Natação
16-11-2017 | por LMF
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Clubes e sentido
Precisamos que sejam submetidos a filtragem os clubes multidisciplinares e, por esse processo, se possa separar o futebol das outras modalidades. No contexto social existente, o futebol aparenta, ou promete, ser uma modalidade que trabalha a possibilidade de resolver alguns problemas de ascensão económica dos praticantes, e por junto o resgate, para melhor, das suas famílias. Igual, não podem prometer as outras, teremos assim, a necessidade de dar um toque especial às ideias quando ao falar das ditas modalidades amadoras.
Muitas das organizações socio-desportivas são demasiado conservadoras, limitam-se tão só a respeitar tradições, impedem por convicção necessárias ações de desenvolvimento, sobretudo aquelas que seriam conformes aos acontecimentos. E essas ações poderiam ser dar sentido à criação de sentido. Nem todos gostamos mais de futebol, temos praticantes muito bons e dedicados noutras áreas. A diversidade por que se caracteriza a humanidade não pode sujeitar-se a uma unidade tão lateral. Pelo inteligível ganharemos, todos, capacidade para reinterpretar tudo, pensando o tudo mais possível. Quanto às pessoas que se envolvem, deviam ter mais pretensão para abalar esta realidade. Dividir os meios, empreender outras causas. Ir para além do que afeta as nossas relações de pessoas entre si. Sem receios, poderemos passar da história para outro destino. Haja mais comunicação. Mais valor aos ditos “desportos súbditos” para os ombrear ao designado “desporto rei”, no mesmo apoio, no mesmo interesse (do) capital.


Sobre Familiares
Por outra parte, na formação de desportistas: temos os pais! Os pais são, numa primeira abordagem, quem guia os filhos na prática desportiva, uns porque faz bem à saúde, outros há que valorizam mais a pedagogia, a ver bem, o desporto faz parte da vida das pessoas, quer como pessoa, quer como família, quer como sociedade; a maior parte das vezes são os pais que decidem se, ou não, os filhos devem fazer desporto e onde. Se nos deixarmos levar por esta ideia, temos que olhar também à competição, ao treino de alto rendimento (competições internacionais) e ao espetáculo desportivo, onde a família atualmente é precisa. Tudo a gerar naturais emoções, estados anímicos (por vezes exagerados) e outras naturezas ancestrais, alegrias e raivas, que sem o desporto dos filhos, não teriam os pais tão fenomenal protagonismo antropológico. Os pais podem ser um reforço positivo no desenvolvimento dos filhos, tal como, na auto-estima, na apreensão do tempo para a compreensão das aprendizagens, na gestão dos momentos felizes e tristes, de satisfação e de insatisfação, no talento ou não, na motivação, e, enfim, em tantas outras coisas. Nota-se que os pais estão mais presentes quando os filhos têm mais qualidades como desportistas.
Perguntam os pais: - Mas onde e com quem? – Que escola, que clubes, que treinadores? Os pais (nem todos, pois há os que já compreendem) deviam compreender que os filhos não são eles próprios (são outras pessoas e são diferentes) e porque seres diferentes, o que foram, ou são, as vivências dos pais não serão provavelmente as vivências dos filhos. As patologias de fracassos ou caminhos por concluir dos pais não podem determinar o processo de desenvolvimento dos filhos. Não existirão campeões feitos a martelo, só porque sim. A imaginação só pode ser, no final, o resultado daquilo em que acreditamos, não, jamais, aquilo que desejamos só porque tem que ser. E para além de acreditar é preciso estar lá, envolver-se, fazer, brincar e crescer. E arriscar. Eu deitaria fora a agenda e o tempo sentado. Porventura começarão por aqui o onde, com quem, a escola, o clube, o treinador.
O quê? Esta é outra concessão, talvez mais primordial, também mais diversa; quem se lembra de como era brincar na rua sabe do que estamos a falar.
E quando? Logo que percebemos o valor de brincar com a diversidade das coisas ou mesmo com as coisas de forma criativa e pessoal.
E afinal quem vai decidir? Depois de saber, andar, correr, nadar, voar, saltar, lançar, esticar, encolher, ganhar, perder, empatar, saudar amigos, saudar adversários, criar, disfrutar, sofrer, lutar, enfim - enfim - enfim, obviamente que a primazia deve ser dada a quem pratica, pois, depois de tudo isto, é quem deve saber do que mais gosta.

 

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