Município «repudia» teor do alerta da associação
Ani São-João alerta para desratização sem sinalização, Câmara desmente
18-05-2017
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A Ani São-João remeteu às redacções um alerta sobre uma alegada acção de desratização sem sinalização. Na nota, a associação alertava a «a população com crianças ou animais de estimação para terem o maior cuidado com estes quando passearem em locais públicos ou jardins da cidade», alegando que «foram avistados funcionários da Câmara Municipal a colocar veneno de ratos em vários locais, sem sinalizarem os mesmos, conforme obrigação legal para acautelar a saúde pública». «As crianças e os animais, pela sua natureza curiosa, podem ingerir estes pequenos pedaços de veneno, o que causará prejuízos irremediáveis na saúde e até vida de ambos», pode ler-se na nota, que termina acrescentando que a associação já teria tido «a oportunidade de contactar pessoalmente um membro do executivo camarário a quem expressamos a nossa indignação e exigimos que fossem tomadas medidas urgentes de sinalização dos espaços onde o veneno se encontra».

Câmara «repudia» teor do alerta


Contactada sobre esta matéria, a Câmara informou que «repudia, por totalmente falso» o «teor» deste alerta emitido pela Ani São-João.
Mais informa o município que «no âmbito das suas competências e atribuições, a Câmara Municipal promove com uma periodicidade regular operações de desratização que procuram acautelar as questões de saúde pública em matéria de potenciais focos de contaminação e de doenças resultantes da presença de roedores, vulgo, “ratos” e/ou “ratazanas”» e que, para o efeito, como procedimento anual, foi promovido «um procedimento concursal, tendo em vista a adjudicação de uma prestação de serviços nesta área a empresas especializadas e credenciadas para o efeito»
«As empresas em causa, realizam as operações de acordo com as melhores técnicas e práticas disponíveis, recorrendo a pessoal técnico com formação e experiência adequadas para o efeito», garante a autarquia, acrescentando que «os locais objecto da operação são sempre devidamente identificados, como sucedeu na recente intervenção», salvaguardando que «a operação contempla processos e métodos diferenciados consoante se trate de áreas de acesso público ou áreas restritas».
«Assim, quando se trata de terrenos que o comum do cidadão identifica como “baldios”, mas que se encontrem completamente preenchidos por silvados - logo inacessíveis -, a colocação do produto obedece a determinados parâmetros diferentes daqueles que resultam de áreas livres públicas, sejam parques, jardins ou outros espaços públicos, equipamentos incluídos», pode ler-se na informação da Câmara, que acrescenta ainda que «estas operações visam – tão só – assegurar a eliminação de todos os animais nocivos à saúde e salubridade públicas, mas sempre sem prejuízo da salvaguarda de pessoas e bens, que é garantida através dos meios utilizados».
Assim, o município «repudia o teor alarmista da “nota” emitida, porque totalmente infundado quanto aos seus pressupostos e factualidade descrita», garantindo que a população do concelho pode «ficar completamente tranquila quanto à utilização do espaço público em condições de segurança, como aliás, não podia deixar de ser garantido pelo Município».
O município informou ainda ter tido conhecimento deste alerta através do contacto dos órgãos de comunicação social e que «a Ani São-João não comunicou sobre o assunto com a Câmara Municipal antes de lançar o referido alerta». «Constata-se que o envio aos jornais da mensagem da Ani São-João ocorreu às 11h20 desta quarta-feira, muito antes de duas representantes da entidade terem reunido, por volta das 15h00, com o presidente da Câmara, abordando a questão, mas sem referirem a emissão do referido alerta, do qual a Câmara só teve conhecimento pela comunicação social», informou a autarquia.

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