Reversejar
06-10-2017 | por F.S.L.
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Que tabu?
– Cântico


Todos os momentos nos vão morrendo,
Bem à medida que o tempo avança,
Além de que vamos esquecendo,
Que tudo pesa em nossa balança.

Temos a morte sempre presente,
Vem o construir e o destruir,
Viver e morrer tudo se sente,
Às vezes até sem se sentir.

Se disso então, sem tal dar conta,
É a rotina do dia a dia,
Para o estar vivo tudo aponta
Estar-se a morrer nesta ironia.

E questionamos sem resolver
Tudo aquilo que a vida contém
E nasce o sol, vai logo a morrer
E logo a lua a nascer também.

Nasce a manhã a morrer pela tarde
Começa a tarde e morre não tarda,
E vem a noite sem qualquer alarde,
Morre a seguir com a alvorada.

Abre-se o botão da flor campestre,
Logo a seguir mostra seu esplendor,
Uma outra forma de ser terrestre,
Com vida e morte sem qualquer dor.

Nascem as células no corpo humano,
Logo definham sem conta dar-mos
Morrem os dias no ano a ano,
Vai-se o diário sem tal contarmos.

Nasce o caminho, os primeiros passos,
Rompe-se a marcha logo em corrida,
Notas de música em seus compassos
Morrem de pronto já de seguida.

Qualquer viagem tem seu começo,
Vai decorrendo no natural,
Leva consigo “eu me despeço
Até ao outro dia” que é intemporal.

E assim na lógica tão consciente,
Aquilo que era tão negro e cru,
Nesta sequência clara evidente
Deixa de ser razão para tabu.

 

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