No dia seguinte às eleições autárquicas, uma pequena reflexão sobre o tempo que passa
06-10-2017 | por Abel Paiva da Rocha
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Bom dia para todos os Sanjoanenses! As eleições foram ontem, e escrevo no calor (ou no frio) da derrota eleitoral. Por isso, desde já, envio os votos aos vencedores e o respeito democrático pelo esforçado trabalho dos vencidos. A democracia é assim, e há que respeitá-la nos seus processos e resultados legítimos.
Nesta ocasião, estive do lado dos vencidos no que respeita aos resultados, mas do lado dos vencedores quanto aos processos. Na verdade, todos somos vencedores quando sabemos respeitar os processos democráticos. Como afirmou um dia um notável político europeu, a democracia é o melhor dos piores regimes políticos. Ora, se na imperfeição humana, este é o menos imperfeito regime político, então há que aproveitá-lo nas suas várias potencialidades. E, verdade seja dita, o caminho do seu aperfeiçoamento é, ainda, muito longo!  Nos campos da educação, do conhecimento, da ética, da filosofia da comunicação e da filosofia política.
A democracia sem educação é uma balbúrdia, sem conhecimento é um vazio, sem ética uma guerra, sem filosofia da comunicação uma falácia, sem filosofia política um desnorte. Sem liberdade e justiça social, uma farsa.
E quanto temos de melhorar ainda em todos estes aspectos nas nossas instituições de administração pública, nos nossos partidos, nas nossas relações sociais!... O caminho do aperfeiçoamento da democracia é, portanto, difícil, trabalhoso e de gerações. Tenhamos a força, o engenho e a paciência indispensáveis para o trilhar.
Mas, de discurso teórico já chega. Desçamos ao concreto da nossa cidade: neste acto eleitoral autárquico, os Sanjoanenses decidiram soberanamente não reconhecer todo o hercúleo esforço em prol:

a) da construção das “Novas Piscinas” (como se sabe, o PS foi contra)
b) da melhoria da Linha do Vale do Vouga (pasme-se, o PS nacional nem sequer  teve a coragem de votar favoravelmente uma recomendação ao Governo neste sentido, mesmo tendo esta obtido o apoio de todos os outros partidos na Assembleia da República);
c) da melhoria dos serviços de Saúde (o nosso hospital está a sofrer pequenos remendos por “imposição” da concorrência privada e não devido a quaisquer dinâmicas sociais);
d) da construção dos edifícios da Sanjotec, verdadeiras incubadoras de novas empresas em áreas científico-tecnológicas inovadoras de ponta e já com sustentados respeito e admiração nacionais!
e) da construção da Casa da Criatividade e da Oliva Creative Factory, notáveis nichos de criatividade artística e cultural; e, não menos importante, da consistente dinamização destes espaços;
f) do corajoso combate, social e politico, desenvolvido por Ricardo Figueiredo no sentido de assegurar um melhor ambiente para a nossa Cidade. Nenhum Presidente de Câmara teve a ousadia de fazer um combate tão claro e consequente contra os maus cheiros do caso “Casqueira”.

Com este ato eleitoral fica notavelmente confirmada uma afirmação de Manuel Castro Almeida, uma referencia política nacional e da nossa Cidade, e que é a seguinte: em política não há reconhecimento; os eleitores votam naqueles cuja percepção lhes garante um melhor futuro. Eis uma afirmação sobre a qual todos devemos reflectir e para a qual todos os políticos e todos os partidos devem estar preparados!...
Neste ato eleitoral, os Sanjoanenses percepcionaram que era o Dr. Jorge Sequeira e a sua equipa os que melhor garantiriam o seu futuro. Oxalá tenha sucesso no seu trabalho, para bem de todos os Sanjoanenses. O caderno de encargos é pesado e os desafios são enormes, assim as oposições saibam e consigam estar à altura das suas responsabilidades de propositura, de reivindicação e de fiscalização e que estas sejam corajosas, fundamentadas, construtivas e consequentes. Assim, será possível dar mais um salto na qualidade da nossa democracia local...

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