11.ª edição do Dia Metropolitano dos Avós com 250 avós sanjoanenses
“Os avós são exemplo, são amor incondicional”
27-07-2017 | por António Gomes Costa
A 11.ª edição do Dia Metropolitano dos Avós reuniu 250 oriundos de S. João da Madeira, que se juntaram aos mais de seis mil idosos vindos de outros concelhos da Área Metropolitana do Porto. O Dia Metropolitano dos Avós assinalou-se ontem, dia 26, e o encontro realizou-se no Europarque, em Santa Maria da Feira, e teve como anfitrião o avô Roberto Leal.
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Rapidamente nos apercebemos que estávamos perante uma multidão de gente feliz. E porque os avós são uma parte fundamental na família, a Área Metropolitana do Porto (AMP) promoveu a 11.ª edição do Dia Metropolitano dos Avós, que une as redes de solidariedade e de convívio desta geração, celebrando através deste convívio a experiência de vida dos avós vindos dos quatro cantos da Área Metropolitana.
E porque o dia era deles, a comitiva sanjoanense era composta por cerca de 300 avós, distribuídos por seis autocarros e destacavam-se pela t-shirts cinzenta representando, assim, a cor da cidade. Ao início da tarde juntaram-se aos cerca de seis mil avós de 16 municípios da AMP (Porto, Vila Nova de Gaia, Arouca, Espinho, Gondomar, Maia, Oliveira de Azeméis, Paredes, Póvoa de Varzim, Santa Maria da Feira, Santo Tirso, S. João da Madeira, Vale de Cambra, Valongo e Vila do Conde), à excepção de Matosinhos, que, como em edições anteriores, volta a não participar.
As linhas de expressão no rosto de muitas pessoas revelavam que nem tudo foi fácil ao longo da vida e que as preocupações, apesar da idade, ainda continuam, pois são muitas vezes os grandes alicerces da família. Quem não se recorda de algum dia ter dito: a comida da minha avó é única, adoro o cheiro da sua casa ou eles são os meus grandes heróis.
A iniciativa, que há muito é reconhecida como um sucesso, pretende, assim, fomentar as redes de solidariedade e de convívio daquela geração, celebrando a experiência de vida dos avós, que chegaram distribuídos por mais de 100 autocarros.
A tarde começou pouco depois das 13 horas, com a actuação dos grupos Elemento C do Cirac de Paços de Brandão, Rufus de Circus da Cooperativa Casa dos Choupos e pela Orquestra de Precursão “Sempre a Bombar” da Associação pelo Prazer de Viver. Seguiu-se Masterclass – Programa Movimento e Bem-Estar do Município de Santa Maria da Feira.
Já depois das 14h00, subiram ao palco os Cavaquinhos - Musicoterapia da Associação “Abraçar Mais” de Milheirós de Poiares. O convívio teve ainda Danças Medievais trazido pelo grupo MDS, seguindo-se Blue&White-Strings Duet.

“É bom viver em qualquer idade”

Já passava das 15 horas quando Emídio Sousa, presidente do Conselho Metropolitano do Porto e autarca da Câmara de Santa Maria da Feira deu as boas-vindas aos presentes. Em jeito de mensagem, desafiou os presentes a divertirem-se, para saírem de casa, “caminhem, tornem a vida num momento bom para se viver desde o primeiro até ao último dia”. Em declarações à nossa reportagem, Emídio Sousa destacou a importância deste convívio e do papel dos municípios junto de pessoas com idade mais avançada. “Somos os grandes promotores destas actividades”, muitas vezes em parcerias com IPSS, colectividades e juntas de freguesia, juntos “temos a grande preocupação de cuidar dos idosos, pois é bom viver em qualquer idade”, frisou o autarca.
Por sua vez, Dilma Nantes, vereadora do Município de S. João da Madeira, recordou o papel importante que estas pessoas têm junto da família. “Os avós são exemplo, são amor incondicional, dedicação, disponibilidade, entrega”, uma vez que “o colo dos avós contém aquela magia que fortalece os netos e gera memórias doces para sempre”.  
Para a vereadora, o Dia dos Avós é o reconhecimento da importância do seu papel, é uma homenagem a todos os que, sendo avós, dedicam a sua vida a cuidar e a amar os seus netos, a cuidar e amar as suas famílias. “É o tempo de manifestar todo o respeito que nos inspiram todos os dias”, enfatizou.

O “avô” Roberto Leal

E o grande momento chegou com a presença do “avô” Roberto Leal, que levou o Centro de Congressos ao rubro com as suas músicas populares. «Arrebenta a Festa», o seu mais recente sucesso, marca o regresso do cantor às origens, numa altura em que assinala 46 anos de carreira. São poucos os que não cantaram as suas canções ou que não tenham um disco seu lá por casa. Antes de subir ao palco, o cantor, que já vendeu mais de 17 milhões de discos e gravou cerca de 300 canções, confidenciou à nossa reportagem a alegria de estar perante uma multidão de pessoas que estavam cheias de histórias para contar. “Eu sou como eles”. Um dos cantores que mais êxitos tem na música ligeira portuguesa é avo de duas netas e considera que os netos “são os nossos novos filhos. Conseguimos muitas das vezes dar-lhes aquilo que como pai não conseguimos dar aos nossos filhos”, adianta o cantor.
Quanto ao espectáculo da tarde, afiançou que o momento escolhe muitas vezes as canções. “Não muda muito dos restantes, mas são espectáculos automáticos e existem coisas que só acontecem no momento. Todas estas pessoas vão estar ao meu lado. No meu coração”, rematou.
O evento, promovido pelos municípios da Área Metropolitana do Porto, pretende, todos os anos, fomentar as redes de solidariedade e de convívio daquela geração, celebrando a experiência de vida dos avós.
Manuel Pereira, que integrava o grupo de Santa Maria da Feira, descrevia o convívio como “agradável e muito justo” e que o mesmo serve para “celebrar a experiência de vida, partilhar o dia entre avós e netos, reconhecer o valor da sabedoria adquirida ao longo dos anos, não apenas nos livros, nem nas escolas, mas no convívio com as pessoas”. Quanto a netos, “tenho três” e assume que “os filhos são filhos, os netos são netos”, mas são uma “parte muito bonita na nossa vida”, lamentando que estes “nem sempre se lembram de nós”, concluiu. 

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