Avaliação da situação contratual
Bloco de Esquerda desafia câmara a revelar número de trabalhadores precários na cidade
18-05-2017 | por António Gomes Costa
Os trabalhadores precários na Administração Pública e no sector empresarial do Estado podem, desde a passada quinta-feira, pedir a entrada nos quadros, o que só acontecerá em 2018. Moisés Ferreira, deputado do Bloco de Esquerda (BE), desafiou o município a revelar o número de trabalhadores precários existentes no município, garantindo também que esta medida terá um “impacto positivo” sobre muitos trabalhadores sanjoanenses.
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Os trabalhadores precários da Administração Pública e do sector empresarial do Estado podem, desde a passada quinta-feira e até 30 de Junho, pedir a avaliação da sua situação contratual, com vista à entrada nos quadros, através um requerimento disponível no site do Programa de Regularização Extraordinária dos Vínculos Precários na Administração Pública e no sector empresarial do Estado, ou em papel, no local de trabalho. “É o resultado de uma luta do BE que agora está, finalmente, em vigor com impacto positivo. Existe uma janela para os trabalhadores precários em S. João da Madeira, quer seja nas escolas, Centro de Saúde, Hospital, ou no próprio Instituto de Emprego e Formação Profissional”, uma vez que “existem vários trabalhadores precários e contratos de inserção que têm que ser regularizados”, referiu Moisés Ferreira, deputado do BE, em conferência de imprensa, na passada sexta-feira, dia 12, junto do Centro de Emprego de S. João da Madeira.
O deputado lembra a importância de “anexar toda a documentação que prove que esses trabalhadores têm uma vinculação com a empresa” e reforça que a precariedade é um tema muito importante para o BE. “Temos que ter um país onde se dignifiquem os trabalhadores e as relações de trabalho”, defendeu.
Moisés Ferreira deixou ainda um desafio a Ricardo Figueiredo, Presidente da Câmara de S. João da Madeira, para que “siga o exemplo do que está a ser dado pelo BE, a nível central, e pelo exemplo agora dado pelo Governo, que abra um processo de regularização de vínculos precários na administração local que existam no município”. Lembrou aos jornalistas o processo de despedimento, por parte do município, do trabalhador responsável pelo Centro de Leitura Especial da Biblioteca Municipal de S. João da Madeira. Vítor Ferreira foi, desde o início, o responsável e impulsionador do projecto, tendo estado a trabalhar durante todo este tempo ao abrigo de vários programas de estágio ou outros programas, como o CEI. Para o deputado, este é apenas um dos exemplos do trabalho precário que o município promove. “Não sabemos ao certo quantos são” e desafio o município para afirmar publicamente quantos trabalhadores precários existem e que “diga, publicamente, se aceita, ou não, esta regularização dos trabalhadores precários”, concluiu.
Nesta avaliação, os professores ficam de fora, por se encontrarem abrangidos por um concurso de vinculação extraordinária, assim como os trabalhadores da Administração Local.

Comentários
Anónimo | 21-05-2017 17:09 Os BEs são uns grandes desafiadores
Desafiam às segundas de 30 em 30 dias e nos outros dias vivem de costas voltadas. Como se está a chegar às eleições cá chegam. Um diz-se sanjoanense mas foi e é candidato na Feira e o outro é mesmo da Feira.
Assim vão estes dois BEs.
Anónimo | 20-05-2017 23:42 O que o faz correr?
De repente o rapaz passa por cá e, com mais um ou dois, faz um comunicado ou uma conferência de imprensa. Até parece que está na luta. Quem está no terreno a lutar, a tentar levar as coisas para que se chegue a bom porto fica apagado perante tanta "luz". Esta gente erradia a razão. Este Moisés pensa mesmo que tem poderes biblicos. Pobre moço tão convencido.
Estes BEs não são muito iguais aos UDPs.

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