Reflexos
Ganhou S. João da Madeira
06-10-2017 | por Fernando Moreira
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Dissiparam-se as dúvidas. A cidade e o seu povo viriam a confirmar uma percepção inequívoca, a da vontade agora expressa pelo voto na mudança, no que significa decisivamente o fim dum longo e fastidioso paradigma laranja. Foram 409 anos de espera pela oportunidade ao Partido Socialista. Foram 16 anos de poder laranja arrogante, mandão e sobranceiro. Com o devido benefício da dúvida a Ricardo Figueiredo, que se saúda, o fim de um poder político/carreirista pela batuta de Castro Almeida.
A vitória esmagadora de Jorge Sequeira e do PS em S. João da Madeira haveria de ser festejada no recato dos seus militantes e simpatizantes com a alegria e o entusiasmo transbordantes que, o momento inédito, renovador de esperança de futuro já hoje plenamente justificam. Ao contrário dos agora desapossados, dispensariam a tradicional caravana ruidosa e estridente, suposto colossário de débeis vencedores.
Saudemos, porém, antes de tudo, uma campanha eleitoral marcada pela pacificação dos protagonistas no respeito pelas opções, a ausência dos costumados ataques pessoais entre candidatos até pelos pontuais e saudáveis reencontros/cruzamentos nas arruadas, acontecendo cumprimentos cordatos mútuos entre adversários e rivais numa verdadeira e espontânea demonstração de convivência democrática.
Jorge Sequeira é o novo presidente do município sanjoanense, disponível ao diálogo com todos, fazendo jus à sua insuspeita e inconfundível capacidade para ouvir, não obstante a maioria confortável que conquistou nestas históricas autárquicas. Um enorme e indelével desafio o espera, tal como à sua brilhante equipa de vereadores mas, porém, o seu programa eleitoral completo, renovador e abrangente não deixará, estamos certos, de constituir a linha orientadora para uma cidade melhor, mais acolhedora nas questões da sua gente e, acima de tudo, atractiva ao investimento, tendo como horizonte uma centralidade e influência regionais há muito ingloriamente perdidas.
É verdade que o poder laranja deixou obra feita, sobretudo no que se refere ao betão. Mas tal desígnio não justifica o abandono dos equipamentos à erosão dos tempos. Não chega manter a satisfação do eleitorado à custa de edificação. É necessariamente importante manter vivas essas mesmas infra-estruturas. Habitá-las e conservá-las exige incomparavelmente recursos suficientemente competentes e não apenas fazer-se de conta…
O “pecado mortal” de Cavaleiro terá sido o não perceber (ou não querer perceber) equívocos e anticorpos criados na sua própria concelhia. Que melhor mostra disso mesmo, observarmos a estrondosa derrota da sua coligação em todas as mesas de voto, sem uma única excepção… Afinal, Cavaleiro não era o candidato que S. João da Madeira esperava.
A serenidade, convicção, inteligência e o programa da candidatura de Jorge Sequeira não nos podiam enganar (afinal, não se tratava de um desconhecido – como  aliás alguns tentaram fazer passar tão frustrada ideia…), será, estou em crer, um brilhante presidente por bons e duradouros anos na vida da nossa amada comunidade.
Viva, S. João da Madeira!
Viva Jorge Sequeira e sua nobre equipa!

(O autor escreve segundo o antigo acordo ortográfico)   

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