Estudo sobre o Poder de Compra Concelhio, do INE, relativo ao ano de 2015
S. João da Madeira é o quarto município com maior poder de compra
16-11-2017
O Instituto Nacional de Estatística (INE) publicou, na passada semana, o Estudo sobre o Poder de Compra Concelhio relativo ao ano 2015, onde S. João da Madeira volta a estar em destaque. O município sanjoanense é o quarto com maior poder de compra a nível nacional, num ranking liderado por Lisboa, acompanhado no pódio pelo Porto e Oeiras. Este estudo revela que 23 do total de 308 municípios portugueses concentravam 50 por cento do poder de compra nacional.
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De acordo com o Estudo sobre o Poder de Compra Concelhio – 2015, da autoria do INE, dos 308 municípios portugueses, 33 apresentavam valores acima da média nacional relativamente ao indicador do poder de compra per capita (IpC).
S. João da Madeira figura como o quarto município com maior poder de compra (com um IpC de 136,1), sendo apenas ultrapassado por Lisboa, que lidera o ranking (IpC de 214,5), Porto (161,4) e Oeiras (157,1).
O indicador Percentagem de Poder de Compra (PPC) revela que 23 municípios concentravam 50 por cento do poder de compra nacional e que os 35 municípios que integram as duas áreas metropolitanas do país ultrapassavam este limiar ao concentrarem 51 por cento do poder de compra nacional.
No global, a Área Metropolitana do Porto (AMP) regista um IpC de 104,8, logo acima da média nacional, mas aquém do valor da Área Metropolitana de Lisboa (124,7). Entre os cinco municípios que superavam a média nacional, quatro superavam também a média metropolitana: Porto (161,4), S. João da Madeira (136,1), Matosinhos (123,7) e Maia (113,2). Espinho registava um índice de poder de compra de 104,6. Entre os 12 municípios da Área Metropolitana do Porto (num total de 17 municípios) com um poder de compra per capita abaixo da média nacional, encontravam-se os municípios de Arouca (69,5) e de Paredes (78,2).
A Percentagem de Poder de Compra (PPC) é um indicador derivado do Indicador per Capita (IpC) e pretende avaliar o grau de concentração do poder de compra nos diferentes territórios, tendo em consideração que as áreas de maior ou menor poder de compra no território nacional dependem, não só da distribuição do poder de compra per capita pelo país, mas também da distribuição espacial da população residente. Neste sentido, este indicador revela que, em 2015, 23 municípios concentravam 50 por cento do poder de compra nacional e que os 35 municípios que integram as duas áreas metropolitanas do país ultrapassavam este limiar ao concentrarem 51 por cento do poder de compra nacional.
O estudo do INE analisa ainda o Factor Dinamismo Relativo (FDR), que procura reflectir o poder de compra de manifestação irregular, geralmente sazonal, e que está relacionado com os fluxos populacionais induzidos pela actividade turística. Nesta perspectiva, o estudo salienta a relevância da região Algarve no contexto deste indicador.
O Estudo sobre o Poder de Compra Concelhio é um estudo estatístico, de periodicidade bienal e cujo âmbito geográfico são os 308 municípios do país.

 

O Poder de Compra na AMP

         Ipc        PPC
Portugal    100,00        100,000
Continente    100,70        95,814
Norte    92,09        32,093
A. M. Porto    104,82        17,471
Arouca    69,49        0,144
Espinho    104,58        0,300
Gondomar    83,95        1,350
Maia    113,16        1,485
Matosinhos    123,68        2,075
Oliveira de Azeméis    83,35        0,540
Paredes    78,16        0,654
Porto    161,43        3,350
Póvoa de Varzim    94,88        0,574
Santa Maria da Feira    84,57        1,141
Santo Tirso    85,14        0,573
S. João da Madeira    136,12        0,282
Trofa    91,14        0,337
Vale de Cambra    88,19        0,187
Valongo    91,05        0,838
Vila do Conde    96,59        0,742
Vila Nova de Gaia    99,60        2,901

IpC: Índice do Poder de Compra
PPC: Percentagem de Poder de Compra

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