Questões da nossa Cidade - DCCXXIII
20-04-2017 | por Adé
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I - Enfim, candidatos!
No jornal “O Regional” da passada semana vinham divulgados alguns nomes de candidatos que irão fazer parte das listas dos partidos e coligações políticas que concorrerão às próximas eleições autárquicas do dia 1 de Outubro p.f.
Os nomes indicados como candidatos pela Coligação da CDU, eram, à partida, nomes prevísíveis e, por isso, sem grandes surpresas. A professora Rita Mendes para a Câmara Municipal,  o eng. Jorge Cortez pela Assembleia Municipal e  a jovem Joana Dias para a Assembleia de Freguesia. São estes os principais nomes que irão tentar garantir a representatividade da Coligação nos três órgãos autárquicos do nosso Concelho. A tarefa não é fácil, reconheço, mas nada que a CDU não esteja habituada a enfrentar, contando com o seu sempre fiel núcleo de militantes.
O PS - embora ainda não tenha sido oficialmente anunciado - terá como candidato à Câmara Municipal o Dr. Jorge Sequeira, que tinha já assumido essa mesma posição nas eleições autárquicas de 2005, quando era ele o presidente da Concelhia local do PS.
Para mim foi uma meia surpresa, embora se falasse, de há muitas semanas a esta parte, de um possível triunvirato formado por três figuras que, curiosamente, vivem aqui na cidade, mas trabalham todos eles na cidade invicta do Porto. Mas, pelos vistos, desse triunvirato, apenas o Dr. Jorge Sequeira terá dado o passo em frente.
O nome escolhido não é, pelo que tenho ouvido, um candidato consensual. Não apenas por ter estado do lado contrário na defesa da construção da nova piscina da forma como defendia o PSD, mas também por nunca ter demonstrado, em nenhuma ocasião, apoio ao anterior presidente da Concelhia, Dr. Luís Ferreira.
Esperava-se que a tarefa de unir o partido, nesta fase de indecisão e transição,  fosse uma prioridade do actual presidente da Concelhia, Dr. Rodolfo Andrade. Mas, como se tem verificado, o afastamento da Comissão Política tem sido total, notado pela inexistência da intenção de promover reuniões ou assembleias com os militantes do partido, para ajudar a sarar feridas políticas, auscultando as diversas opiniões e agir em conformidade com as mesmas. Infelizmente isso não aconteceu apenas por incúria de quem dirige.
Hoje existe uma Concelhia do PS devidida entre facções políticas de interesses e promoção pessoal.
Relativamente a outros nomes para encabeçar as listas do PS, falou-se no nome do Dr. João Carlos Silva (outro dos nomes do triunvirato), para a lista da Assembleia Municipal, que terá já desmentido essa possibilidade, evocando afazeres profissionais. Ficando aberta a possibilidade de vir a ser preenchido o lugar com o nome do Dr. Rodolfo Andrade.
Quanto à Drª. Helena Couto, é quase certo que vai continuar a ser a candidata do PS pela Junta de Freguesia. Porque, como é óbvio, ninguém arriscará tirar como cabeça de lista uma pessoa que ganhou, surpreendentemente, a Junta de Freguesia ao PSD em 2013, que tinha, na altura, um candidato fortíssimo, como o era Carlos Coelho.
Sobre o Bloco de Esquerda, o Movimento SJ/Sempre e a Coligação PSD-CDS, nada mais se sabe por ora. É de crer que a falta de pressa da coligação PSD-CDS em anunciar os nomes,  se prenda com o facto de não estar interessado em fazer de imediato o pedido de suspensão temporária do mandato de Ricardo Figueiredo, se for ele, como se espera, o candidato da Coligação.
A minha curiosidade é, por agora, a de saber qual terá sido a capacidade de negociação do CDS para obter ou não um lugar elegível na lista da coligação que estará a ser formada de novo! Se irá continuar a ter a mesma posição de subserviência e irrelevância política local, como aconteceu aquando da anterior coligação, ou se irá exigir, como lhe compete, uma maior visibilidade nos lugares das listas e nas decisões municipais.

II - Será justo?
Perante um enorme número de “queixas” em conversas de cafés sobre o facto das pessoas que vão ao nosso hospital, para consulta ou tratamento, não encontrarem lugares para o estacionamento de suas viaturas nos vários parques internos da referida unidade hospitalar,  alguém decidiu investigar. E o que foi que descobriu?
Que uma grande parte das pessoas que frequentam os seis cafés existentes na proximidade do nosso hospital, para não pagarem estacionamento na via pública, levam os seus respectivos automóveis para os parques do hospital, ali os deixando em segurança e sem custos.
Será isso justo para os utentes do nosso hospital, que têm que deixar o carro na rua e pagar eles o estacionamento, quando andam outros a abusar da utilização do estacionamento no interior do espaço hospitalar? A quem compete fiscalizar esta injusta e abusiva utilização do estacionamento?

III - A diferença entre a propaganda e a realidade
Li n’“O Regional” do dia 6 de Abril, que a Câmara Municipal tinha agora um serviço de video-intérprete para atendimento ao munícipe através de Língua Gestual, que iniciaria no começo de semana. E fiquei feliz, pelos surdos-mudos da cidade, porque assim teriam ao seu dispor uma forma prática de comunicação.
Nem de propósito! No passado dia 12 de Abril, tive que ir à Câmara Municipal e perguntei se o tal serviço de atendimento e de linguagem gestual estava a funcionar bem. Fui surpreendido pela dura realidade. Uma coisa é a propaganda realizada sobre aquilo que se pretende fazer passar para a opinião pública; e a outra, é a realidade da funcionalidade daquilo que se propagandeou, que ainda não existe, não funciona e não saiu da simples intenção de se fazer um dia... quem sabe se, por conveniência, mais próximo  da data das eleições?

Comentários
Anónimo | 20-04-2017 15:10 Correção
Não Sr Adé, este membro do triunvirato (expressão sua) não foi candidato à câmara em 2005. Ele nunca foi candidato à CM. O PS sempre entendeu, e bem, que ele não reunia o perfil. Este ano, como não há mais ninguém e é para perder, deve servir!
Anónimo | 20-04-2017 12:09 Menos mal ...
Ainda bem que alguém se impôs no PS.
Assim podemos pensar que as piscinas e o investimento não serão bloqueados e o Adé ficará menos contente.

José Pacheco Ferreira

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Anónimo