Desmente rumores da sua saída
Padre Domingos Milheiro quer “voltar à rotina logo que possa”
13-07-2017 | por António Gomes Costa
O padre de S. João da Madeira, que se encontra afastado das lides da paróquia há alguns meses por motivos de saúde, desmente rumores que anunciam a sua saída das tarefas religiosas. Domingos Milheiro desmente e considera tratar-se de “vozes que não têm razão de ser”. O tempo agora é de cumprir as ordens médicas, descansar e de continuar num “ativo mais baixo” a dar resposta às suas obrigações de pároco da freguesia com a colaboração de um pároco das Missões.
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“Quero voltar à rotina e logo que possa volto. A saúde tem destas incertezas e indefinição”. Foi desta forma que Domingos Milheiro, pároco de S. João da Madeira, se pronunciou relativamente à sua contínua ausência ao serviço da igreja por motivos de saúde.
Quanto aos rumores que correm na cidade, que anunciam que o chefe máximo da igreja sanjoanense não irá voltar a assumir os destinos da paróquia e que inclusivamente irá para as Missões de Cucujães, refere que “são vozes que não têm razão de ser” e que não vai para as missões, “pois não sou missionário”, esclarece.
O abade foi aconselhado pelos médicos a descansar durante alguns meses. E assim tem feito e vai continuar até se sentir melhor. “Tenho que respeitar o pedido dos médicos e cumprir rigorosamente toda a medicação”.
Apesar de reconhecer que “não estou com o poder para fazer todo o serviço da Igreja”, vai ocupando o seu tempo com “leituras espirituais, tenho o meu tempo de oração, vou concelebrando todos os dias” e, apesar de mínimas, “vou fazendo algumas tarefas na igreja”.
Com 75 anos de idade, e 18 dedicados à paróquia de S. João da Madeira, a “saúde debilitada” de Domingos Milheiro tem sido nos últimos meses um forte inimigo que o tem acompanhado, ao ponto de o pároco não querer fazer previsões para o seu regresso. “Não é minha intenção nem desejo abandonar a Igreja”, pois “todos os dias estou a concelebrar a missa” e, sempre que possível, “tenho celebrado” as eucaristias, o que tem acontecido sempre que existe “alguma falta”, revela Domingos Milheiro.
Apesar das limitações, o pároco não escondeu a sua boa disposição. “Estou a viver apenas uma fase onde me encontro com o ativo mais baixo”.
Recorde-se que este afastamento ficou a dever-se a um “grande cansaço cerebral”, uma vez que Domingos Milheiro “não tirava férias desde que veio para esta paróquia” e, no final de 2016, estava com “poucas forças para acompanhar todos os serviços da igreja”, revelou na altura uma fonte próxima do pároco a ‘O Regional’.
De salientar que Domingos Milheiro foi ordenado padre em 1974, na diocese do Porto. Trabalhou em Eiriz, Sanfins, Paços de Ferreira e Alpendorada e, antes do 25 de Abril de 74, esteve em Timor. Chegou a S. João da Madeira em Novembro de 1998.
Os serviços religiosos estão a ser asseguradas neste momento em S. João da Madeira por Domingos Milheiro e por outro celebrante das Missões de Cucujães.

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