I Estágio de Orquestra de Sopros
Concerto de encerramento
20-04-2017 | por I.G.
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No início, as cadeiras alinhadas, num palco ainda vazio. A sala cheia, o ar transbordante de expetativas cruzadas de indisfarçados nervosismos que trespassavam da cortina que circundava o espaço ingénuo do concerto por começar.
Depois os músicos (alunos) entram, ordenados, cuidados, elegantes, com promessas nos olhares cúmplices, alguns quiçá tremules mas paradoxalmente seguros, alicerçados nos professores (convidados) e na imponência do Maestro convidado Fernando Marinho que irrompe, numa áurea fulgente que, simultaneamente, assossega e inquieta.
E a música acontece.
Soltam-se notas musicais derramadas por flautas, oboés, fagote, clarinetes, saxofones, trompas, trompetes, trombone, eufónio, tuba, violoncelos e percussão. O sublime piano, depois. A combinação de ritmo, a harmonia e melodia. Polifonia. A simbiose perfeita da organização temporal de sons e silêncios. Encanto. Enaltecimento. Entrega. Arte.
O Programa: Flourish – Ralph Vaughan Williams; The Sun Will Rise Again – Philip Sparke; A Litle Tango Music – Adam Gorb; Serenade - Derek Bourgeois (repetida, no final); First Suits Gustav Holst; Requiem – David Maslanka.
Ao longo de mais de quarenta e cinco minutos viveram-se momentos de inquestionável talento musical. E foram tantos os merecidos aplausos, entrecruzados com suspiros que se soltaram imberbes dos peitos desinquietos de pais, professores, familiares, amigos e amantes da música. Quem esteve presente, vibrou, contagiado, não tivesse Ela (a música) origem divina…
Foram quatro os dias do I Estágio da Orquestra de Sopros dos Alunos na Academia de Música de S. João da Madeira. Foi, com toda a certeza, um crescendo na aquisição de competências, de saberes e de técnicas. Também de convivência e partilha solidária - estamos convictos. Disso fez referência José Resende, Diretor da Academia de Música, num testemunho indelével da experiência que se quererá repetir.
Culminou assim, de forma sublime, o concerto. As sensações que motivou poderiam caber no maior e mais eloquente poema do mundo. Mas levámo-las todas connosco, preservando egoisticamente o prazer, só nosso, de as guardar no mais recôndito recanto do nosso ser, usando-as, em distintas memórias.
Parafraseando Friedrich Nietzsche: Sem a música, a vida seria um erro. Não queremos que a nossa o seja.
Obrigada, Academia de Música de S. João da Madeira!
 


 

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