Mais literacia em saúde: contraceção de emergência
13-10-2017 | por Beja Santos
Estatísticas

137 Visualizações

Outras Acções
Comentar Imprimir Aumentar Diminuir Restaurar

Não é de mais insistir que a literacia em saúde pode assegurar uma maior autonomia do doente, a opção firme por estilos de vida saudáveis (caso da cessação tabágica ou de um uso moderado de álcool) a propensão para que os doentes solidarizem entre si e sejam capazes de práticas de autocuidados e de adesão à terapêutica. Em suma, literacia em saúde é a capacidade para ler, compreender e lidar com informação de saúde.
Ganhamos todos em dispor de informação fiável. Ela é facultada pelas associações de doentes, pelos promotores de saúde, pelas ordens profissionais e pelos departamentos oficiais de saúde, sobretudo. Um só exemplo do que é uma boa informação, tratando-se hoje de um assunto que requer cada vez mais conhecimento por parte das mulheres, pelas terríveis consequências que pode ter o uso imoderado da contraceção de emergência. Vejamos a informação que disponibiliza a APF – Associação para o Planeamento da Família (sexualidade em linha 808222003, apfsede@apf.pt e telefone 213853993).
Esta contraceção é um método para prevenir a gravidez, a ser utilizado quando ocorrem relações sexuais desprotegidas, é a última oportunidade para prevenir uma gravidez. Em que circunstâncias deve ser usada? Não ter sido usado preservativo desde o primeiro contacto, o preservativo ter rompido, ter havido esquecimento de dois ou mais comprimidos nos primeiros oito dias da toma da pílula, ter havido esquecimento na colocação e ou retirada do anel vaginal, ter havido falha no coito interrompido, entre outras situações. Existem dois métodos de contraceção de emergência: o hormonal e o DIU – dispositivo intrauterino com cobre. Há efeitos secundários nestes tipos de contraceção de emergência? Os que podem aparecer são iguais aos observados na toma de pílula contracetiva; normalmente são passageiros e não são graves. Os mais frequentes são náuseas, vómitos, tensão mamária, dor de cabeça.
É importante saber que a contraceção de emergência é menos eficaz que os métodos contracetivos, não deve ser um método de uso regular; a seguir ao uso desta contraceção, deve usar-se um método de contraceção até menstruar; deve fazer-se um teste de gravidez três a quatro semanas depois, se não menstruar; não é abortiva, não afeta a fertilidade. Pode perguntar-se se a mulher que não pode tomar a pílula contracetiva pode utilizar a contraceção de emergência. A resposta é sim, isto porque esta contraceção consiste numa única dose hormonal e não tem estrogénios. Põem-se diferentes perguntas: quando deve iniciar-se um método de contraceção após a toma da contraceção de emergência; como vai saber a mulher que não engravidou; como atua (bloqueando ou atrasando a ovulação), que tipo de contraceção de emergência se deve escolher e o que fazer em situações de vómitos e diarreia.
Pondo-se questões graves para a saúde, todas as mulheres em idade fértil deverão procurar esclarecer-se sobre os prós e os contras. A literacia em saúde tem sempre razão, quanto mais esclarecimento mais opções para o bem-estar se abrem na vida dos cidadãos.

 

Comentar

Anónimo