Presidente da Câmara defende que se deve “simplificar a paisagem”
Obra do Parque Ferreira de Castro suspensa para revisão do projecto
16-06-2017 | por Joana Gomes Costa
A obra de requalificação do Parque Ferreira de Castro foi suspensa até que esteja concluída a “revisão ao projecto de arquitectura paisagística”. A informação foi avançada por Ricardo Figueiredo na reunião de Câmara desta semana, depois da vereadora socialista Teresa Correia ter alertado para o “verdadeiro caos” que se encontra aquele espaço verde. O presidente da autarquia defende que se deve “simplificar a paisagem”.
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No período antes da ordem do dia da reunião de Câmara da última terça-feira, a vereadora do PS, Teresa Correia, levantou a questão da obra de requalificação do Parque Ferreira de Castro. Questionando o ponto de situação desta empreitada, alertou para o “verdadeiro caos” que se sente no local, numa situação que classificou de “muito aflitiva”.
Em resposta, o presidente da Câmara Municipal de S. João da Madeira, Ricardo Figueiredo, avançou que, após a visita feita à obra no âmbito das comemorações do 16 de Maio, regressou ao local por mais duas vezes, tendo resolvido “suspender a obra e fazer uma revisão ao projecto de arquitectura paisagística”, uma vez que “algumas soluções que pareciam interessantes em planta”, quando colocadas no terreno, “revelaram-se não ser as ideais”.
“Mais vale parar, pensar e tomar acções correctivas”, defendeu Ricardo Figueiredo, acrescentando que espera que a obra seja interrompida “por um curto espaço de tempo”.
Embora sublinhe que as alterações estão ainda em estudo, o autarca avança que o objectivo “é fazer a contenção das escorrências de águas pluviais sem que haja impacto visual demasiado notório”. Assim, perspectiva que essa contenção seja feita “não com muros de pedra, mas com canais de drenagem, charcas e muretes” em pedra mas “com a mesma estética” dos muros que delimitam o próprio parque. Das pedras de grande dimensão que entretanto já foram colocadas neste espaço, apenas um muro se deverá manter, sendo que, segundo adiantou o edil, as restantes deverão ser usadas na obra de ampliação do Parque Urbano do Rio Ul para sul, solução que terá sido já debatida com o arquitecto Sidónio Pardal.
Ricardo Figueiredo defende que a paisagem do Parque Ferreira de Castro deve ser “o mais natural possível”, apontando como um problema a existência neste espaço de “um conjunto de equipamentos com linguagens e estéticas completamente diversas” e que “não se articulam”. “Devemos simplificar a paisagem”, sublinhou.
O vereador Ricardo Silva recordou que o PS já havia defendido que “do ponto de vista estético e de arquitectura o projecto era uma aberração”, tendo até levantado questões quanto à segurança do uso de muros de pedra daquela dimensão próximo do recinto de jogos. E embora o partido se congratule com a opção de suspender a obra e rever o projecto, o socialista lamentou “o tempo que se perdeu”.
 

Comentários
Anónimo | 17-06-2017 06:29 IMPORTANTE NÃO ESQUECER
1 - É necessário uma melhor solução para os WC, porventura fazer uns novos, próximos do café e que seja o concessionário do café a garantir a sua manutenção.
2 - O coreto deve ter obras de restauro e ser valorizado daqui para o futuro com a promoção de iniciativas principalmente de Verão.
3 - Não importa os "calhaus" se houver uma boa drenagem das águas, um bom projeto de ´hidraulica é importante.

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