Reflexos
No regresso ao melhor da Ana Rodrigues
13-04-2017 | por Fernando Moreira
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Simplesmente extraordinário. Naquele que será porventura um dos mais críticos  momentos de infeliz distanciamento directivo na história da AEJ quanto ao apoio (do ponto de vista da logística) aos seus nadadores, a Ana Rodrigues “responde” ao melhor nível e da classe que há muito se lhe reconhece.
Com efeito, a nadadora da AEJ estabeleceu um novo máximo nacional absoluto (31,35 seg.) na distância/disciplina dos 50 Mts Bruços nos recentes Campeonatos Nacionais de Natação de Coimbra, um recorde que persistia há oito anos, superando agora a marca de 31,60. Mas, porém, a Ana não se ficaria por ali, alcançando com invulgar brilho vitórias categóricas nos 50 e 100 Livres, 50 Mariposa e mais um honroso bronze em 100 M Bruços, curiosamente a distância de bruços que a levaria aos Jogos de Londres. Excelente esta prestação da nadadora sanjoanense a fazer vibrar os milhares de entusiastas presentes no Complexo da mais bela piscina olímpica do país.
O efeito destes belos triunfos da Ana Rodrigues vividos por mim no recato da devida discrição dum juiz de cais integrando a Arbitragem/Júri da Prova – surtir-me-iam satisfação particular pelo seu desempenho nos 50 Mariposa. Afinal, prova de muito especial significado na carreira do também sanjoanense Diogo Moreira, afastado das piscinas por força de uma nova vida pós universitária, agora profissional, afinal, o futuro incompatível com o desporto do alto rendimento.
A magnífica, quanto original, vitória da Ana nos 50 Mariposa significara-me, por momentos, como que um regresso ao passado recente já nostálgico, dessa feliz passagem do Diogo – AEJ e principalmente no Leixões SC – pelos grandes palcos da natação nacional. E, aquele facto só por si deixar-me-ia de algum modo altamente recompensado.
Para os nossos representantes em Coimbra, ficariam estes campeonatos fortemente marcados por conflito, tudo leva a crer originado por complexa situação financeira aliada a uma gestão desportiva infelizmente de costas viradas para o essencial do interesse comum clube/treinadores/nadadores e respectivos familiares acompanhantes. Resultando dali contributo em nada dignificante para o dirigismo sanjoanense. É a conclusão lógica, doa a quem doer…
É verdade que aos recursos (modestos) dos nossos clubes, em geral, não podem ser exigidas nem grandes nem pequenas mordomias. Mas, porém, também não deixará de ser menos verdadeiro que a coberto das dificuldades se permitam, no caso a AEJ, dispensar-se à dignidade, mas sobretudo ao responsável compromisso do bom zelo pelo bom nome da instituição e seus agentes representativos.
Dá certamente que pensar… como podem os dirigentes da segunda maior instituição desportiva da cidade(!…), alhearem-se de um tão prestigiante acontecimento desportivo nacional num dos seus melhores palcos, ignorando, primeiro, o seu maior ícone desportivo, que dá pelo nome de Ana Rodrigues e o seu brilhante palmarés nacional e internacional; segundo, as presenças mais que honrosas na Prova da Cláudia Oliveira, Henrique Silva, Maria Queirós e, da talentosa juvenil  Sofia Fial, com dois títulos de vice-campeã  nacional em 100 e 200 Mts. Bruços e ainda terceiro lugar nos 200 Estilos…

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