Lugares só para mulheres nos autocarros?
19-10-2017 | por Manuel Martins
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A propósito das eleições autárquicas do passado dia 1 de outubro, uma das propostas da candidata, pelo partido “Nós, Cidadãos!” é a do título deste artigo. Não é que eu não seja um fervoroso adepto de tudo o que é parafernália ao nível de pontuação e acentuação, tal nome, muito genérico, não será demais para um partido? A proposta da candidata, Joana Amaral Dias sugere, pois, que os autocarros passem a ter uma zona exclusiva para mulheres. É sabido que os homens, todos os homens, têm um desenvolvimento intelectual e social muito diminuto comparativamente com as mulheres e uma taxa de assimilação de novos comportamentos mais baixa que um Kuala, cuja vida inteira é dormir comendo sempre as mesmas folhas. Porque o caminho não pode ser nunca a educação e a cidadania, mas sim a segregação, é preciso separar as mulheres dos homens.
Daí acho que devia haver autocarros inteiros só para mulheres, que seriam totalmente cor-de-rosa, a cor preferida da mulher, e obviamente conduzidos por mulheres, da marca própria “JAD”, numa metáfora como quem lidera o caminho, decorados com frases inspiradoras ao som de “Who Run The World? Girls!” (quem correu o mundo? Meninas!), este seria o primeiro passo de muitos de que a sociedade precisa. - Acho demagógico que se proponha combater a desigualdade de género através de medidas educacionais pela igualdade. É muito mais produtivo combater a desigualdade com a segregação, ou seja; Desigualdade + Desigualdade = Sociedade a evoluir.
Tais procedimentos teriam o ressuscitado Apartheid da Africa do Sul. Assim sendo e começando pelos autocarros, era de aplicar a técnica da segregação de género a todos os campos da sociedade que envolvam o convívio entre homens e mulheres, como por exemplo e só para Mulheres; os supermercados e locais de beleza? Para Homens; As discotecas e locais de divertimento e lazer, por exemplo mulheres a praticar desportos radicais? A partir daí é começar a ter autocarros separados para todos os tipos. Mulheres brancas, negras, ricas estas não andam de autocarro! mulheres pobres, segregadas com o máximo de especificidade possível, tipo “que se recusam a fazer sexo com o homem porque é uma forma de submissão que não podem aceitar, assim como não gostam de mulheres que gostem de futebol, que tenham desenhos nas unhas de gel e que já tenham ido pelo menos uma vez a Paris só com as amigas porque não precisam de homens para ir a sítios românticos”, e deste modo impor: A segregação é o caminho. A educação é um mito.
Como fui gerado no ventre de uma mulher, o meu gosto por mulheres mantém-se.

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