Quem é o culpado “dum raio”
27-07-2017 | por Manuel Martins "cc"
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A época dos incêndios no corrente ano fica na memória do povo de Pedrogão Grande bem como a área circundante. As vitimas mortais essas já não sentem mais a dor dos sobrevivos. Passou um mês, depois de várias promessas, e por culpado do “raio” continua a não dar sinais da ajuda prometida. Os lesados   continuam a viver envolvidos num campo de cinzas, fazendo lembrar a incansável sirene dos bombeiros. A subida das temperaturas e o vento estival, previa o fatal incêndio, o povo de Pedrogão Grande não estava preparado para ser palco de uma desgraça sem precedentes, a paisagem verdejante transformou-se em cinzas, a recordação dos falecidos está presente. O aperto no peito é permanente para quem num ápice ficou sem nada, é assim e sempre será nos hábitos praticadas num País que se diz democrático, para alguns, mas demorado para um povo que sente a lentidão da verdadeira democracia. Para aqueles que pouco tinham e tudo perderam, a culpa foi “Dum Raio”. Quando os governantes querem complicar o simplex não funciona e assim se perdem trinta dias de 24 horas. Nas gavetas fundas pairam os gráficos. Perante tais verdades as culpas, devem ser assumidas por quem de direito, como: deputados; das leis estéreis; dos ministros da Agricultura, do Ambiente e da Administração Interna; dos ministros da Economia (que nos fizeram desistir da agricultura e, dessa forma, do nosso património natural); de Bruxelas; dos fundos estruturais; dos técnicos que nunca estiveram a cinco metros de uma torre em chamas. Esperemos, pois, que se atue JÁ! para que não haja depois culpados “DUM RAIO”. Prevenir antes que aconteça, é o lema do seguro que conhece o ladrão. Que a culpa seja a nossa dignidade, e, não a nossa vergonha.
 

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