A.G. da A.D. Sanjoanense
Luz verde para a constituição da SAD no futebol sénior
16-11-2017 | por Augusto Lopes
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Da Assembleia Geral de 27 de Outubro, houve agora a continuação dessa mesma Assembleia com os pontos 5 e 6 da ordem de trabalhos:
5 – Votação da proposta para a constituição de Sociedade Anónima Desportiva (SAD).
6 - Análise e discussão de assuntos de interesse da Associação e seus associados.
Mais uma vez o auditório do Museu de Chapelaria foi o palco escolhido e os sócios do clube compareceram em número inferior ao que seria desejável, até porque estava em causa uma decisão importante para a vida do clube. Apesar de tudo isso, foi uma Assembleia Geral com muitas intervenções, o que prova que as 54 presenças quiseram e conseguiram muito mais informação que não tinha sido dada na altura da interrupção (devido à hora tardia), no dia 27 de Outubro.
O presidente da direção, Luís Vargas, começou por repetir novamente a proposta para a constituição da Sociedade Anónima Desportiva (SAD), dizendo: “a direção da A.D. Sanjoanense, no âmbito do transmitido aos sócios na Assembleia Geral de 21 de Outubro de 2016, tem vindo a ter algumas propostas para a constituição da SAD. Atendendo a que o contrato de SAD é um ato excecional e determinante no futuro da A.D. Sanjoanense, entendeu a direção ouvir os restantes órgãos sociais. Entenderam os órgãos sociais da A.D. Sanjoanense que, além de um ato excecional, era também um ato que devia ser sufragado pelos sócios em Assembleia Geral. Assim vem a direção da A.D. Sanjoanense solicitar aos sócios a constituição de uma Sociedade Anónima Desportiva. Os termos finais serão acordados posteriormente à aprovação da Assembleia, mas observando alguns termos anotáveis e não negociáveis, a saber: impossibilidade de alineação do património em nome da A.D. Sanjoanense por parte da Sociedade Anónima Desportiva, os seus símbolos e equipamentos continuam a ser preservados. A cota na sociedade pertencente à A.D. Sanjoanense numa futura SAD será no mínimo de 35%, sendo a venda os 65% restantes. Os direitos dos sócios no que respeita a deveres e garantias mantêm-se. Não haverá qualquer benefício pessoal dos membros dos órgãos sociais. Integração no futebol sénior em todas as épocas de pelo menos três atletas do escalão de juniores. A receita total dos sócios é pertença do clube. Em negociação, temos o prazo de recompra, que ainda não está finalizado. Solicito, por isso, a aprovação de uma Sociedade Anónima Desportiva, a única viabilidade neste momento do futebol sénior e do próprio clube”.
Depois de informar que o plantel sénior da A.D. Sanjoanense absorve 35% do orçamento global do clube, Luís Vargas disse ainda que até final do ano a Sanjoanense tem de pagar 100 mil euros, pelo que continuou: “a solução encontrada, sabemos não ser a ideal, mas é a única que viabiliza desde já a sustentabilidade do futebol sénior e que o poderá projetar para outros patamares competitivos. Pretende-se uma parceria profícua e duradoira, com pessoas ligadas ao futebol profissional e com experiência na área. A não viabilidade para uma Sociedade Anónima Desportiva acarretará para o clube danos irreparáveis de imediato, não só financeiro, fiscal e a nível diretivo”.  
Vários foram os associados que usaram da palavra mas, destes, mais de 85% eram a favor de uma SAD; no entanto, queriam mais detalhes, pelo que Luís Ferreira, depois de uma primeira intervenção em que disse ser a favor da SAD, veio depois com nova intervenção a explicar então o que é uma Sociedade Anónima Desportiva. Mesmo assim houve muitas dúvidas para alguns sócios.
Um dos que usou a palavra foi Alfredo (ex-chefe de departamento de futebol na direção de Vasco Gama), que disse ser “a favor da SAD mas gostava de ter informação mais avalizada. É preciso não dar um passo maior que a perna”.
Jorge Cortez colocou a questão “se daqui a dez anos, por exemplo, a A.D. Sanjoanense quiser sair da SAD, qual é o preço”, ao que foi respondido pelo presidente Luís Vargas que o valor da recompra está a ser negociado, assim como outros detalhes, mas que durante três anos a SAD não poderá ser vendida sem autorização da A.D. Sanjoanense
A algumas perguntas de associados, Luís Vargas disse que o projeto do investidor é para, no prazo de três anos, o clube atingir a segunda Liga e, no prazo de cinco, a primeira Liga. Disse ainda que o processo de entrada na SAD deve estar concluído até ao fim do ano.  
Passou-se, por fim, à votação e, no final, Jorge Cortez quis justificar a sua abstenção, pedindo que fosse lavrado em ata, dizendo: “a minha abstenção tem a ver porque os requisitos foram insuficientes para aprovar e não votou contra porque acredita que o presidente sabe o que está a fazer”.
Por último, entrou-se no ponto 6 da Assembleia, mas quase ninguém aproveitou para discutir ou saber assuntos de interesse da A.D. Sanjoanense.

 

Votação para a constituição de uma SAD

A favor     Abstenção       Contra
    27                17                   10

 

Comentários
Anónimo | 17-11-2017 21:45 Incrível!!!!!
Vinte e sete votos decidiram alterar o destino do Clube!!!! Como é possível??????

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