Questões da Nossa Cidade DCCXXX
16-06-2017 | por Adé
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I - O imprevisto divórcio do PSD e Ricardo Oliveira Figueiredo
Eram 7h10 do dia 8 de Junho quando, a caminho do Fórum Municipal e preparado para participar em mais um passeio para idosos são-joanenses,  fui informado por pessoa minha conhecida que o actual Presidente da Câmara Municipal, Ricardo Oliveira Figueiredo, já não era o candidato da lista da coligação PSD-CDS para as eleições autárquicas que terão lugar no próximo dia 1 de Outubro de 2017! Que bomba, pensei!
É claro que, aos poucos, esta notícia passou a ser comentada entre a maioria dos idosos que, frente à sede da Junta de Freguesia esperavam ordens para subirem para os respectivos autocarros com destino a Mirandela e Valpaços. E não foram poucas as especulações feitas em redor da surpreendente notícia do dia.
Confesso que, no decorrer do passeio, nunca me desliguei deste melindroso assunto, de forma a poder informar-me do motivo que originou o divórcio de um casamento (PSD/Ricardo Figueiredo) que se pensava duradouro.
O que se sabe agora é aquilo que eu já tinha previsto num dos meus artigos. Ia haver dificuldades na elaboração da lista da coligação, se o CDS fizesse - como era expectável supor-se - as exigências políticas para a sua participação. Se as exigências do CDS não foram a causa principal da rotura - porque contentou-se com posições relevantes na lista para a Assembleia Municipal - sabe-se que o Presidente do Município, Ricardo Figueiredo, terá esticado demasiadamente a corda, quando propôs a colocação do Presidente da Concelhia do PSD, Dr. Paulo Cavaleiro, para ser o n.º 4 da sua lista, colocando como n.º 2 um conhecido empresário da C.E.I.!
É mais que evidente que o PSD não podia concordar com uma tal lista, com três independentes nos três primeiros lugares e o Dr. Paulo Cavaleiro em 4.º! Seria humilhante para o PSD! E, ao que parece, o presidente Ricardo Figueiredo não levou isso em consideração e a corda partiu-se do lado mais fraco, pois os membros da comissão política do PSD são todos pró/Cavaleiro, como se sabe.
Julgo que houve pouco diálogo entre os PSD’s e Ricardo Figueiredo para a elaboração da lista para a Câmara Municipal e há quem fale em fortes divergências entre os envolvidos,desde o tempo da eleição intercalar,  que foram sendo escondidas da opinião pública! E agora? Perguntarão os leitores! Pois, já houve uma segunda  consequência, para além do divórcio anunciado: a exoneração de Ricardo Queirós do cargo que exercia no nosso município, próximo do Presidente da Câmara. O que não me surpreende, uma vez que Ricardo Queirós manifestou-se contra as pretensões de Ricardo Figueiredo! E não havendo confiança política na pessoa, o melhor é dispensá-la da função e foi o que fez Ricardo Figueiredo. Tem todo o direito, embora se possa pensar em vingança.
Estará, neste momento, o PSD local atarefado na procura de um candidato credível, com perfil ganhador, porque a tarefa não vai ser fácil! Não é todos os dias que se encontram candidatos como o Dr. Castro Almeida ou mesmo como o Ricardo Figueiredo, cujo nome é respeitado e tem peso entre gente da minha geração, que conheceu o seu avô, António de Oliveira Figueiredo!
Quando se diz que o Dr. Paulo Cavaleiro não está interessado em avançar, olha-se para o universo político do PSD e o que vemos? O Dr. Bernardo Azevedo e.... mais ninguém!
O certo é que esta situação inesperada do PSD veio abrir grandes expectativas entre as hostes do PS, que tem que fazer os mínimos para dar luta e aproveitar este deslize do seu principal adversário político.  
Conseguirão os dirigentes políticos do PS unir o partido em volta deste projecto, ou vai continuar a dividir para... perder de novo?

II - Por que será?
Sim, por que será que apenas nos círculos eleitorais é que os partidos se dão conta das deficiências e carências nos vários lugares da nossa cidade?
Sim, por que será, que apenas próximo das eleições, os partidos políticos locais descobrem os passeios estreitos ou ocupados pelas árvores, no lugares como a Devesa Velha ou Casaldelo?
Sim, por que será que os partidos se esquecem dos bairros da periferia e de habitação social durante os anos entre eleições, não fazendo visitas nesses mesmos lugares, para auscultarem as opiniões dos que lá vivem?
 Sim, por que será que nunca reparam nas descriminações feitas, por exemplo, no arranjo dos floridos canteiros públicos no centro e em seu redor do centro da cidade, quando na periferia e nos bairros de habitação social são os moradores que têm a responsabilidade de os manter arranjados?
Sim, por que será, que a relva nos espaços públicos da cidade é cortada semanalmente no centro e em seu redor e nos espaços verdes nos bairros da periferia e de habitação social é tratada de seis em seis meses, com os passeios com relva com altura inadmissível, que mais parecem matagais?
Sim, por que será que em cidades em que o serviço de jardinagem é feito por empresas privadas contratadas pelo município, não se notam essas descriminações e, na nossa cidade, que tem um serviço de jardinagem municipal, isso é cada vez mais evidente?
Sim, por que será, que a abstenção consegue sempre o melhor resultado em recorrentes eleições? Não será pela desconfiança dos que fazem da política um aproveitamento pessoal?

III - Passeio dos idosos
A Junta de Freguesia está de parabéns por ter escolhido locais tão lindos para o passeio deste ano (Mirandela e a Quinta da D. Adelaide).
Termos viajado para o alto de Trás-os-Montes foi uma esplêndida ideia, com passagem pelo túnel do Marão!
O passeio deste ano não leva ainda nota máxima porque houve ainda pequenas falhas, que apenas aconteceram por falta de atenção. A Junta não se deve abstrair da sua função de organizador do evento, enquanto não regressa! Ter deixado de assumir a responsabilidade na distribuição do lanche, foi motivo de desacerto que motivou desagrado geral! E poupar na salada foi péssimo e de mau gosto. Tem que haver mais profissionalismo!
No resto, esteve bem na ementa, no convívio e na presença do actual Presidente da Câmara Municipal, que recebeu visível carinho dos idosos presentes.
Por fim, uma palavra de reconhecimento aos jovens que fizeram de guias, que animaram a festa e estiveram à altura das tarefas. Muito bem! Uma viagem para recordar!

Comentários
Anónimo | 17-06-2017 00:33 Quem muito escreve...
Continua muito chato senhor Adé.
O senhor e o rapaz do Biloco da esquerda estão bem metidos.
Então senhor Adé com tanta pobreza nos velhinhos e o senhor acha bem que a junta os leve para tão longe com uma parte deles com problemas de saúde. Dá-se vinho e comida para encher. Que maldade senhor Adé.
O senhor é mesmo um grande chato que nunca se dedicou a trabalhar em prol da comunidade e fala de coisas que não percebe.

Maria Fernanda Resende Moreira
Anónimo | 17-06-2017 00:22 O sr. adé não vai às assembleias
Há partidos que têm falado nos lugares, nos bairros e noutros problemas ao longo do mandato e agora já estão a dar a segunda volta. Sabe o que é segunda volta senhor Adé? é pena que o senhor não vá às Assembleias.

Há uma força politica que levantou em 2014: o problema de 9 casas da Devesa Velha sem moradores e mais de 30 na Mourisca; problemas do bairro do Orreiro; problemas da Praça Poder Local; problemas do Parque N. Senhora dos Milagres, do hospital, do Parrinho, das Fontaínhas, das 35 horas, e da linha do Vale do Vouga.
E essa força politica levantou em 2015 assuntos: das rendas dos bairros sociais, dos telhados dos 4 edificios sociais da Caixa Nacional de Pensões, da Devesa Velha, da Rua do Sobreiral, do Centro de Saúde, do acesso à Seg. Social, do Mercado Municipal, da Rua das Fontaínhas, das piscinas interiores, do Pavilhão das Travessas, da Segurança da Prancha da Piscina, da Situalção de desleixo do Parque ferreirqa de Castro.
E em 2016: ....
José Ferreira

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