Parque Urbano do Rio Ul sem iluminação
Candeeiros apagados geram medo e afastam frequentadores
09-11-2017 | por António Gomes Costa
É um dos espaços mais bonitos de S. João da Madeira. O Parque Urbano do Rio Ul é frequentado diariamente por muitos populares, que acusam a Câmara Municipal de “falta de importância” relativamente a um assunto que há muito se tem vindo a arrastar: a falta de iluminação.
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A falta de iluminação e a insegurança continuam a motivar muitas queixas dos utilizadores do Parque Urbano do Rio Ul, inaugurado em Maio de 2008, e que rapidamente tornou este local num dos espaços mais agradáveis e tranquilos da cidade de S. João da Madeira.
É raro o dia em que Luís Almeida não passe pelo local. Seja na sua caminhada, de bicicleta ou, “quando as pernas permitem”, uma leve corrida. “Já alertei o município para a falta de iluminação e para possíveis assaltos. Falei com vereadores e expliquei a situação que se arrasta há vários anos”. Mas “nada foi feito até agora”, o que “revela falta de importância dada pela autarquia a este local”, reforça.
Apesar do frio, Luís não deixou de fazer a sua caminhada. “Temos um parque belíssimo, convida as pessoas a saírem de casa. Se não vier cá todos os dias, não me sinto bem”, enfatiza.
O Parque Urbano do Rio Ul tem uma extensão de 300 mil metros quadrados, recebe diariamente um número elevado de pessoas, que aproveitam este espaço para a prática desportiva. Nos dias mais solarengos, existe quem ali ande bicicleta, passeie os animais de estimação, descanse num banco de jardim, observe a natureza, ou um simples encontro para uma boa conversa.
Mas nesta altura as críticas surgem, pois a sua maioria deixa de frequentar ao fim de tarde o espaço com “medo”, já que a iluminação é “muito reduzida” e é uma “aventura para os mais corajosos”, assume este sanjoanense.

Cerca de 18 candeeiros estão apagados

Passamos pelo local na passada segunda-feira. Parte da iluminação acendeu cerca das 17h30. Fizemos o trajecto com Luís Almeida. Entrámos pelo lado do Pavilhão das Travessas, onde existe um parque de estacionamento. Passámos o local onde existe equipamentos para a realização de exercício físico, o café e eis que surge a escuridão. Andámos aproximadamente 200 metros sem que um dos postes de iluminação funcionasse. “Ninguém arrisca andar sozinho por ali”, enfatiza Almeida. Dos vários candeeiros ali existentes, verificámos que aproximadamente 18 estão apagados. Alguns, apesar da iluminação activa, escondem a luz.
Este utilizador confidenciou-nos que esta semana já verificou uma grande redução de pessoas a frequentar o parque ao fim do dia. “Aqui ainda existe alguma iluminação, pois em direcção ao lugar da Ponte é tudo completamente escuro”, assume.
Transportar as pessoas para outro mundo foi o objectivo assumido pelo arquitecto Sidónio Pardal, o autor do projecto. Um mundo que para muitos está “apagado” e que não deve ser só utilizado “no verão, mas diariamente”.
Zélia Pereira fazia a sua caminhada diária. À nossa reportagem confessou que agora vem mais cedo, uma vez que “tenho medo de aqui andar ao fim de tarde, pois isto fica completamente escuro”. Lamenta que tenha que ser assim, já que considera existirem “todas as condições para que os frequentadores do parque possam ter a iluminação adequada”. Assume mesmo falar em nome de “todos os cidadãos que gostam de usufruir dos prazeres que o nosso parque da cidade nos proporciona”, pedindo a rápida intervenção do município na resolução de um problema que “não faz sentido existir num parque como este”.
Emília Gomes sofreu um AVC há cinco anos. “Venho sempre para este espaço que, além de verde, é muito agradável”. Mas, apesar do grande pulmão verde que o espaço possui, partilha da mesma opinião: “o espaço não tem iluminação suficiente. Depois das 16 horas não venho para cá, pois sinto algum receio”, confessa.
Aos 62 anos de idade, entende que o município deveria apostar na iluminação, “pois é um dos locais de maior lazer na cidade que concentra muitas famílias, mesmo depois da hora de jantar”.
 A nossa reportagem questionou o Município relativamente a este assunto, mas a resposta não chegou em tempo útil.

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