Projectos de resolução apresentado na Assembleia da República
Os Verdes e CDS querem medidas para acabar com cheiro do “casqueira”
13-07-2017
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O Partido Ecologista Os Verdes (PEV) e o CDS, por iniciativa do deputado João Almeida, apresentaram na Assembleia da República dois projectos de resolução que recomendam ao Governo que tome medidas «urgentes necessárias» à resolução do problema ambiental do cheiro do “casqueira”, que se arrasta há vários anos.
Ambas as iniciativas sublinham que o mau cheiro está associado à laboração de duas empresas de transformação de subprodutos de origem animal, localizadas em Arrifana (Santa Maria da Feira), sendo que este problema afecta não só a população de S. João da Madeira, como, dependendo dos ventos, se faz sentir em S. Roque, no concelho de Oliveira de Azeméis, ou Arrifana, Fornos, Mosteirô e Escapães, no município da Feira.
No projecto apresentado pelo deputado da Assembleia da República João Almeida, o CDS exige medidas para que de «forma definitiva, se proporcione às populações afectadas a qualidade de vida que merecem e a que têm direito».
Por seu lado, Os Verdes consideram que «se é reconhecido o valor económico [das empresas em questão] e a riqueza que cria em postos de trabalho, não é menos verdade que os maus cheiros ultrapassam em muito a intensidade e o raio de um quilómetro que os seus administradores dizem alcançar».
Os dois partidos sublinham que este é um problema que se arrasta há décadas, lançando esta iniciativa numa altura em que o Parlamento se prepara para apreciar a petição «Cheiro a Casqueira, não!».
As duas forças políticas recordam a iniciativa do município de S. João da Madeira ao criar o Odourmap, aplicação onde as populações podiam denunciar episódios de mau cheiro relacionados com actividades económicas que, em seis meses, de Junho a Novembro de 2014, registou um total de 260 queixas, identificando o cheiro como «odor de carne putrefação/gorduroso/nauseabundo», que foi denunciado como «extremamente incomodativo» e de intensidade «muito forte».
Em comunicado, o CDS aponta que «as populações afectadas não podem continuar a aguentar este fardo, verdadeiramente insustentável e que, com razão, origina indignação generalizada da população que, assim, vê afectada a sua qualidade de vida», acrescentando que «o mau cheiro oriundo das fábricas em questão constitui-se como foco decisivo de degradação do ambiente de uma cidade que, legitimamente, ambiciona e tem o dever de cuidar e promover o ambiente, a saúde e a qualidade de vida dos seus habitantes».

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