Questões da nossa Cidade DCCXLIII
13-10-2017 | por Adé
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I - Entre guerras de circunstância e as pazes de conveniência
Da política já estamos habituados a tudo: de guerras de circunstância às pazes de conveniência. E é por isso que já ninguém se admira que, na cidade, se vão formando grupos internos de políticos afectos ao PSD, à espera do que irá sair no próximo conselho nacional dos sociais democratas. Se haverá ou não eleições antecipadas para se eleger um novo líder e se, por consequência, se antecipam eleições concelhias.
É natural que com este resultado tão negativo se esteja a pedir a cabeça do presidente da concelhia, Dr. Paulo Cavaleiro. Falta saber é se o mesmo entregará o cargo sem luta, ou se irá a votos defrontando os opositores que, embora ainda semi-encobertos, se vão movimentando, à sucapa, na procura de apoios que lhes permitam assumir - legalmente, claro -  o comando da concelhia social democrata local.
Esses grupos a que me refiro existem mesmo e estão apenas à espera de saber qual irá ser a atitude do Dr. Bernardo Azevedo, que tem estado fora do território nacional e que, pelo que sei, deverá ter chegado à nossa cidade ontem, quarta-feira. E se ele estiver interessado em pugnar pela liderança da concelhia, é possível que esses mesmos grupos a que acima me refiro, se venham a fundir e a apoiar o jovem advogado.

II - E agora?
Se não houver nenhum impedimento, o novo executivo municipal tomará posse no próximo dia 17 de Outubro, supostamente no salão nobre do Forum Municipal. E depois disso, o executivo que irá ser empossado terá que começar a trabalhar de imediato sobre alguns assuntos pendentes deixados pelo anterior executivo, como, por exemplo:
- Como irá agir o novo executivo sobre a expropriação dos terrenos para a ampliação do Cemitério N.º 1, surpreendentemente proposta pelo PCP e PSD e que o PS, muito bem, não apoiou?
- Como irá agir o novo executivo relativamente ao projecto já aprovado para a Praça Luís Ribeiro, que depois de ter sido desobstruída com o derrube do “Pirilau”, se prepara para ser obstruida de novo pela colocação de táxis e do trânsito automóvel?
- Como agirá o novo executivo relativamente aos termos dos contratos a realizar com a EDP e Recolte, sobre a rede de distribuição da energia eléctrica e a recolha do lixo sólido na cidade, respectivamente, uma vez que em ambos os contratos poderão ser introduzidas condições que possam trazer benefícios para os consumidores são-joanenses, como o abaixamento do preço das taxas a que estamos obrigados a pagar.
- Como irá agir o novo executivo relativamente à taxa de disponibilidade que nos cobram na factura da água, que lesa gravemente os consumidores?
No fundo, o que os são-joanenses na verdade quererão saber é se este executivo irá ser mais ágil no tratamento das nossas necessidades ou se vai deixar que tudo  continue ao ritmo retardador usado  nestes últimos quatro anos!

III - No melhor pano caí a nódoa
Dizem os entendidos que é pelo carácter que se conhecem os homens!
Vem isto a propósito da atitude do ainda presidente da Câmara Municipal, Ricardo Oliveira Figueiredo, que resolveu despedir, um dia depois das eleições, os dois assessores do município, Paulo Guimarães e Tiago Correia, evocando a fraca prestação dos dois nas últimas semanas de trabalho.
Se na verdade tinha sido detectada uma prestação defeituosa dos serviços prestados, por que os não despediu o presidente, fazendo uso logo na altura, dos seus poderes, tal como o tinha feito já com o Ricardo Queirós, de quem evocou a falta de confiança política?
Neste caso dos dois assessores, é notório que houve aqui uma intenção clara de vingança, porque ambos sabiam que iriam deixar os respectivos cargos se a vitória não sorrisse à coligação PSD/CDS-PP, mas podiam, na pior das hipóteses, permanecer no cargo até ao dia da tomada de posse do novo executivo. Mas Ricardo Figueiredo antecipou-se logo que soube dos resultados eleitorais. Aproveitou o momento e fez o que é tido como desnecessário e pouco ético, deixando passar a ideia que o tenha feito com a intenção deliberada de ferir, amesquinhar e vingar-se dos despedidos e de todos os outros políticos que a eles estivessem ligados!
Desta condenável atitude, a confirmar-se, não lhe servirá de muito o proveito. Pois deixou a descoberto uma má imagem de si e que era desconhecida da população que lhe admirava a coragem pela forma como enfrentou a intercalar que ele próprio provocou, para conseguir governar com maior conforto político. Assim, será sempre recordado por ter tido esta atitude desnecessariamente gratuita e reconhecidamente infeliz.

IV - Não façam isso!!!!!!
Uma gata, na escolha de um lugar seguro para parir, optou por fazê-lo no interior do Cemitério N.º 2, ficando assim resguardada dos perigos dos já conhecidos cães vadios que rondam a cidade. Até aqui tudo normal.
A anormalidade surge quando, algumas pessoas que com regularidade vão aos jazigos e campas dos seus antepassados sepultados no referido cemitério, se aperceberam da presença dos gatinhos e resolveram trazer baldes de restos de comida para alimentar a gata e os seus gatinhos.
O gesto até pode parecer ternurento, mas é preciso compreender que com essa atitude as pessoas estão a contribuir para a permanência em definitivo desses gatinhos e demais gatos no interior do Cemitério N.º 2! E isso é o que muitas pessoas que ali vão não querem e com total razão. O local não pode ser confundido como local de acolhimento de animais, por muito que deles se goste!   

Comentários
Anónimo | 14-10-2017 21:35 as verdades incomodam
que nunca lhe calem a voz Senhor Adé.
Anónimo | 13-10-2017 19:34 Srº Adé
Adé, até entendo que um ser humano mude de partido, afinal um homem muda de carro, de casa, de mulher, de moto, de trabalho, amigos, etc...Sem que isso seja considerado anormal, e muito bem!!! Agora correr o risco de ver as suas palavras escritas serem totalmente contraditórias num curto espaço de tempo num jornal, no mínimo, tira-lhe a credibilidade ao seu comentário, correndo os leitores o risco de se sentirem defraudados por um cronista, que em tempos teve o seu mérito e reunia o interesse de alguns leitores do referido jornal. Acompanhando os seus, sempre facciosos comentários, a partir do momento em que uma luz se fez na sua cabeça e decidiu apoiar o partido que desde sempre, facciosamente criticou, durante os seus anos à frente dos destinos de S.João da Madeira. Questiono-me efectivamente, perante um comportamento tão bipolar de sua parte,qual será o seu real interesse???Saudações.
Anónimo | 13-10-2017 16:49 De igual modo em 2016
A propósito do ponto III e do comentário anónimo de 13-10-2017 das 13:54, um dos assessores mencionados já exercia essas funções em 2016, no período da campanha eleitoral das eleições intercalares. Por isso, o possível prejuízo ao município já havia acontecido em Janeiro do ano passado, dado o empenho do visado nessas eleições. O mesmo acontecendo no desempenho do Paulo Guimarães, ao longo dos últimos quatro anos na ajuda ao Presidente, quer antes das intercalares, quer durante e mesmo no último ano.
A menção ao fundo de desemprego parece-me sinistra. Caso seja verdadeiro, é justo que esses assessores o recebam, pois foram despedidos antes de terminar o contrato político. Por ser apenas 16 dias antes do fim do mesmo, não terá qualquer sentido a atitude do presidente cessante. Não vou assinar o texto, prefiro manter-me anónimo.
Anónimo | 13-10-2017 14:15 Adé, se faz favor!
Trate-me por Adé e não Baldé! Eu não sou de origem espanhola e não precisa de ser mal educado para contrapor uma qualquer opinião. E já gora explique-me o seguinte: O aumento do cemitério nº1 para a construção de mais meia dúzia de jazigos, resolve o problema levantado pela retardada decomposição dos cadáveres no cemitério nº3? Se há um problema no cemitério nº3, porque não se procura resolver esse problema? O aumento do nº1 resolve-o? Diga-me o senhor, já que não sou engenheiro nem Baldé!
Anónimo | 13-10-2017 13:54 Comentário ao Nº III
Caro Sr. Adé,
Parece-me que a sua análise no ponto III está errada. Senão repare:
Tal como Ricardo Queirós (herdado do reinado de Castro Almeida), os 2 assessores em questão são homens do "aparelho" (partidário) instalado na CMSJM. O período referido por RF como tendo sido de fraca prestação dos visados, coincide com a campanha eleitoral em que ambos foram protagonistas operacionais da campanha derrotada do PSD. Ora nesse mesmo período, o real trabalho de assessoria ao municipio terá sido prejudicado em virtude justamente desse envolvimento dos assessores na campanha eleitoral.
Não pretendo aqui defender a virtude do Presidente cessante, mas no meu entender a sua atitude não só salva a face aos visados (um golpe de misericordia para não se verem enxotados pelo proximo executivo), que poderão continuar imaculadamente ligados ao PSD, como ainda lhes dará quem sabe, o direito a aceder ao fundo de desemprego.
Quem é amigo, quem é?
Anónimo | 13-10-2017 13:37 Só confusão
Caro senhor Badé o senhor é um confusionista. Troca os alhos pelo bogalhos. Aumentar o cemitério 1 é erro? Vai tudo para o três onde os corpos não se compõe? Então este assunto já tem mais de uma dezena de anos e foi aprovado um plano de pormenor.

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