Coleccionadores do Núcleo de Arte da Oliva também foram premiados
Museu do Calçado conquistou três prémios e uma menção honrosa
16-06-2017 | por Joana Gomes Costa
O Museu do Calçado esteve em destaque nos prémios atribuídos pela Associação Portuguesa de Museologia (APOM), conquistando três prémios (Incorporação; Aplicação de Gestão e Multimédia; Inovação e Criatividade) e uma Menção Honrosa de Melhor Museu do Ano. Também os coleccionadores Richard Treger e António Saint Silvestre, cuja colecção reside no Núcleo de Arte da Oliva Creative Factory, foram premiados pela APOM, na categoria em que Norlinda e José Lima receberam uma Menção Honrosa. Para o presidente da Câmara “estas distinções mostram a cultura de S. João da Madeira a impor-se a nível nacional”.
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Os prémios da Associação Portuguesa de Museologia (APOM) 2017, cuja cerimónia de entrega decorreu no passado dia 9, receberam candidaturas de 132 museus portugueses, sendo que o Museu do Calçado, inaugurado em Novembro de 2016, no edifício da Torre da Oliva, em S. João da Madeira, esteve em destaque, conquistando três prémios e uma Menção Honrosa.
O Museu do Calçado recebeu o prémio de Incorporação (que distinguiu a integração de bens culturais no acervo do museu, referindo-se concretamente à colecção de sapatos da empresa LUSOLINDO); Aplicação de Gestão e Multimédia (referente à qualidade dos produtos multimédia usados nas nossas exposições e que ajudam a contextualizar os seus objectos, promovendo e facilitando o conhecimento); e Inovação e Criatividade (que distinguiu o museu sanjoanense como o mais inovador e criativo em todas as áreas da sua actividade, da investigação à incorporação, do inventário à conservação, da exposição ao serviço educativo, dos produtos da loja à comunicação).
A Menção Honrosa de Melhor Museu do Ano distingue o Museu do Calçado enquanto instituição que preserva colecções representativas da identidade local, regional ou nacional, que contribui para o avanço do conhecimento da museologia, contribuindo para o desenvolvimento social e equilíbrio ambiental e promovendo a educação e formação de diferentes grupos sociais e que cumpre com todas as suas funções museológicas.


Coleccionadores distinguidos

A par com o Museu do Calçado, também as colecções do Núcleo de Arte da Oliva Creative Factory estiveram em destaque na edição de 2017 dos Prémios da APOM.
António Saint Silvestre e Richard Treger, cuja colecção de Arte Bruta e Singular está em depósito no Núcleo de Arte da Oliva desde 2013, receberam o Prémio Coleccionador.
Relembre-se que a Colecção Treger/Saint Silvestre é constituída por mais de 1000 obras de 250 artistas e compreende um grande núcleo de Arte Bruta, assim como as obras-primas de Arte Outsider Internacional e de Arte Singular Europeia. A sua natureza torna-a única no contexto da Península Ibérica e rara na Europa.
Os coleccionadores Norlinda e José Lima foram também distinguidos nesta categoria, com uma Menção Honrosa. De salientar que esta é uma das maiores colecções de arte contemporânea privadas de Portugal, tendo sido iniciada por José Lima na década de 1980. Presentemente é formada por cerca de mil obras de arte contemporânea onde estão representados mais de 250 artistas nacionais e internacionais. Estando em depósito no Núcleo de Arte da Oliva, a colecção Norlinda e José Lima tem sido a base para a criação de um núcleo de arte contemporânea de S. João da Madeira.

Reconhecimento nacional

Para o presidente da Câmara Municipal, Ricardo Figueiredo, “estas distinções mostram a cultura de S. João da Madeira a impor-se a nível nacional”.
“São o reconhecimento nacional do trabalho que estamos a fazer nos nossos museus e do trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos na consolidação das colecções Treger/Saint Silvetre e Norlinda e José Lima”, afiança o autarca, dirigindo também os votos de “parabéns aos coleccionadores”.
Na reunião de Câmara desta semana, os vereadores do PS congratulou-se com os prémios atribuídos ao Museu e aos coleccionadores, dirigindo felicitações a todos os que colaboram directamente com estes equipamentos culturais da cidade.

Comentários
Anónimo | 16-06-2017 14:18 A Cultura na Cidade
Quem se recorda como era a nossa cidade a 16 anos atrás, relativamente a infra-estruturas culturais (quase inexistentes) e vê o que temos agora, temos que concordar que foram dados passos gigantescos, que nos aproximou dos níveis das cidades do grande Porto! Hoje temos razões para estarmos orgulhos com as ofertas culturais do nosso pequeno concelho! Já não somos uma cidade de incultos, como chegamos a ser conhecidos pêlos habitantes dos nossos vizinhos mais próximos, num passado recente!

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