Futebol
Liga de Futebol Inatel - Grupo A
ADRAV vence dérbi
09-11-2017
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Real da Praça, 0 - ADRAV, 3

ADRAV: Tiago Tavares, Xavi, Cadete, Miguel, Rúben, Tiago Santos (João 40’), Hector, Joel, Yorda, Hugo, Caio (Canelas 55’)
Não utilizados: Hugo Tavares, Bola, Ricardo Pinho, Hélder, Renato
Treinador: Carlitos
Quis o sorteio que o Real Sociedade da Praça e a ADRAV se reencontrassem para proporcionarem mais um dérbi da cidade. Mas desta vez aquilo que parecia começar em ambiente tranquilo e agradável acabou de uma forma lamentável, com a equipa do Real da Praça a abandonar o recinto de jogo por volta do minuto 70, quando se encontrava a perder por três bolas a zero.
Mas falando de futebol, o Real até entrou melhor nos primeiros minutos, com Luís Bastos a falhar um remate, que geralmente converte em golo. Nos primeiros minutos do jogo, registou-se um futebol muito intenso, com uma luta constate a meio do campo mas, em algumas vezes, os jogadores do Real a travarem com faltas bastantes duras os jogadores da ADRAV. Mas embora o Real não chegasse com perigo à baliza de Tiago Tavares, por parte da ADRAV só através de bolas paradas é que chegava perto da baliza do experiente guarda-redes Bruno Conceição, que com tranquilidade ganhava o duelo nas alturas.
Ao verificar a eficácia de Bruno Conceição, Carlitos ordenou que as bolas aéreas não caíssem tanto na sua zona e, logo aos 15 minutos, foi dada razão ao técnico da ADRAV. A ADRAV beneficiou dum livre descaído pela esquerda, Xavier cruza tenso fora do alcance do guarda-redes e Hector, solto de marcação, após alguma hesitação, faz passar a bola por baixo do guardião da casa.
Estando a ganhar, a ADRAV baixou um pouco e tentava fazer circulação de bola, aproveitando algum nervosismo da equipa da casa que, ao invés de tentar inverter o rumo dos acontecimentos, jogando a bola, virou as suas atenções para o árbitro da partida, que não facilitava no aspeto disciplinar. Até que, por volta do minuto 35, novamente através dum pontapé de canto, Cadete foge à marcação e lá nas alturas cabeceou fora do alcance de Bruno Conceição. E com este resultado se recolheram às cabines.
No regresso para a segunda parte, a ADRAV, com uma vantagem confortável, continuou a gerir e a controlar os destinos do jogo e, embora não criasse grande perigo, defensivamente não facilitava. Até que por volta do minuto 60 surgiram dois lances duvidosos em ambas as áreas; no primeiro, Yorda ganhou a linha do fundo, cruzou, mas foi atropelado por parte do jogador do Real, que o derrubou. O árbitro, bem colocado, mandou jogar. No segundo, o jogador do Real, junto à linha do fundo de costas para a baliza, consegue rodar e embrulha-se com Xavier, caindo os dois no terreno de jogo. O árbitro, à semelhança do primeiro lance, mandou jogar, perante os protestos muito efusivos da equipa da casa, que a partir daí acentuou e de que maneira os protestos com o juiz da partida.
Sem saber que iria ter pouco tempo para jogar, a ADRAV chegou ao terceiro golo, num lance típico de contra-ataque, muito bem delineado ao primeiro toque. Miguel solta para a direita, Canelas, muito veloz, cruza de primeira e Yorda chuta à queima roupa, Bruno Conceição ainda defende para a frente, mas Yorda à 2.ª encostou para o golo, restabelecendo o resultado final.
E foi mesmo o final, uma vez que poucos minutos depois o árbitro deu ordem de expulsão a um jogador do Real da Praça, por palavras, e na sequência do mesmo o fiscal de linha também ordenou a expulsão do guarda-redes do Real. Tendo em conta o sucedido, após alguns minutos de nervosismo, a equipa do Real abandonou o recinto de jogo, com toda a equipa da ADRAV, civilizadamente, a não ter parte ativa num assunto que em nada lhe dizia respeito. De referir que, fruto do abandono do Real da Praça, o jogo terminou por volta dos 70 minutos, antes 10 minutos que o tempo ditado pelas regras.
A equipa de arbitragem, tendo em conta as dificuldades que lhe foram criadas ao longo do jogo, realizou um trabalho positivo, principalmente ao nível disciplinar.
Na próxima semana, a V joga no Centro de Formação, pelas 19h00, frente à equipa do Paraíso, equipa de Castelo de Paiva.

 

A figura do jogo  
A equipa

Não só pelo grande jogo que fez, evidenciando um bom momento de forma, mas essencialmente pela indiferença e o desprezo total perante uma situação a qual a ADRAV certamente lamentou, mas a que foi completamente alheia.

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