Questões da nossa Cidade DCCXLIII
06-10-2017 | por Adé
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I - Vitória categórica do PS em S. João da Madeira
O Partido Socialista local ganhou de forma categórica as eleições autárquicas do passado domingo, surpreendendo pela percentagem dos votos conseguidos nas três listas que foram votadas! Esta será sempre recordada como uma vitória histórica, porque é a segunda do PS no nosso concelho após o 25 de Abril de 1974 e 41 anos depois da sua primeira vitória conseguida em 1976 pelo já falecido Dr. Benjamim Valente!
Ouvi dizer, por alguns conceituados  analistas nacionais da comunicação social, que esta grande vitória autárquica do PS a nível nacional se fica a dever ao positivo desempenho do Governo do Partido Socialista, liderado pelo Dr. António Costa.  Mas não se deve dissociar deste extraordinário resultado o desempenho dos candidatos e das pessoas envolvidas nas pré-campanhas e campanhas nas respectivas freguesias e concelhos. Reconheço que esse trabalho é cansativo, que requer alguma técnica na abordagem das pessoas no porta a porta,  com milhares de degraus a subir e a descer e, por isso, bastante desgastante. A eles se deve também atribuir algum mérito pela vitória conseguida.
Olhando para os resultados localmente obtidos, fica-se a saber que esta vitória do PS, fez, no nosso concelho, estragos à direita e à esquerda do partido vencedor. Isto é, a derrota do PSD foi acompanhada pelo mau resultado da CDU, que apostava na subida dos resultados obtidos na intercalar.
Relativamente ao PSD, que era um dos dois principais candidatos, perdeu em toda a linha de forma contundente e não encontrará uma qualquer desculpa que não esteja ligada ao seu próprio desempenho local e nacional. Não há vitórias antecipadas, quando há uma disputa por elas!
É natural que se oiça dizer por alguns, após este desaire social democrata local, que as duas guerras internas abertas com as negociações para a candidatura de Ricardo Figueiredo - que acabou como se sabe - e a dispensa um tanto ou quanto brusca e surpreendente do Eng. Oliveira Bastos, tenham levado a que muitas pessoas próximas do PSD tenham encaminhado o seu voto em favor do Dr. Jorge Sequeira. Mas isso é o preço da liberdade de escolha, é a democracia a funcionar. Tudo o mais que se possa dizer é apenas especular e arranjar um bode expiatório como forma de justificar uma derrota.
Se todos votássemos igual todos os anos, não havia permuta de partidos nos órgãos governamentais nem nos órgãos autárquicos.
Parabéns ao PS, ao Dr. Jorge Sequeira e a todos aqueles que, mesmo por outras listas, foram eleitos para fazerem parte dos nossos órgãos autárquicos!

II - Os falsos democratas
Confesso que fui deveras surpreendido pela forma como me foram feitas, através da redes sociais, críticas à minha pessoa pelo facto de ter assumido publicamente que iria dar o meu voto e apoio ao meu amigo Dr. Paulo Lima Cavaleiro! Não pelas críticas, a que todos estamos sujeitos, mas sim pela forma como o fizeram: ofensivos, desbucados e racistas!
Não sou um habitué nas redes sociais e por isso soube desses  comentários porque no sábado recebi uma mensagens do Dr. Jorge Sequeira, candidato da lista do PS para a Câmara Municipal, que dizia: “Caro Adé, quero transmitir-lhe que respeito a sua opção de voto e que não acompanho os comentários que têm vindo a ser feitos no facebook. Um abraço J. Sequeira”.  Não fiquei curioso e somente os li no domingo, parte deles, perto das 19h30 e ainda à porta do Fórum Municipal.
Fiquei deveras surpreendido por algumas dessas pessoas, por quem tinha até amizade e alguma consideração, terem-me rotulado de “vendido”, “quer é tacho”, etc., etc! Então o que é feito da democracia que nos dá a liberdade de escolha? Será que disseram o mesmo dos outros que, sendo de outros partidos, votaram no Dr. Jorge Sequeira?
Desde quando é crime preferir votar num amigo - Dr. Paulo Lima Cavaleiro que, infelizmente para ele e com tristeza minha, não ganhou -  do que votar no partido (PS), com quem não tenho nenhum contrato de exclusividade? Eu, se um amigo precisa de ajuda, não o ajudo baseado nas suas preferências políticas, clubísticas ou mesmo religiosas! Um amigo, quando se é mesmo amigo, está imediatamente a seguir à família! Mas isso é para mim e não obrigo ninguém a fazer o mesmo. Cada um tem o seu próprio comportamento.
Um deles chamou-me “preto”, como se eu o não soubesse diariamente quando me olho ao espelho. Sim, porque ainda me olho ao espelho todos os dias e sei de que cor sou e não tenho vergonha do que vejo e sinto-me de alma e moral limpa e de consciência tranquila! E vocês, sentem o mesmo com a vossa imagem? A vossa moral e a vossa alma estão igualmente limpas?
Apenas de uma coisa não me acusaram: de ser pai da filha de uma enteada. Disso é que eu tinha medo de ser falsamente acusado!
O que espera ganhar quem se atirou do CDS-PP para os braços do Dr. Luís Miguel há quatro anos e agora para o colo do Dr.  J. Sequeira? Não sendo para casa com piscina, será para negócios? Projectos? Influência? Pois, pois.... eu é que procuro tacho, com a minha idade?!
São estes os falsos democratas, os desbucados de moral e alma suja, que pensam que todos têm que gostar do que eles gostam, votar em quem eles votam, ir à missa na igreja onde eles vão e assistir aos jogos dos clubes de que eles são adeptos! Parafraseando o Dr. Agostinho Silva, direi: “E posto que viver me é excelente / Cada vez gosto mais de menos gente!”
Valeu-me os dois abraços espontâneos recebidos de dois socialistas no dia de votar: o do Dr. Pedro Nuno Santos e o do Dr. João Santos (filho do saudoso Prof. João Araújo)! Valeu!

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