Questões da nossa Cidade DCCXLVII
09-11-2017 | por Adé
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I - Adaptação pode ir de um a dois anos
É mais que certo que, nesta altura, o novo executivo do município  está  em adaptação à função que é nova para todos. Um processo que pode demorar entre um a dois anos. Por agora, vão-se distribuindo os pelouros, consultando os dossiés e a funcionalidade administrativa interna e a externa com a Habitar e a Sanjotec.  Nomeia-se o novo chefe de gabinete da presidência, escolhem-se os novos assessores para as várias áreas,  nomeiam-se ou reconduzem-se os chefes das divisões, definem-se os procedimentos e estabelecem-se as regras de conduta interna, etc.!
No decorrer deste processo e tal como estamos já habituados, porque é um procedimento recorrente, os boys laranjas que não tenham vínculo definitivo de trabalho com o município irão ser substituídos pelos boys rosas. O mesmo sucederá com todos aqueles que, sem vínculo definitivo de trabalho, recebiam por meio de recibos verdes - numa engenharia financeira - os  vencimentos através da Sanjotec e que, supostamente, trabalhavam no nosso município. É verdade, era assim! Se é legal ou ilegal, não sei.
Existem, entretanto, dois projectos deixados pelo executivo que acaba de ser substituído que requerem a atenção imediata deste novo executivo, de forma a receber ou não o seu aval para continuarem a avançar. Refiro-me ao projecto para a Praça Luís Ribeiro e o projecto para aquilo a que pomposamente chamam de  Academia e que é apenas um campo de futebol que está a ser construido nas Travessas. E que, na minha modesta opinião, bem podia ter sido acrescido de uma pista para o atletismo, uma vez que há pelo menos duas entidades desportivas no concelho que o praticam: o Clube de Campismo e os Serviços Sociais, que treinam em estradas. Será que este novo executivo aprovará ambos os projectos da forma como estão, ou vai propor alterações significativas em ambos os projectos?
Por outro lado e na convicção de que o anterior executivo não tenha antecipado nenhuma decisão, há os processos sobre a rede de distribuição de energia na cidade e o processo para o novo contrato com a empresa que recolhe na cidade o lixo sólido. No primeiro caso, trata-se de encontrar uma empresa, através de concurso público, que faça a manutenção da rede de distribuição de energia eléctrica. No segundo caso, este executivo pode negociar um contrato mais vantajoso que o anterior com a empresa que recolhe o lixo sólido, de forma a poder diminuir a taxa de lixo que todos nós pagamos na factura da água. A expectativa é grande quanto à posição do novo executivo sobre estes assuntos.
Quanto à auditoria que se fala “a boca meia-fechada”, que se irá fazer à empresa Águas de S. João, nada foi oficialmente confirmado ainda.     

II - Uma oportunidade única!
Todos nós estamos bem recordados da “guerra” aberta entre a de novo eleita presidente da Junta de Freguesia, Dr.ª Helena Couto, e o anterior presidente da Câmara Municipal, Ricardo Oliveira Figueiredo. Ambos puseram, irrefletidamente, as suas desavenças políticas e pessoais à frente dos interesses da população são-joanense, que acabaram por trazer alguns prejuízos para a cidade e a sua população, em particular com a menos cuidada manutenção do Parque da N.ª Sr.ª dos Milagres, cujos meios para essa manutenção têm que ser fornecidos pelo município, como se compreende e se aceita.
Ora, surge agora, pelo facto de serem da mesma cor política os membros que gerem as duas referidas  instituições, Junta e Câmara, uma oportunidade única para uma execução de projectos conjuntos, que trarão, estou certo disso, grandes benefícios para a cidade e para a sua população.
Julgamos até que esta oportunidade será igualmente aproveitada para a passagem de algumas tarefas para a alçada da Junta de Freguesia e também pela melhoria das instalações ocupadas pela mesma no Fórum Municipal, que há muito se queixa de entrada de água nas suas instalações, sem que o anterior presidente se mostrasse minimamente preocupado. Esperemos que as coisas sejam agora totalmente diferentes.

III - Se não for por incompetência será por visão curta
São muitas as pessoas que se queixam da falta de condições no nosso Cemitério N.º 3, nas alturas de mais aperto, quando se fazem mais que um funeral em proximidade horária ou na altura de Todos-os-Santos, porque uma sanita para homens e outra para senhoras são muito poucas para as necessidades.
Ora, segunda-feira passada, fui ao Cemitério N.º 3 verificar as condições dos WC’s ali construidos e fiquei admirado com um serviço tão pobre do técnico municipal que projectou aquela obra. Duas sanitas para ambos os sexos já é um problema; mas não terem colocado urinóis no WC dos homens foi um erro tremendo. Não admira que se façam bichas em certas ocasiões, quando alguém demora um pouco mais nas suas necessidades fisiológicas.
Gastou-se dinheiro no aumento da casa mortuária e esqueceram-se de aumentar os sanitários! E agora? Bem, agora, resta desmantelar um canteiro gigante colocado à entrada da sala para cadáveres que se destinam a serem cremados e fazer ali uns WC’s condizentes com a categoria do nosso Cemitério N.º 3.
Há um certo número de obras executadas por técnicos do município que não abonam em favor do prestígio dos mesmos. Vejamos alguns curtos exemplos: o espaço para cada estacionamento automóvel na rua da Liberdade, que cabem apenas carros minis! Um desastre!!! O passeio próximo da linha férrea que vai do Centro Médico da Praça até ao viaduto perto do Centro de Saúde, com aquele desenho do alarga, estreita e alarga, que pode ser bonito no desenho mas pouco prático para a mobilidade de pessoas e seus bens. E se recuarmos uns anos, verificamos a forma inapropriada como foram desenhadas por um técnico municipal os balneários colectivos construidos nos Pavilhões das Travessas e no Paulo Pinto, nas Corgas. Depois, estas obras nos cemitérios que foram executadas a pensar apenas no imediato e não no futuro e no mais que provável aumento da população...
Será por estas razões e por falta de confiança que a Câmara Municipal, quando tem projectos para obras de grande volume e de elevada qualidade, recorre aos serviços de arquitectos do exterior e não utiliza os seus próprios arquitectos?!        

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