Questões da nossa Cidade - DCCXL
21-09-2017 | por Adé
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I - Já não somos a cidade que fomos
Ontem, os jornais noticiavam que éramos uma das primeiras de entre outras cidades do país com melhor qualidade de vida. Hoje, já nem fazemos parte das primeiras 25  que se recomendam para viver!
Ontem, como hoje, também não fazemos parte dos 19 municípios constantes de uma lista dos que devolvem 5% do IRS aos munícipes, como uma prerrogativa da Lei!
Hoje, como ontem, lemos os programas eleitorais dos partidos locais que  participarão nas eleições e encontramos promessas para obras e requalificação urbana em zonas nobres da cidade. Mas obras e projectos para requalificação urbana nos lugares e bairros periféricos da cidade,  não existem!
Ontem, tal como hoje e sempre que haja eleições autárquicas, fala-se de obras nas  escolas, como se elas estivessem a cair de podre a cada quatro anos! Mas nenhum candidato fala no problema que deveria preocupar-nos a todos: a retirada do amianto existente no material dos tectos das salas de aulas, passadiços escolares e nos pavilhões gimnodesportivos públicos e privados e pavilhões industriais!
Ontem, a nossa cidade acompanhou a tendência geral: conversão de algumas zonas da cidade em pedonais, em benefícios das populações e do meio ambiente; hoje, o município reverte esse espaço e requalifica-o para uso de trânsito e estacionamento automóvel, numa filosofia de primeiro os automóveis e depois as pessoas.
Ontem, éramos um dos poucos munícipios que mantinha o total controlo da venda e distribuição da água no concelho! Hoje, temos só 51% da empresa que gere o negócio da água e que tem reduzido o número de funcionários administrativos são-joanenses.
Ontem, tivemos presidentes no município com iniciativas que fizeram crescer a cidade! Hoje, temos gente no município que se esmera apenas  na organização de eventos de propaganda e do comes e bebes.
Ontem, tínhamos vergonha de termos pisos mal asfaltados nas nossas ruas e avenidas! Hoje, ninguém se envergonha de ter essas mesmas ruas e avenidas com pisos remendados com asfalto de fraca qualidade.
Ontem, prometia-se com subsídio e juras o apoio ao comércio local! Hoje, permiti-se que um concelho bem pequeno como o nosso tenha um tão elevado número de grandes e médios centros comerciais em concorrência com o comércio local.
Ontem, decidiu-se pela construção de um Parque Infantil na Praça, apesar do local ser utilizado preferencialmente por adultos e  idosos! Hoje, decidiu-se pela permissão do trânsito automóvel na mesma Praça para poluição do ar no local e na intoxicação das crianças do mesmo Parque Infantil com o fumo gaseado que sai dos canos de escape dos automóveis.
Hoje, decididamente, já não somos a cidade que fomos! E amanhã?
    
  II - Quando não há vontade política...
A retórica é sempre a mesma: enaltece-se o amor pela terra para fazer acreditar que pela terra irão fazer tudo o que estiver ao alcance deles. Mas depois de conseguido o poder...dá-lhes  a amnésia! São assim os nossos políticos de ocasião.
Num prédio cuja entrada tem o n.º 94, da Rua da Quintela, nas Fontainhas, os moradores não têm o contador de luz em cada fracção, mas sim um único quadro e contador que dá para todos. E isso porque a Câmara Municipal não faz aquilo que deve ser feito para se resolver um problema que se arrasta  há anos e que tem impedido que a EDP faça outro tanto para a normalização da situação.
As consequências deste estado de coisas, é que ninguém, do prédio, tem luz em casa em  condições, motivado, supostamente, pela sobrecarga do único quadro existente.
Se existe informação deste problema no município, o que falta para ser resolvido? Apenas e só a vontade política!            
Esperemos que o futuro presidente resolva este imbróglio, já que o actual presidente parece ter-se desligado antecipadamente dos nossos problemas.  

III - Em defesa da ética e da transparência
Através da assessoria de imprensa, chegou à redação deste jornal uma reclamação da vereação municipal, pelo facto de eu, no meu artigo anterior, ter escrito que o município se preparava para prolongar o contrato com a empresa que faz recolha do lixo sólido na cidade, quando, na realidade,  vai realizar-se um concurso público.
Ora, esta rectificação não altera em nada a minha opinião relativamente à atitude do município quanto aos concursos públicos relacionados com a manutenção da rede eléctrica e da recolha do lixo sólido. Isto é, em defesa da ética e da transparência política deve, o actual executivo, deixar para o executivo, a eleger no dia 1 de Outubro, a responsabilidade de efectuar os dois concursos referidos, uma vez que o contrato para a recolha de sólidos, o mais urgente dos dois casos,  só terminara  daqui a oito meses!     

Comentários
Anónimo | 22-09-2017 12:02 E desde de quando é que sabiam que havia as autárquicas este anos!
Se sabiam que iria haver eleições, porque deixaram este assunto a arrastar-se até agora? Por conveniência de quê e de quem?

Na última, deve-se prorrogar o actual contrato por mais uns meses até que o novo executivo realize um concurso público depois da tomada de posse!
Anónimo | 21-09-2017 17:15 Enfim
O contrato termina daqui a 8 meses... e acha que um concurso se faz de um dia para o outro??

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Anónimo