  

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