Ricardo Figueiredo considera que eleições foram “uma grande lição política”
Das “lições do passado” aos desafios do futuro
13-10-2017
Nas comemorações do 11 de Outubro, “dez dias depois das eleições” e a “seis dias” da tomada de posse dos novos órgãos autárquicos, Ricardo Figueiredo defendeu que devemos projectar futuro com base nas “lições do passado”. Lições que o autarca, cujo mandato está a terminar, diz retirar da história, na luta pela Emancipação Concelhia, mas também aos últimos resultados eleitorais, que disse terem sido “uma grande lição política, prova de grande maturidade política e clarividência dos sanjoanenses”. Para o futuro aponta o alargamento do território como o grande desafio, até porque defende que “esta cidade já não cabe dentro de si”.
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As cerimónias do Dia do Município, a 11 de Outubro, arrancaram com a tradicional homenagem aos autarcas e funcionários falecidos, seguindo-se o hastear de bandeiras no largo junto ao Fórum Municipal, num momento acompanhado pelos Bombeiros Voluntários de S. João da Madeira.
A Sessão Solene comemorativa do 91.º aniversário da Emancipação Concelhia de S. João da Madeira abriu com a actuação da Orquestra de Câmara da Academia de Música de S. João da Madeira, durante a qual apresentaram a interpretação do tema vencedor do último Eurofestival da Canção: «Amar pelos Dois».

As “lições” do passado

A Sessão Solene ficou marcada pelo discurso do presidente da Câmara Municipal de S. João da Madeira, Ricardo Figueiredo, cujo mandato cessa já na próxima semana.
Numa cerimónia que decorreu “dez dias” depois das eleições autárquicas de 1 de Outubro e a apenas “seis dias” antes da tomada de posse do novo executivo, Ricardo Figueiredo defendeu que devemos tirar algumas “lições” do nosso passado, “para não cometermos os mesmo erros e gizar uma melhor estratégia para futuro”.
Sublinhando que foram os sanjoanenses “quem escreveu” este seu discurso e “quem nos dá estas lições”, o autarca recordou a união dos sanjoanenses em torno de uma “causa comum” que permitiu a Emancipação Concelhia de S. João da Madeira, tirando daqui aquela que considerou a “primeira lição”: “Um espírito colectivo uno e determinado leva a grandes conquistas”.
Este “fio condutor” dos últimos 90 anos em que, graças à “capacidade de decidirem o seu próprio futuro”, os sanjoanenses “foram construindo uma cidade que é uma referência cimeira da qualidade de vida, coesão social, economia e emprego, demografia, educação, cultura e deporto, na forma como tratamos os nossos jovens”.
Chega assim a “segunda lição que a história nos dá”: “Conseguimos enormes realizações quando somos donos do nosso próprio destino”.
Aqui Ricardo Figueiredo sublinhou que, “desde a sua independência”, os sanjoanenses “decidiram claramente o que querem e também aquilo que não querem”.
“Na história recente confiei aos sanjoanenses a oportunidade de decidirem o seu próprio futuro”, disse referindo-se às eleições intercalares de Janeiro de 2016. Admitindo que “não é fácil falar disto com a elegância da música que acabamos de ouvir”, o autarca apontou que nesse acto eleitoral “os sanjoanenses fizeram uma afirmação inequívoca” que deve ser também “um aviso para o futuro” de que “não querem líderes que coloquem o seu próprio interesse à frente do interesse da comunidade”, nem querem “forças políticas, e disseram-no duplamente em 2016, que com vista a vantagens pessoais ou políticas, se esqueçam ou prejudiquem os sanjoanenses”.
Para Ricardo Figueiredo, “como se já não bastassem estas duas afirmações claríssimas de que os sanjoanenses exigem que se ponha acima a ética e os interesses da cidade”, as eleições autárquicas do passado dia 1 de Outubro trouxeram “uma terceira afirmação inequívoca”, considerando mesmo que os resultados deste último acto eleitoral que fez mudar a cor política na presidência da Câmara foi “uma grande lição política e uma prova de grande maturidade política e clarividência dos sanjoanenses”.
Encontra aqui o autarca a “terceira lição”: “Os sanjoanenses querem que os seus interesses e a ética sejam colocados acima de tudo”.
“Gostaria muito que esta terceira lição ficasse para memória futura”, afiançou.
Ricardo Figueiredo resume numa só frase as três lições que enumerou: “Os sanjoanenses apreciam ser liderados por gente determinada, que defende os seus destinos estratégicos de forma incondicional e independente, colocando os interesses dos sanjoanenses e a ética acima de tudo”.

“Esta cidade já não cabe  dentro de si”

“Esta cidade já não cabe dentro de si”. É com base nesta constatação que Ricardo Figueiredo olha para o futuro de S. João da Madeira, defendendo que “o maior legado da nossa história é a capacidade de fazermos o nosso próprio futuro”.
E se, “há cerca de 90 anos os sanjoanenses batiam-se pela independência administrativa da sua terra”, Ricardo Figueiredo considera que hoje se devem bater “pelo alargamento concelhio”.
Pois, se há 90 anos se vivia “um desígnio de autonomia que desse mais força à explosão industrial do concelho”, hoje “encontramo-nos numa autêntica revolução do tecido económico, com novas tecnologias, indústrias criativas, ambas em plena articulação com as indústrias tradicionais, inovadoras e competitivas, com comércio pujante e serviços que sublinham a centralidade da nossa terra”.
“Para continuarmos este desenvolvimento precisamos de mais território”, afiançou Ricardo Figueiredo, apontando este como o “grande desafio ao qual as forças políticas têm de acorrer”. “Estejamos unidos e perseverantes, mas rápidos e eficazes no objectivo comum do alargamento do concelho”.
Dos oito anos que dedicou à cidade – quatro como vereador e outros tantos como presidente da Câmara – Ricardo Figueiredo destacou a “honra de servir a minha cidade com total independência e colocando sempre os interesses dos sanjoanenses acima de tudo”, a quem agradece “toda a confiança e apoio” que lhe permitiram “como independente e cumprindo o que considero ser um dever de cidadania, dar o meu melhor em prol do desenvolvimento da nossa cidade, juntamente com os vereadores que me acompanharam”.
“Junto com os sanjoanenses fizemos S. João avançar e criámos efectivamente futuro”, disse Ricardo Figueiredo neste que deverá ser o seu último discurso público enquanto presidente da autarquia sanjoanense.
“Deixamos aos sanjoanenses um município melhor, com melhor qualidade de vida. Uma Câmara com uma gestão melhorada, reforçadas condições financeiras e com projectos estruturantes em curso”, concluiu.

Comentários
Anónimo | 15-10-2017 19:31 Este nunca enganou!
Assinava como engenheiro mas afinal, não é! Calou-se que nem um rato e quando o Castro foi embora nunca disse que estava metade do tempo na câmara e a outra metade na chapelaria que usufruiu dos benefício do turismo industrial que tutelou. Depois, andou de braços dados com o sócio do que veio a ganhar a câmara, que é do ps. E no fim, até desleal foi com os próprios psds. A boa notícia é que voltará para Foz e nunca mais o veremos nas nossas instituições!
Anónimo | 14-10-2017 21:37 O pior presidente
Ricardo Figueiredo fica na história da cidade como o pior presidente de sempre. quando o PSD deixou de O servir, não se importou por vingança de destruir tudo a eito.
Anónimo | 13-10-2017 16:11 Engenheiro?
O ex-presidente Ricardo Figueiredo não é engenheiro. Engenheiro são o Carlos Fernandes e o Oliveira Bastos! Esses é que se fartaram de engenhar contra o Cavaleiro e estão felizes por questões diferentes: O Primeiro porque n
ão foi escolhido para para Presidente da Mesa da Assembleia Municipal; O outro, Oliveira Bastos, por não ter permanecido no cargo! Como não foram escolhidos.....Toma lá que já levastes! Hi,hi,hi,hi......
Anónimo | 13-10-2017 14:45 O discurso dos recados!
Não há dúvidas: Os recados estão no texto do discurso e sabemos bem para quem foi endereçado! O PSD cometeu um erro grasso quando não deu a conhecer os reais motivos que fez desistir o Ricardo Figueiredo como candidato do PSD, deixando traspassar a ideia que o Dr. Paulo Cavaleiro lhe tinha tirado o tapeta, quando na verdade foi ele que esticou a corda demais e ela quebrou-se! E como está ferido de morte, ele e outros fizeram campanha contra o PSD! Nota-se que estão felizes com a vitória do PS. Na verdade, qualquer que fosse o adversário, o resultado seria sempre a derrota! O efeito geringonça foi tão devastador que até deu cabo de um parceiro como o CDU!!!! São os efeitos colaterais!!!!
Anónimo | 13-10-2017 12:52 Caro Presidente
O senhor Engenheiro Ricardo Figueiredo já fez a "perninha" dele na política. Esteve bem em quase todo o mandato é pena que mesmo no fim tenha borrado a escrita. É pena senhor Engenheiro, não havia necessidade...de.

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