Futebol
Campeonato de Portugal - Série B - 6.ª Jornada
“Solta o javali Edi, depois eu mato”, pediu Andrade
13-10-2017 | por Augusto Lopes
Estatísticas

164 Visualizações

Outras Acções
Comentar Imprimir Aumentar Diminuir Restaurar
Mais fotos

Sanjoanense, 3 - Coimbrões, 0

Jogo: Estádio Conde Dias Garcia, em S. João da Madeira
Árbitro: Renato Gonçalves, auxiliado por Francisco Cerveira e Hugo Santos, do C.A. da A.F. da Guarda

Sanjoanense: Cristiano; Marcus, Igor, Almeida e Pedro Tavares; Murilo (cap.), Castro e Esteves; Edi, Andrade e Prazeres
Ainda utilizados: Júlio por Castro (62’), Teles por Esteves (70’) e António por Andrade (73’)
Não utilizados: Ivo, Ken, Rochinha e Leo
Treinador: Daniel Magalhães no banco, com Fernando Pereira a cumprir castigo federativo.

Coimbrões: João; Pedrosa, Hélio, André e Joel; Leo, P. Tavares (cap.) e Alex; Filipe, Nadson e Miguel
Ainda utilizados: Tomás por P. Tavares (04’), Guilherme por Tomás (int.) e Rafa por André (69’)
Não utilizados: Dani, Bruno, Branquinho e Marco
Treinador: José Bizarro

Marcadores: Edi (32’), Andrade (45’+05’ e 45’+07’)
Disciplina: cartões amarelos – Castro (20’), Pedro Tavares (52’), Miguel (65’), Edi (65’) e Almeida (83’)


Foi uma vitória fácil, não porque fácil fosse o adversário, mas sim porque fácil os alvinegros tornaram o jogo. Fernando Pereira, o técnico da Sanjoanense, mudou muito o figurino da equipa em relação ao último jogo com o Sp. de Espinho. Foram cinco os atletas entrados para a titularidade em relação ao jogo anterior (Castro, Esteves, Edi, Andrade e Prazeres), convenhamos que mudar 50% da equipa é arrojado, bastou somente “misturar e agitar” para encontrar a fórmula da vitória. O técnico da Sanjoanense sabia de antemão que teria de mudar alguma coisa para contrariar a primeira parte confrangedora do jogo disputado em Espinho, daí que necessário se tornava mudar algumas “pedras”, como também colocá-las no devido lugar.
Se assim pensou Fernando Pereira, melhor o realizou. Ao recuar Igor para a zona central da defesa, deu maior consistência ao setor mais recuado dos alvinegros. Marcus e Pedro Tavares estiveram simplesmente muito bem e Almeida, sem “fazer flores”, é de uma eficácia a toda a prova. Cristiano, sem ter muito que fazer, já provou, no entanto, ser um bom guarda-redes. No miolo do terreno, Castro foi um poço de energia, jogando e fazendo jogar, certo é que Esteves deu uma grande ajuda e, já agora, referenciar a brilhante exibição de Murilo. O capitão da Sanjoanense, apesar da sua tenra idade (21 anos), consegue levar a equipa às “costas”, formidável. Na frente, o tridente Edi, Andrade e Prazeres colocaram a “cabeça em água” à defensiva do Coimbrões. Edi, com uma velocidade supersónica, como que soltou o javali, teve apenas um único senão, a sua pouca eficácia na concretização, pois oportunidades não faltaram. Quanto a Andrade, sem qualquer dúvida será no futuro o ponta de lança que a Sanjoanense precisa e muitas alegrias vai dar, tal é a sua vocação para estar onde os adversários não querem. Quanto a Prazeres, foi mesmo um prazer vê-lo jogar. Se é certo que precisa de mais jogar para melhor aprimorar, certo é também que o bom futebol está lá.
O jogo começou desde cedo a sinalizar o vencedor, quando, com apenas oito minutos jogados, Edi, do lado direito do ataque, faz um cruzamento rasteiro e para a pequena área, que só não deu em golo porque Andrade chegou um tudo/nada atrasado. Com a Sanjoanense a pressionar alto o seu adversário, que como tal não conseguia desenvencilhar-se da “teia” montada, pelo que teve de ser João, o guardião visitante, a fazer grande defesa para evitar o golo num remate de Esteves.
Até que surgiu o primeiro golo, estavam decorridos 32 minutos, jogada efetuada pela esquerda do ataque alvinegro, bola metida junto à meia-lua da área, aí, Andrade, ao ver Edi mais à direita, endossou-lhe a bola, para este num remate de primeira abrir o marcador. Cinco minutos antes do intervalo, o árbitro interrompe o jogo, dirige-se de imediato para o banco do Coimbrões (era o mais perto) e deita-se para começar a receber assistência de equipas médicas de ambos os clubes, foi uma quebra de tensão, segundo aquilo que nos foi dito, mas que obrigou a uma paragem do jogo de aproximadamente oito minutos.
Com cinco e sete minutos da compensação, a Sanjoanense faz ainda mais dois golos, ambos por Andrade, mas também ambos com chancela de Edi. Aliás, nos três golos do jogo estão dois jogadores, Edi e Andrade.
No 2-0, contra-ataque por Edi, bola colocada na pequena área e Andrade, juntamente com um defesa visitante, foi mais persistente e empurra a bola para a baliza. No terceiro golo, que aconteceu uns segundos antes do intervalo, novamente Edi e Andrade, um remate do primeiro guarda-redes a não segurar e o número nove da Sanjoanense a aparecer que nem um furacão para rematar com êxito.
Nos últimos 45 minutos, tal como se esperava, com a temperatura elevada que se fazia sentir (31º), os alvinegros fizeram a gestão do resultado.
O Coimbrões, também algo desacreditado, pouco incomodou, registamos, no entanto, duas oportunidades de golo para os donos da casa, primeiro com Andrade, isolado (23’), a não conseguir desfeitear João e depois, no minuto seguinte, num remate de Teles, com a bola a tirar ainda tinta ao ferro direito da baliza adversária. Por outro lado, a melhor oportunidade dos visitantes aconteceu nesta etapa complementar, quando Miguel, com tudo para fazer golo, remata por cima do travessão (8’).
Renato Gonçalves, árbitro bastante credenciado, esteve impecável. Quando assim é, bonito se chama.

 

Próximo jogo 15/10 | 15h00
Taça de Portugal - 3.ª Eliminatória
Sanjoanense - Rio Ave

Relato directo e integral na R.R.S. (88.1FM)

Comentar

Anónimo