E um dia o Pirilau murchou
27-07-2017 | por José Fonseca
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Tudo tem o seu fim, mas nunca pensei ver partir o “meu” querido pirilau.
Eu que te vi nascer, crescer, aguentar com tempestades, com temperaturas elevadas e até gozaram contigo várias vezes e tu sempre firme e hirto.
O Cambra, o teu verdadeiro pai, criou-te com entusiasmo e mostrou-te ao mundo com toda a sua pujança. Mas agora, pelos vistos, já de nada serves e, depois de tudo o que já passaste, nem uma despedida tiveste.
Já foste fontanário, e que esbelto fontanário eras quando deitavas água pela tua “cabecinha”; já foste árvore de Natal todo imponente com todas as luzes a maravilhar os sanjoanenses; até já te fizeram passar por uma vela; já serviste de sala de reuniões, de concertos, de sede de associações, enfim, já foste quase tudo.
Várias vezes fizeste frente ao Parque América e não te saíste nada mal.
Ao teu redor já viste grandes obras, muito dinheiro gasto, mas a ti nunca deram grande importância.
Mas e agora, como vai ser?
Eu que tantas tardes na minha juventude passei ao teu lado. Agora que vais partir e perder toda a tua pujança e imponência, vais deixar um vazio.
E logo agora no verão, numa altura em que ainda fazes alguma diferença.
No inverno praticamente ninguém te liga. Mas agora, no verão, quando ainda dás alguma luz, quando ainda tens alguma vida, decidem com uma urgência atroz acabar contigo.
Mas antes de partir gostava que soubesses que foi um prazer conhecer-te durante todos estes anos, e foram 25, uns melhores que outros, mas sempre te mantiveste firme na tua posição como um verdadeiro sanjoanense.
Espero, agora, que quem te vier substituir, que pelo menos esteja à tua “altura”.
Até sempre, meu querido Pirilau!
 

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