O drama dos refugiados...
09-11-2017 | por Maria de Lourdes
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As Conferências do Estoril - realizadas em Cascais, no passado mês de Maio - abordaram entre outros temas o drama dos refugiados.
Nestas conferências, uma refugiada yazidi foi ovacionada de pé, no final do seu testemunho, marcado pelo comovente apelo que  fez aos presentes, para que os políticos fizessem os maiores esforços no sentido de evitar tanto sofrimento a estas minorias.
Apresentou-se como Fareeda Khalaf (nome fictício), e o seu testemunho foi arrepiante e comovente.
Raptada  pelo estado islâmico no verão de 2014 e, seguidamente, vendida como escrava sexual, em Raqqa, passou aqui  4 meses em cativeiro. Foi então violada, agredida e insultada pela facção terrorista,  que a acusava de adoradora do diabo, por pertencer à etnia religiosa yazidi.
Esta facção terrorista tentou obrigá-la a ser suicida, mas ela sempre se recusou a suicidar-se, com a explosão de um colete de bombas agarrado ao seu corpo e, assim, arrastar também para a morte pessoas inocentes...
Como retaliação, era espancada  e violada. O seu sofrimento excedia tudo quanto era imaginável. Por isso, tentou suicidar-se por 4 vezes...
Fareeda  khalaf  vivia em Kocho, na zona curda do Iraque, antes de ser raptada. Era uma aluna distinta e sonhava ser professora de Matemática. Mas tudo mudou no  fatídico dia 15 de Agosto de 2014. Um grupo de jihadistas  invadiu  Kocho e exigiu que todos os habitantes se convertessem à sua doutrina. Como eles recusaram, os homens foram mortos e as mulheres  foram levadas como escravas para o mercado de Raqqa. Fareeda lamenta a morte do pai e dum irmão mais velho. A mãe foi vendida e aos irmãos mais novos começou a ser feita uma lavagem ao cérebro sobre as vantagens de  serem  jihadistas e iniciaram-nos no culto do ódio para virem a odiar quem não seguisse a sua doutrina...
O cativeiro de Fareeda durou 4 meses. Estando ela num campo de gás islamita, numa noite chuvosa, conseguiu fugir com outras companheiras. Andaram muitos quilómetros e, por fim, chegaram a um campo de refugiados, onde Fareeda encontrou, felizmente, a mãe e os irmãos mais novos.
Numa nova etapa, conseguiram entrar na Alemanha e ser recebidos pelo governo alemão, que os tem tratado com dignidade.
O suplício desta jovem já passou mas, ao participar nesta conferência, ela quis sensibilizar a comunidade internacional para o drama de tantas pessoas que estão  a sofrer horrivelmente  e que anseiam que alguém as liberte do tormento a que estão sujeitas. Ficaram a sofrer muitas raparigas que não conseguiram fugir. Ela chorava e as lágrimas corriam-lhes pelas faces ao recordar tanto sofrimento, levando a plateia a comover-se também.
 Em nome do islão têm-se cometidos muitos crimes, mas o Corão apela à paz. Várias alterações lhe foram feitas, para justificar a ambição e a guerra dos seus seguidores.
O Corão refere-se a Jesus Cristo e a Maria com respeito e admiração. Refere que Ele fez milagres e que Maria foi a sua Mãe. Realça também algumas passagens da vida de Jesus Cristo.
Que o apelo desta jovem seja ouvido e que a união de todos os povos na paz, dentro em breve, seja uma realidade...
O nosso mundo vive mergulhado em violência.
Por isso é urgente que, no ambiente em que nos movemos, quer na família, na escola ou no trabalho, quer na relação, em geral, com os outros, sejamos, convictamente, verdadeiros construtores da paz.

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