Questões da nossa Cidade DCCXLIV
19-10-2017 | por Adé
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I - O discurso de 11 de Outubro
No discurso feito no passado 11 de Outubro, dia da Emancipação Concelhia, o ainda presidente do município aproveitou para, sem poupar nas palavras, enviar algumas recados dirigidos a todos aqueles a quem culpa de o terem impedido de ser o candidato à presidência da Câmara Municipal pela lista da coligação, PSD/CDS-PP.
Ora, como se sabe, Ricardo Figueiredo não foi candidato pela coligação, porque não foi razoável nas suas pretenções, agindo como se tivesse suficiente poder decisório para a elaboração da sua lista, que colocava o presidente da concelhia do PSD, Dr. Paulo Cavaleiro, na posição 4. Ricardo Figueiredo esqueceu-se que em 2013 ganhou as eleições mas perdeu a maioria. E recuperou essa mesma maioria na eleição intercalar, porque o PSD teve que arranjar uma coligação de última hora com o CDS-PP. Era mais que evidente que era um candidato fragilizado no meio político social democrata, porque ficou, apesar das vitórias, muito aquém das expectativas criadas.
Por tudo isto, deveria, até por uma questão de gratidão por quem o tinha levado a sentar-se na cadeira presidencial com seis meses de antecedência, ter contactado o Dr. Castro Almeida, para servir de intermediário na negociação para a elaboração da lista, no momento em que sentiu as primeiras dificuldades de entendimento com a estrutura política do PSD! Não o ter feito foi um estrondoso erro seu.
Por outro lado e para ser sincero, o que fez o executivo comandado por Ricardo Figueiredo nestes quatro anos de mandato? O museu dos sapatos? Foi ótimo! Aumentou a Sanjotec? Também é bom! E mais? E no resto da cidade e nos bairros periféricos onde existem os votos que decidem as eleições, o que fez ele? Nada! Levou todo o mandato a falar numa piscina nova, sem dinheiro para a construir e como se isso resolvesse todos os problemas dos habitantes da cidade. E fez da Oliva o seu projecto de eleição, quando se convenceu de ter perdido a nova piscina. E mais: foi mantendo uma guerra desnecessária com a presidente da Junta de Freguesia, em prejuízo dos munícipes e dos fregueses. E, sabendo que a cidade estava dividida quanto ao derrube do “pirilau”, mandou-o demolir imediatamente a seguir à sua decisão de retirar a sua candidatura! Com que intenção?
Alguém de boa fé poderá garantir que, com o Ricardo Figueiredo como candidato da coligação PSD/CDS-PP, o resultado teria sido diferente? Quem garante? Com base em quê?!
Se Ricardo Figueiredo tem razões de queixa, é de si próprio, porque aceitou que se divulgasse a sua candidatura muito antes de ter conseguido negociar a elaboração da lista. E depois não soube ou não quis encontrar no Dr. Castro Almeida a pessoa que poderia ter ajudado a resolver o diferendo PSD/Ricardo Figueiredo.

II - O dia da Emancipação Concelhia
Alguém já pensou que essa emancipação concelhia somente foi possível naquela altura? Hoje, dadas as leis ditadas pelos partidos políticos, a emancipação concelhia não seria possível!!!!
A emancipação fez-se porque alguém levou até ao governo de então a vontade manifestada pelos são-joanenses, que exigiam serem eles os donos do próprio destino. E a exigência foi aceite e hoje todos se orgulham disso. Ate eu que apenas aqui vivo há 49 anos!
Vejamos o exemplo contrário de quem reclama igualmente serem donos do seu próprio destino: a maioria dos milheiroenses! Mas esses estão, infelizmente, encurralados em leis que se dizem democratas, feitas no interesse dos partidos. Quem decide sobre a vontade deles, são os políticos de outras freguesias!!!!
A democracia é na verdade um sistema bom! Mas ainda não muito bom, porque encontramos nas suas leis e regras essas aberrações que são habituais nos sistemas totalitários!.


III - Queres levar dois estalos?
Dizer que se dá dois estalos a alguém que apenas nos faz uma crítica, sem que tenha infringido, com palavras e com actos, o minimamente aceitável, é verdadeiramente inaceitável!
Há já largos meses, o Dr. João Soares ameaçou dar dois estalos a um jornalista, suponho, por um qualquer artigo jornalístico e isso levou-o a demitir-se do governo.
Agora o caso não dá para demissão, mas leva-me a pensar: e se fosse comigo?
O Gonçalo Fernandes é um jovem que, no facebook, leu uma crítica dirigida ao jornal “O Regional”. Não tendo gostado, replicou, contrapondo com procedimento igual do jornal Labor. Resultado: foi ameaçado por alguém desse jornal, dizendo que lhe daria dois estalos se ele se atrevesse a dirigir-se à sede do referido semanário e repetisse o que tinha criticado!!!
E se a moda pega? Dois estalos por uma crítica? Ena pá... quantos estalos eu terei que levar... tenho que fazer as contas!
Gonçalo, devo dizer-te que tens sorte em teres sido ameaçado com dois estalos! É que por vezes perde-se a cabeça e ameaçam dar dois murros que, como deves calcular, dói que se farta! Mas, digo-te o seguinte: Não deixes de criticar da forma como o fizestes: educadamente! Eu li! E vou interceder junto do ameaçador para ver se fica apenas por um estalo, pois dois é demais!

Comentários
Anónimo | 20-10-2017 18:27 Dois estalos!!??
Não quero acreditar que o Director do Labor, Pedro Silva, tenha tido a coragem de ameaçar com dois estalos o jovem que lhe fez uma crítica!!!!! Sinceramente!!! Mas essa gente não se enxerga????? Balha-me Deus!!

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Anónimo