Futebol - Campeonato de Portugal - Série B - 5.ª Jornada
Os cheques do banco tinham provisão… pena foi chegarem bastante tarde
06-10-2017 | por Augusto Lopes
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Sp. Espinho, 3 - Sanjoanense, 2

Jogo: Estádio Comendador Manuel Oliveira Violas, em Espinho
Árbitro: José Rodrigues, auxiliado por André Costa e José Cabral, do C.A. da A.F. do Porto

Sp. Espinho: Leo; João Ricardo, Cléber, José Santos e Bruno Gomes; Leonardo, Ministro e Carlos Manuel (cap.); Paulinho, Carlitos e Gelson Varela
Ainda utilizados: Bruno Morais por Gelson Varela (63’), Samu por Carlos Manuel e (71’) e Vanzeller por Paulinho (77’)
Não utilizados: Bruno Silva, Rui Silva, Pipa e Joel
Treinador: Rui Quinta

Sanjoanense: Cristiano; Marcus, Ken, Almeida e Pedro Tavares; Murilo (cap.), Igor e Teles; Leo, Edema e Rochinha
Ainda utilizados: Castro por Ken (int.), Edi por Leo (int.) e Andrade por Teles (62’)
Não utilizados: Ivo, Miccoli, Júlio e Prazeres
Treinador: Fernando Pereira

Marcadores: Carlitos (15’), Gelson Varela (43’), Andrade (62’), Castro (70’) e Samu de g.p. (86’)
Disciplina: cartões amarelos - Leonardo (21’), Carlos Manuel (58’), Marcus (65’), Jorge Santos (65’), João Ricardo (73’) e Andrade (78’)
Cartão vermelho (direto) - Edema (65’)
Expulso do banco: Fernando Pereira, treinador da Sanjoanense (89’)


Foi um jogo em que na primeira parte a Sanjoanense não existiu, tal a inoperância, aliada aqui e ali a alguma apatia, pelo que não foi nada de surpreendente a vitória do Espinho por duas bolas de diferença ao intervalo. Verdade seja dita que os espinhenses só por duas vezes remataram à baliza à guarda de Cristiano, mas foram de uma eficácia a toda a prova, aliada a alguma (muita) apatia dos alvinegros, nomeadamente no segundo golo.
O primeiro golo surgiu no primeiro terço da etapa inaugural (15’), cruzamento do lado esquerdo do ataque dos homens da casa, remate na área de Carlos Manuel, que viu, no entanto, o seu remate ser travado, mas, na recarga, Carlitos, mais rápido que qualquer adversário, rematou com êxito.
Em desvantagem no marcador, esperava-se uma reação mais enérgica dos alvinegros, que na verdade não apareceu e só esporadicamente aparecia junto à baliza do guardião Leo, mas sempre sem qualquer sentido de perigosidade. Para melhor ilustrar tudo isso, diga-se que nos primeiros 45 minutos a Sanjoanense não efetuou nenhum remate (leu bem) à baliza dos visitados.
A interligação entre os setores nunca chegou a existir, a defesa, algo insegura, nomeadamente Ken, que regressou após cumprir um jogo de suspensão, valeu na zona central a excelente exibição de Almeida. No meio-campo, Igor pareceu sempre uma pedra fora do lugar e, na frente, Leo, Edema e Rochinha eram por demais inofensivos, que a defesa espinhense pouco (ou nada) tinha com que se preocupar.
Depois de no minuto 41 o Espinho ter tudo para fazer novamente golo, com Gelson Varela, na área, numa excelente oportunidade, a rematar por cima do travessão. Foi o aviso para aquilo que viria a acontecer dois minutos depois. Primeiro o remate de Carlitos, que proporcionou excelente defesa de Cristiano, a bola sobra ainda para Gelson Varela que reagiu rápido e, aproveitando a apatia total da defensiva alvinegra, fixou o resultado ao intervalo.
Na etapa complementar, como a coisa mudou, o técnico da Sanjoanense deixou no intervalo Ken e Leo, fazendo entrar Castro e Edi, mais tarde (62’) fez entrar Andrade para substituir Teles, ele que fez o primeiro golo e também pela primeira vez que tocou na bola. Na defensiva passou a atuar Igor ao lado de Almeida e no meio campo Castro foi um autêntico maestro de como se faz a ligação defesa-ataque. Na frente, Edi fazia do corredor direito uma autêntica passerelle para bem jogar.
Há bancos falidos, mas este banco da Sanjoanense tinha cheques com provisões, Fernando Pereira, ao mexer na equipa, mexeu também com a excelente qualidade do futebol, a partir daí tudo foi diferente. Os alvinegros fizeram o empate, em apenas oito minutos, com dois jogadores saídos do banco, sendo que o golo do empate aconteceu cinco minutos depois de estarem reduzidos a dez unidades, por expulsão de Edema.
Sabia-se de antemão que seria difícil aguentar a empate, o Espinho tinha muito mais a ganhar do que a perder vindo fazer toda a pressão atacante, jogava contra um adversário que tinha menos uma unidade em campo e jogava em casa. Rui Quinta, o técnico dos espinhenses, começou a mexer na equipa, jogadores mais frescos para o sector atacante.
Impossível não era, mas tornava-se difícil aos alvinegros manterem o empate, que só veio a ser desfeito a quatro minutos do final através da marcação de uma grande penalidade. Cruzamento da esquerda, na área, Castro, ao saltar para tentar que o cruzamento chegasse ao seu destino, fá-lo com os braços abertos, a bola vai bater no braço direito do jogador alvinegro, o árbitro aponta para a marca de onze metros e Samu perante Cristiano não vacilou e fez o golo da vitória.
Se em nossa opinião a grande penalidade contra a Sanjoanense não oferece discussão, já o mesmo não poderemos dizer do que se passou a seguir.
Mesmo com menos uma unidade, a Sanjoanense nos minutos finais vai novamente à procura do empate, pelo corredor esquerdo, Pedro Tavares entra na área e, quando se prepara para dominar a bola, é empurrado por um adversário, grande penalidade escamoteada aos alvinegros. Fernando Pereira, o técnico, reclama veemente (com razão) e vê o árbitro dar-lhe ordem de expulsão.
Este senhor juiz, de 43 anos, que veio do Porto, teve durante o jogo uma gritante dualidade de critérios, com prejuízo para a Sanjoanense. Como curiosidade, dizemos que este árbitro já fez correr muita tinta e imagens em Abril, quando no jogo Rio-Tinto - Canelas foi agredido por um jogador do Canelas, com uma joelhada.

 

Próximo jogo 7/10 | 15h00
Sanjoanense - Coimbrões

Relato directo e integral na R.R.S. (88.1FM)

 

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