No Dia Mundial da Erradicação da Pobreza
Centro Humanitário ofereceu pequeno-almoço a mais de 40 pessoas carenciadas
19-10-2017
O Centro Humanitários de S. João da Madeira ofereceu a mais de 40 pessoas desfavorecidas o pequeno-almoço “reforçado” no Dia Mundial da Erradicação da Pobreza. Um gesto que para a organização faz “toda a diferença”, numa cidade que continua a ter muitas famílias a solicitar ajuda todas as semanas. Ontem, a instituição apresentou também o livro infantil «Fê-heroi por um dia - uma história sobre os perigos de falar com estranhos».
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Foi um dia diferente marcado por um forte simbolismo. Apesar de muito escondidos, os sorrisos estavam lá. Surgiam na hora certa. O Centro Humanitário (CH) de S. João da Madeira da Cruz Vermelha Portuguesa, em parceria com várias entidades de cariz social da cidade que trabalham com famílias e pessoas carenciadas, incluindo os vários sem-abrigo que encontraram nas ruas de S. João da Madeira o seu lar, organizaram um dia diferente.
A ideia desta iniciativa «Venha tomar o pequeno-almoço connosco» surgiu como forma de comemorar o Dia Mundial da Erradicação da Pobreza. “A equipa do Centro Humanitário lembrou-se que, tendo em conta o simbolismo do dia, poderíamos fazer a diferença de forma activa”. Nesse sentido, o CH decidiu por bem adiar o dia de entrega de cabazes e sugerir, pelas 10h da manhã, ser o horário normal de entrega do pão/bolos e promover um momento de convívio, que permitisse aos seus utentes “fazer a refeição mais importante do dia de forma digna, com uma mesa bem recheada de produtos caseiros que os nossos voluntários e colaboradores trouxeram a pensar neles”, deu conta à nossa reportagem Joana Correia, directora técnica da instituição.
Compareceram ao pequeno-almoço, de forma fragmentada durante a manhã da passada terça-feira, dia 17, mais de 40 pessoas, pelo que o balanço “foi bastante positivo e o resultado deixa-nos muito felizes”. Aos convidados foram servidos bolos caseiros variados, pão fresco, marmelada, fiambre, queijo, manteiga, frutas, gelatina, leite, café, sumo e chá.
A directora técnica garante que, desde que a Cruz Vermelha em S. João da Madeira se constituiu em CH, “temos tentado que todo o nosso trabalho se destaque de forma positiva, ousada e a pensar no bem-estar dos outros, em particular dos mais vulneráveis”. Nesse sentido, Joana Correia reforça que esta iniciativa proporcionou uma manhã diferente, “como nunca havíamos feito”, a pensar nas pessoas que a instituição apoia diariamente, proporcionando um dia melhor. “Esquecemos as estatísticas, os cartazes e as frases feitas e pusemos mãos à obra, literalmente”, rematou.
Os números são ainda elevados. “Cerca de 70 famílias” são apoiadas pelo CH. “Todas as semanas temos entrada de novos processos” de pedidos de ajuda, mas “felizmente temos outros que vão saindo”. Já em 2014, responsáveis pela Cruz Vermelha sanjoanense alertavam para o número elevado de famílias a quem prestavam apoio. Na mesma altura, anunciavam ainda para muitos casos de pessoas que passavam fome em S. João da Madeira. “Os piores não são os que recorrem a nós, mas os que permanecem em silêncio. A pobreza envergonhada”, revelavam na altura os responsáveis pela instituição.

Livro sobre tráfico humano lançado ontem

Decorreu ontem, dia 18, no auditório dos Paços da Cultura, uma tertúlia «Contra-Correntes», precisamente no dia em que se assinala o Dia Europeu de Combate ao Tráfico de Seres Humanos. Um encontro de sensibilização, informação e de esclarecimento. Na mesma ocasião, foi ainda apresentado o livro infantil «Fê-heroi por um dia - uma história sobre os perigos de falar com estranhos», da autoria de Joana Correia e Diana Pereira, que conta com a ilustração de Inês Graça e Francisco Carvalho. O encontro teve como oradoras convidadas: Diana Pereira (moderadora, Cruz Vermelha Portuguesa) Tânia Mendes (Projecto Mercado Humano 3) e Diana Moreira Ada (Associação para o Planeamento da Família).
A venda deste livro irá reverter a favor de campanhas de sensibilização do CH no âmbito desta problemática.

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